Monthly Archives:August 2009

  • dois ponto três

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    22E virei mais um ano no calendário. Aniversários sempre me trouxeram lembranças boas, de uns tempos pra cá tive que conviver com lembranças ruins e hoje vejo como uma hipocrisia.
    Eu sempre tive os melhores aniversários qdo era criança, minhas festas sempre tinham mta comida e eu sempre ganhava mtos presentes, não gostava de mtos deles, mas era divertido. Depois parei com as festas e só ganhava presentes dos meus pais, os maiores e mais caros. Lembro da Minnie gigante que falava ou cantava e que custava caríssima na época e do CD-player na época que lançou. Mas sempre foi assim: celular caro, DVD player, computador novo, câmera digital… essas coisas grandes eram presentes de aniversário ou Natal. Não que eu fosse ou sou rica ou algo do tipo, mas nessas datas sempre ficou reservado dinheiro p/ essas coisas. Óbvio que eu tinha que adorar essa data.
    Minha última festa “grande” foi meu 13° aniversário que caiu numa sexta-feira treze. Decorei a casa toda com teias de aranha, aranhas, fantasmas… fiz 2 Jack O’ lantern, apaguei as luzes da sala e só deixei iluminado com pisca-piscas que estava num quadro preto escrito “Poly” (meu próprio letreiro luminoso) e velas. Os convidados deveriam vir vestidos de preto. E de lembrancinha, foi um ferrero-rocher embalado numa renda preta com um cartãozinho simples. Minha festa não foi grandes coisas, mas meus melhores amigos vieram e eu dancei a noite toda, no melhor estilo de diversão de um adolescente de 13 anos no fim dos anos 90. Depois disso, os aniversários perderam a graça.
    No de 16 eu tinha acabado de ficar solteira e chorava o tempo todo, nos de 17 e 18 eu fui a pessoa mais vítima de hipocrisia da face da terra, nos de 19, 20 e 21 eu acho que esperei demais das pessoas, no de 22 minha cachorra morreu e no de 23 eu decidi não comemorar, não ter presente e me enfiar embaixo das cobertas até passar o dia p/ não ter que receber parabéns de ngm.
    O primeiro a me dar bom dia com parabéns foi meu cachorro, depois minha mãe e depois foi o boicote no flickr com todo mundo postando bolinho em minha homenagem xD
    Saldo negativo de scraps e depoimentos no Orkut (tirei a data de lá). Um torpedo no cel, mas só pq era resposta de um outro que enviei p/ minha colega pegar uma coisa na facul p/ mim, 3 mensagens no MSN, alguns Twittes e o post do Leo.
    Adorei! Fugi de toda hipocrisia que existia em todo aniversário: milhões de scraps de gente que nunca foi com minha cara e só me dava parabéns msm p/ não fugir do protocolo ou aquela palhaçada de ficar cantando parabéns na sala de aula e todo mundo vindo me abraçar e me cumprimentar, sendo que só falam comigo p/ tirar dúvida p/ prova. E é assim que a gente aprende quem é importante na nossa vida. Até falei com minha mãe e comprovei a teoria. Disse que só ia dar convite de formatura p/ parentes que se lembraram do meu aniversário ou que me ligaram ontem. Bom, problemas com convites não terei, quem for parente e quiser vir é só pagar 100 reais, pq meus convites estão oficialmente reservados p/ amigos.

    E pode parecer, mas eu não sou paranóica com essa coisa de parentes x família não. Eu me importo tanto com eles, qto eles se importam comigo… (;

  • Do sonho à padaria

    Que atire a primeira pedra quem nunca quis trabalhar na Rede Globo… Vale até msm qdo vc tinha 3 anos e queria ser Paquita no Xou da Xuxa huiahuia
    Eu acho que eu sempre gostei dessa coisa, mas só depois que entrei na faculdade que fui perceber que eu deveria ter feito jornalismo e nas duas últimas semanas de férias o que eu fiz? Visitei a redação do jornal da filiada da Globo daqui (Rede Gazeta). Não foi como uma daquelas visitas de escola p/ saber se eu queria trabalhar lá não, foi p/ fazer pesquisa p/ minha monografia mesmo, que só tem um capítulo envolvendo jornalismo no meio. Digamos que essa visita me balançou nos 2 extremos possíveis. O primeiro é aquele que todo pré-vestibulando tem ao descobrir que tem certeza do curso que quer fazer e da profissão que quer exercer p/ resto da vida. Ou traduzindo isso, digamos que eu adoraria trabalhar nesse tipo de fábrica de sonhos. E do outro lado, que gritou muito mais alto, foi aquele de conhecer, mesmo por alto, da realidade das pessoas que trabalham com os meios de comunicação e eu ter certeza de que não aguentaria mais quatro anos estudando p/ no fim ter que escrever um monte de coisas que eu não quero sobre um monte de coisas que eu não tenho interesse. E p/ ficar escrevendo sobre coisas que eu não quero, eu já terei um diploma nos próximos meses. Não, eu não estou desistindo de um sonho, porque eu nunca me imaginei como jornalista, por mais que eu ache o máximo ver a Fátima Bernardes apresentando o Jornal Nacional e ache muito mais divertido ainda como funciona toda a dinâmica interna que funciona por tras das câmeras e no dia anterior à publicação do jornal, esse nunca foi meu sonho. Eu sei que eu poderia passar horas trabalhando sem nem notar com algumas partes específicas do rádio, tv e jornal, mas isso é mera ilusão. Mas, no fundo eu só acho algumas coisas divertidas pq não tem nenhum maluco berrando na minha cabeça que precisa de tal coisa até tal hora, sob pressão a coisa mudaria MTO e eu não estou a fim de me degastar com outra faculdade cheia de teorias e filosofias p/ no fim, não fazer tanta diferença assim. Eu não preciso disso p/ viver e tem outras coisas que eu gosto e posso fazer, sem todo o desgaste exigido na área da comunicação (que eu admito e repito: sou fã!). Por isso decidi que se a Globo é uma fábrica de sonhos eu também quero trabalhar na minha própria fábricas de sonhos e vou abrir uma padaria! Apesar do trocadilho ser sem graça, trabalhar com comida sempre foi meu primeiro sonho secreto revelado. Falo nisso com uma amiga da mamãe desde quando eu estava no Ensino Médio e acho que pode ser interessante. Minhas idéias são boas e fui aperfeiçoando-as ao longo dos últimos quase 10 anos, então da fábrica de sonhos p/ outro tipo de fábrica de sonhos.
    Ahh sim, e se no meio do caminho eu desistir dos sonhos, ainda posso pegar meu diplominha e me encontrar no meio das mais de 60 profissões que exigem um diploma de Direito.
    E p/ quem gosta de jornalismo e Globo, nada melhor que encerrrar o post com o #10, boas risadas: