Desafio #VidaSaudável – Semana 10

Eu queria dizer que dei uma chutada legal na dieta, na verdade relaxei um pouco nessa coisa de evitar farinha branca e andei tomando uns sorvetinhos por aí.
Nada exagerado, mas acima do meu limite estabelecido. E sim eu me importo.
Não engordei, mas os números no meu exame de sangue sofreram pequenas modificações por causa desses hábitos. Os exames ainda estão bons, mas eu queria melhorar…
Ano passado quando fiz os exames meus triglicerídeos estavam em um valor baixo, no último exame (este ano) eles subiram uns 3 ou 4 números. É pouco, eu sei, mas minha intenção não é aumentar esse valor e sim diminuir.
Já o meu colesterol HDL diminuiu 3 pontos e eu estou querendo aumentar esses valores.
Então fico chateada quando percebo que poderia me esforçar mais…
#vidasaudavel
Mas o que esses nomes e valores significam?
Todo mundo coloca a culpa no aumento de peso, diabetes, doenças cardíacas e colesterol alto nas gorduras, mas nem toda gordura é ruim.
As gorduras monoinsaturadas são gorduras boas e devemos consumi-las frequentemente. Essas gorduras estão presentes no azeite de oliva, nos óleos de amendoim e canola, no abacate e na maioria das nozes.
Essas gorduras ajudam a diminuir o nível de colesterol total, pois fazem o colesterol bom (HDL) aumentar e o colesterol ruim (LDL) diminuir.
Já as gorduras poli-insaturadas ficam em cima do muro. Elas podem ser benéficas, se consumidas em pequenas quantidades, pois contêm ácidos graxos ômega-6. Essas gorduras estão presentes em óleos como o de milho, girassol e algodão. Se elas forem consumidas em excesso podem ser prejudiciais à saúde.
E as vilãs da história são as gorduras saturadas. Essas gorduras são sólidas e estão presentes laticínios integrais e seus derivados (leite, queijo, manteiga). Também estão presentes no leite de coco, manteiga de cacau e azeite de dendê.
Outras gorduras prejudiciais são os triglicerídeos, quando consumimos alimentos preparados com derivados de açúcar ou farinha refinada. Essas gorduras podem obstruir as artérias que levam sangue ao coração, então seus níveis devem ser sempre controlados.
As gorduras trans são as mais nocivas de todas e estão presentes em vários alimentos industrializados (principalmente os que contêm ingredientes com a palavra hidrogenada), como margarina, salgadinhos, biscoitos, barras de cereal, sopas, molhos enlatados, refeições congeladas, fast-food, etc. O consumo exagerado desses alimentos aumenta os riscos de diabetes, resistência à insulina, doenças coronárias, insuficiência cardíaca e câncer.
azeite
Falando assim na lata muita gente se assusta e fica sem saber o que comer, porque a maioria dos produtos que a gente consome no dia a dia possui algum tipo de gordura, mas saber dosar tudo é que faz a diferença.

Colesterol

O colesterol é um elemento que está presente nas membranas celulares dos animais e forma a estrutura dos hormônios e dos ácidos biliares do organismo. Nem todo colesterol é ruim.
Há três tipos de colesterol.
O colesterol total se refere à quantidade total de colesterol no organismo. Ele é a soma de todo o colesterol e de toda gordura que consumimos, mais a quantidade de colesterol produzida pelo fígado.
O colesterol LDL (low-density lipoprotein) é o colesterol ruim. Ele é assim chamado porque possui uma capacidade maior de obstruir artérias e causar infarto. Ele se origina principalmente do consumo exagerado de gorduras saturadas e de alimentos com alto teor de colesterol.
Com uma dieta equilibrada e a prática de atividade física esse colesterol tende a diminuir.
Algumas pessoas (~eu~) possuem esse colesterol elevado por causa da genética, neste caso, pode haver a necessidade de se tomar um medicamento para reduzi-lo.
O colesterol HDL (high-density lipoprotein) é o bom colesterol. Ao contrário do LDL, esse colesterol ajuda a evitar a formação de depósitos de gordura nas artérias e também diminui os níveis de LDL no sangue.
Para aumentar o colesterol bom (HDL) é bom praticar atividade física regular, consumir gorduras monoinsaturadas (#vemnimim azeite extra-virgem e nozes) e ácidos graxos ômega-3 (presentes em peixes como salmão e atum (#partiu restaurante japonês).
Meu pecado é sempre arrumar uma desculpa para praticar atividade física 2 vezes na semana e falhar o resto e não consumir peixe frequentemente.

