Monthly Archives:September 2010

  • Protected: Bonitinho

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  • As crônicas de Nárnia

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    C.S. Lewis
    (4/5)
    Sinopse: Viagens ao fim do mundo, criaturas fantásticas e batalhas épicas entre o bem e o mal – o que mais um leitor poderia querer de um livro? O livro que tem tudo isso é O leão, a feiticeira e o guarda-roupa, escrito em 1949 por Clive Staples Lewis. Mas Lewis não parou por aí, Seis outros livros vieram depois e, juntos, ficaram conhecidos como As crônicas de Nárnia.
    Nos últimos cinqüenta anos, As crônicas de Nárnia transcenderam o gênero da fantasia ´para se tornar parte do cânone da literatura clássica. Cada um dos sete livros é uma obra-prima, atraindo o leitor para um mundo em que a magia encontra a realidade, e o resultado é um mundo ficcional que tem fascinado gerações. Esta edição apresenta todas as sete crônicas integralmente, num único volume magnífico. Os livros são apresentados de acordo com a ordem de preferência de Lewis, cada capítulo com uma ilustração do artista original, Pauline Baynes. Enganosamente simples e direta, As crônicas de Nárnia continuam cativando os leitores com aventuras, personagens e fatos que falam a pessoas de todas as idades, mesmo cinqüenta anos após terem sido publicadas pela primeira vez.
    Opinião: eu comprei o volume único no Submarino em julho e comecei a ler desde então. O primeiro livro (O leão, a feiticeira e o guarda-roupa) eu li rapidinho e adorei! Desde Harry Potter que nunca tinha lido um livro infantil tão bom. Mas os outros livros eu achei que foram ficando boring e cada vez mais eu demorava p/ terminar de ler, principalmente porque eu lia um capítulo e dormia em cima do livro.

  • Rest in peace Nicholas

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    Nicholas
    21/06/2000 ~ 24/09/2010

    Sempre soube que esse dia chegaria, mas nunca quis acreditar que eu escreveria um post sobre esse “sorriso” lindo.
    Não consigo parar de chorar, nunca chorei tanto e nunca sofri tanto com a perda de alguém como agora. Desde as 3 da manhã quando eu tive a certeza de que ele não acordaria mais e não me olharia mais nos olhos e não rosnaria mais p/ mim, nem brigaria se eu abraçasse minha mãe que eu não paro de chorar. Só consegui ficar 30 minutos com o rosto seco, que foi o tempo que levei p/ deixar o corpinho dele na clínica veterinária e voltar p/ casa.
    Dói tanto a alma que o corpo também sente toda a dor.
    Ele tinha insuficiência renal crônica, hepatomegalia, baço aumentado e insuficiência cardíaca, há um tempinho. Mas há uns 15 dias ele começou a parar de comer e levamos na vet. Ele fez uma bateria completa de exames, começou a tomar os medicamentos, fazer soroterapia e voltou a comer.
    A taxa de uréia e creatinina dele estavam assustadoras, mas ele não sabia que estava doente, ele não se comportava como doente. Não parou de resmungar, não parou de comer, não parou de correr atrás da minha tia, nem de morrer de felicidade ao ver o motoboy do disk lanche. Não sei de onde ele tirava tanta força, pois o estado clínico dele não era nada bom.
    Mas ele era forte, o homem da casa e tinha que continuar cumprindo o dever dele de proteger a mim e a minha mãe.
    Depois de uma semana de soroterapia as taxas creatinina e uréia abaixaram, mas mesmo assim a vet pediu p/ ele tomar mais um pouco de soro, porque ela iria viajar por 2 dias e estava preocupada em deixá-lo sem cuidados.
    Segunda-feira ele foi p/ clínica bem, voltou da clínica bem, mas à noite começou a vomitar. Terça-feira pela manhã minha mãe o levou p/ vet e ele ficou quase o dia todo lá. E eu fora de casa. Fiquei despreocupada enquanto ele estava lá porque lá havia mais recursos e eu não poderia fazer nada p/ ajudar. Mas quase desabei em lágrimas qdo estava dentro do ônibus e minha mãe disse que ele estava todo mole, sem reação.
    Cheguei em casa e fui correndo abraçá-lo, tentando passar pelo abraço pelo menos um pouquinho da minha saúde p/ ele. Ele deitou no meu colo, com a cabeça no meu peito e ficou me olhando enquanto eu conversava com ele, beijava, abraçava. Minutos depois ele quis sair do meu colo por vontade própria, ficou em pé e bebeu água.
    Quarta-feira ele voltou p/ vet de manhã e quando eu cheguei em casa à tarde fiquei com ele, ele começou a comer a ração pastosa por conta própria e andava um pouquinho, mesmo um pouquinho tonto.
    Ontem o levavamos novamente p/ fazer a soroterapia e ele estava bem, a vet não estava, mas deixou as orientações certinhas p/ assistente dar o soro e quando estávamos lá ela ligou e nem acreditava que ele já estava comendo sozinho, sem precisar dar a comida com a seringa.
    E ficou assim o resto do dia, mais tempo deitado que andando por causa da tontura, mas melhorando aos poucos.
    Então à noite já na madrugada de hoje eu ouvi um barulho atrás da porta do quarto da minha mãe, fui ver e ele tinha caído. Eu o colocava em pé e ele caía de novo. O corpo parou de reagir. O coloquei na cama da minha mãe e tentei dar comida (achei que poderia ser hipoglicemia), água, mas ele não quis. A respiração estava ofegante. O coloquei na sala que tinha piso de cerâmica (no quarto é madeira) e com o frio do piso ele passou a respirar a melhor. Terminei de corrigir meu simulado no PC e quando fui dormir o coloquei na cama, dei boa noite e fui deitar. Mais ou menos uma hora depois (3h da manhã), minha mãe me acordou falando sei lá o que. Fui ver, ele estava no chão, todo mole, fazendo xixi. Vi que o coração dele não estava batendo, fiz massagem cardíaca, mas como vi que não ia adiantar e que ele ficaria melhor onde estava indo, o deixei partir. Desde então estou chorando desesperadamente. Nada pode descrever a dor que estou sentindo agora.
    A coisinha linda e mais importante que eu tinha na vida, mais alegre, mais brigona e com mais personalidade que qualquer outro york que já existiu.
    Vai doer muito acordar e não ver aquela coisa peluda embaixo da cama, não reclamar dele latindo pela manhã, não me assustar com ele pulando na cama e pulando em cima de mim enquanto estou deitada, não ter mais companhia p/ chamar minha mãe ou gritar “gol” nos jogos de futebol, não pedir lanche do disk-lanches só vê-lo ficar feliz da vida com o motoboy, não receber mais as lambidinhas atrás da orelha em resposta aos beijos, não ser mais recebida com rabinho abanando e latidos eufóricos, não ouvir mais ele chamando “vó” na porta de casa pedindo p/ entrar, não ter mais patinhas na perna pedindo p/ ver “o gato” na rua, não ter mais poças e mais poças de xixi na minha biblioteca, não ter mais “ajuda” nas caças aos “bichos”… e não ter mais motivos p/ ter alegria de pisar em casa depois de um dia longo na rua.
    Eu sei que ele foi o cachorro mais amado e mimado que já existiu e que fizemos tudo para que os últimos dias de vida fossem bons, mas dói muito e a saudade vai continuar por um bom tempo.
    Descanse em paz meu Nicko, que tenha muitos cachorrinhos, gatinhos e motos onde vc está agora.

    Nicholas NicholasNicholas Nicholas Nicholas Nicholas Nicholas Nicholas