Livro: A luz através da janela

A luz através da janelaLucinda Riley
(5/5)
Editora Novo Conceito
2012
544 páginas

Sinopse: A Segunda Guerra Mundial deixou muitos destroços e segredos familiares principalmente na família de Emilie, os De La Martinières. Quando sua mãe faleceu, deixando o legado do château da família para ela, a única herdeira, Emilie fica devastada e quer vender tudo para que possa voltar à sua rotina comum de veterinária. Entretanto, Sebastian Carruthers aparece em sua vida para ajudá-la a cuidar de toda a documentação e a consola nos momentos mais difíceis. Emilie se apaixona pela sua gentileza e decide se casar com ele. Assim, ela se muda para a casa do marido, Blackmoor Hall, em Yorkshire. Contudo, a vida que ela, ingenuamente, pensa estar começando bem, trará a ela muitas surpresas e revelações do presente e do passado de toda uma geração.

Opinião: Outro belíssimo livro com os ingredientes que dão certo para a Lucinda Riley. A história envolve uma propriedade, que foi deixada de herança para Emilie pela sua mãe. Mas nesse livro, o ponto central do livro não é a propriedade, ela é apenas o cenário onde aconteceu e acontece a história.
Acho muito difícil resenhar livros que gosto, mas vou tentar fazer jus à obra.
Após ficar órfã, Emilie De La Martinières encontra-se desolada, sem saber o que fazer com o patrimônio ou por onde começar a se reerguer. Nesse momento, ela conhece Sebastian, que se mostra um homem muito atencioso e simpático. Ele conta que sua avó Constance Carruthers conheceu o pai de Emilie e o château da família De La Martinières. Ele era tudo o que ela precisava naquele momento e ganhou a confiança de Emilie.
Com ajuda de Sebastian, Emilie toma as primeiras providências em relação ao patrimônio e decide vender a casa onde sua mãe morava e com o dinheiro da venda saldar as dívidas e reformar o château da família.
Emilie então se apaixona e se casa com Sebastian e eles se mudam para a casa dele em Yorkshire, na Inglaterra.
Ao chegar lá, Emilie descobre diversas coisas sobre o seu marido, inclusive que ele tem um irmão, Alex e que o relacionamento deles não é muito fraternal.
Em uma das visitas que Emilie faz ao château, ela começa a conversar com Jacques, um antigo funcionário do vinhedo da família De La Martinières, e ele relembra fatos que aconteceram ali durante a Segunda Guerra Mundial. Jacques narra a chegada e a permanência de Constance Carruthers na propriedade e conta fatos do passado que influenciarão diretamente nas atitudes tomadas por Emilie.
No início eu não gostei muito da Emilie, a achei muito insegura e idiota por acreditar em Sebastian tão facilmente, mas no decorrer da história, ela vai amadurecendo e passa a ter ações firmes. Também não fui com a cara de Sebastian, mas meu ódio em relação a ele só cresceu.
Já Alex é um fofo desde o início e assim que ele entra na história já me apaixonei.
Gosto muito da forma como a Lucinda cria as histórias amarrando o presente no passado. Dá uma complexidade diferente à trama e fica a impressão na crença de que todas nossas ações possuem uma relevância para as gerações futuras.
Na minha opinião o livro é todo perfeito. O design harmoniou muito bem com a história. Gostei da capa, da diagramação e do belíssimo kit que recebi junto com o livro.
Parabéns, Novo Conceito!

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Receita de Ano Novo

Ano Novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
(Carlos Drummond de Andrade)

A última parte do texto foi comercial de Ano Novo do Bradesco, mas eu gosto tanto desse texto que achei legal postá-lo completo aqui.
Feliz 2013!

PS: campanha do Bradesco

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