Além do colesterol, temos também os

Triglicerídeos

Eles são uns dos principais lipídeos presentes no sangue e possuem uma grande importância na transferência da energia dos alimentos para as células.
O principal problema dos triglicerídeos é que a gente consome essa belezinha em excesso. Aí ele pode provocar diabetes, resistência à insulina, doenças coronárias, etc.
Eles estão presentes em alimentos feitos com açúcar refinada, carboidratos simples, gorduras saturadas e álcool.
Uma alimentação rica em fibras e com carboidratos complexos, além da prática regular de atividade física ajuda a diminuir esses níveis.
Eu acho que para todo mundo que faz dieta (seja qual for o motivo, saúde ou estética) o maior problema está em diminuir o consumo de carboidratos simples, porque eles são viciantes (comprovadamente por cientistas e médicos) e consequentemente em diminuir os triglicerídeos. E não adianta apenas querer ficar longe, é necessário muita força de vontade para resistir a um pãozinho quentinho, recém saído do forno…
croissant
Vocês desanimaram tanto quanto eu para o desafio Vida Saudável? Então vamos nos reanimar!

Desafio da semana para mim (e quem estiver desanimado como eu):

– Praticar atividade física 3 a 5 vezes nesta semana (a gente consegue, eu sei que sim!);
– Trocar o pãozinho ou o biscoito do lanche por uma fruta ou uma porção de nozes;
– Colocar azeite extra-virgem na salada;
– Comer salmão ou atum essa semana (sim, vale ir no japonês, mas nada de encher o prato de ‘hots’)

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Sorteio: Top Comentaristas de Março

Vocês já devem ter reparado que eu mudei ali em cima os “Top Comentaristas”. Desde o início do ano, todos que comentarem constantemente durante o ano de 2015 estão concorrendo a sorteios que eu farei ocasionalmente.
E o primeiro sorteio “ocasional” do ano será realizado dia 31/03. Vou sortear ente as 20 pessoas que mais comentaram durante este ano um pequeno mimo: esta sacolinha recheada de mini produtos para cabelos e um par de brincos.
É um kit bem feminino porque março na minha cabeça sempre será o mês das mulheres, mas se um homem levar o prêmio ele pode dar para a mãe, namorada, irmã, etc.
top comentaristas de março
Kit com um par de brincos de coração, um sérum Wella Professionals Balance Anti Hair Loss, uma máscara de hidratação intensiva Senscience Inner Restore Intensif e um leave-in anti-frizz de gengibre da Inoar.
Para concorrer é só estar entre as 10 pessoas que mais comentam no blog e ter um endereço de entrega no Brasil.
Assim que eu realizar o sorteio pelo Random eu posto o resultado aqui e entro em contato com o vencedor que terá o prazo de 48h para me enviar o nome e endereço para envio.
Ok?
Se ainda não está entre os 10 que mais comentam, pode começar a comentar agora mesmo.

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Livro: A garota que tinha medo

A_GAROTA_QUE_TINHA_MEDOBreno Melo
(4/5)
Chiado Editora
2014
280 páginas

Comentei no blog da Gabi que me identifiquei com a resenha que ela escreveu e o autor entrou em contato comigo querendo saber se eu gostaria de ler e comentar a respeito. Aceitei a proposta, recebi o livro e aqui estou para deixar minhas impressões.
Marina é uma garota normal que está estudando para o vestibular. Logo no início da história ela passa no vestibular para a Universidade Católica e está cheia de expectativas. No primeiro dia de aula ela faz novos amigos ao participar do trote e é tudo novo e entusiasmante na vida de Marina.
Além da faculdade ela acaba de conhecer pessoalmente um garoto que ela conheceu na internet e eles estão iniciando um relacionamento sério.
Este período costuma ser cheio de surpresas para os jovens, mas para Marina nem todas elas são agradáveis. Ela começa a ter crises de pânico e sua vida vira de cabeça para baixo.
No início ela não sabe o que sente e fica bem confusa, achando que vai morrer e é levada às pressas para o hospital. Os exames dão negativo para doenças físicas e a resposta de que ela não tem nada é avassaladora. Como ela pode sentir e sofrer se não tem nada?

Era demais para mim. Era demais para qualquer um. Eu queria gritar e não o fazia.
P. 23

As crises começam a acontecer mais vezes e em diferentes lugares e Marina passa a se fechar e a evitar todas as circunstâncias que parecem causar a crise. O tratamento psicológico começa e entramos em um mundo de consultas com psiquiatras, psicólogos e remédios para a crise.
A garota que tinha medo é um livro muito detalhado e as situações são bem explicadas, não apenas o que acontece com Marina, mas também os motivos que levam ela a tomar este ou aquele medicamento. Confesso que eu curti mais dessa parte clínica, sou meio hipocondríaca e saber dos remédios e como é o tratamento de Marina me deixou bem empolgada.

Estranhei o lugar onde estava, um lugar conhecido. Também tive a sensação de que metade de mim estava ali e a outra metade, não. Eu tinha consciência de tudo, mas quem comandava meu corpo e minha mente não era eu.
P. 76

A narrativa é toda em primeira pessoa, como se Marina estivesse ela mesma escrevendo o livro (ela até cita que resolveu escrever o livro para explicar sobre sua doença). Gostei de ver as coisas do ponto de vista da protagonista e como ela se sentia durante as crises, seus medos e suas angustias, mas acho que como um personagem feminino escrevendo a história algumas partes foram detalhadas demais. Por exemplo, não conheço nenhuma garota que escreveria que foi ao banheiro fazer as necessidades fisiológicas. Mulheres não comentam este tipo de coisa e quando falam é cheio de figuras de linguagem e morrendo de vergonha. Então estas partes eu achei um pouco forçadas. Não parecia a Marina escrevendo aquelas palavras.

Enquanto meu número de amigos reais diminuía, meu número de amigos virtuais se multiplicava, dava cria nas redes sociais.
P. 155

Tenho amigas que sofrem de Síndrome do Pânico e me relataram diversas situações parecidas, principalmente o drama de procurar ajuda médica e nunca descobrir nada de anormal fisicamente para justificar tantos sintomas diferentes. Marina é uma personagem carismática e é fácil se identificar com ela. Eu via minhas amigas nas narrativas de Marina e também me via em algumas situações.
Eu tenho um transtorno de ansiedade, que não é Síndrome do Pânico, mas em momentos de muita tensão podem desencadear uma crise de pânico e isso me fez me identificar bastante com Marina. Ter medo de ser tachada como fresca ou louca, querer evitar lugares onde teve crises e o preconceito em relação ao tratamento são coisas muito comuns para quem já viveu uma situação parecida.
Sem contar que Marina é blogueira, ama ler e é fã de Nicholas Sparks e Meg Cabot. Quem mais se identifica?
Gostei muito da forma como a narrativa flui bem. Não é um livro leve para ser devorado de uma vez só, mas a leitura flui tão bem que em dois dias cheguei ao término.

Eu tinha medo de ter medo. Era um círculo vicioso.
P. 204

Como eu disse, tem a narração detalhada do tratamento médico, inclusive com nomes de remédios e a explicação de medicamentos tarja preta, tarja vermelha, ansiolíticos e antidepressivos. Pode parecer chato e tedioso à primeira vista, mas não é. Tudo é escrito de uma forma bem didática, deu para ver que o autor pesquisou bem antes de escrever o livro. Gostei desta dedicação para com a obra.
Outra coisa interessante é que a história se passa no Paraguai. Acho que nunca tinha lido nenhum livro passado no país e gostei muito de conhecer mais sobre a cultura local, principalmente porque Marina ama seu país e transmite esse sentimento aos leitores.
Em relação à capa ela é simples, em paperback, sem detalhes ou brilhos, mas gostei. O miolo também não possui muitos detalhes, mas a divisão é bem feita. São 7 partes que contam cada estágio na vida de Marina, além dos capítulos (26 ao todo) e do epílogo. Os capítulos começam em uma nova página e na página da direita e eu amo quando isso acontece!
Fica aí a recomendação.

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