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Todo mundo que entra no blog sabe de cara que eu sou mãe de 4 gatinhos (ta escrito ali na lateral), mas não sei se todos sabem da nossa história de amor.
Em 24 de setembro de 2010 eu perdi meu grande amigo e cãopaneiro, Nicholas, um Yorkshire Terrier. Eu e minha mãe decidimos que não queríamos mais bichos aqui em casa, porque a gente sofre muito quando eles ficam doentes e se vão. Mas não escolhemos algumas coisas na vida.
Apenas 15 dias depois do falecimento do Nicholas, jogaram um gatinho no meu quintal. Um filhotinho sem raça definida, branquinho e com manchas pretas e uma “máscara do Batman” na cara. Eu vi aquele bichinho ali no frio, à noite, assustado e com a boquinha machucada e não pensei duas vezes antes de pegar para dar muito amor e carinho.
Coloquei o nome dele de Cookie e por muito tempo ele só confiava e gostava de mim. Ele tinha me adotado como “mamãe”.
Dois anos mais tarde, me deram o Brownie. Uma coisinha que não foi abandonada no meu quintal, mas veio de um lar onde a mãe gata não o amamentava e os outros irmãos não deixavam ele chegar perto da mamãe deles. A ideia de ter dois gatos me pareceu boa, um fazia companhia ao outro e o Cookie poderia deixar de ser tão dependente da gente.
Estava feliz com meus dois felinos e dando muito amor, quando em 9 de dezembro de 2012 encontrei mais um gatinho no meu quintal. Um filhote todo alaranjado, cheio de carrapicho, sujo e muito assustado. Pela cor da pelagem desconfiei que fosse macho e o chamei de Pudim, mas não… Pudim era fêmea. Um em cada 999 gatos laranjas que nascem são fêmeas e tivemos a sorte de termos uma para chamar de nossa.
Nossa família felina estava linda e completa e não tínhamos a menor intenção de adotar bicho nenhum (não sou a louca dos gatos, por favor!), mas em 3 de novembro de 2013, às 6h da manhã apareceu uma lindeza pequenininha, simpática e implorando por um lar. Não queríamos outro gato (3 já era demais!) e tentamos encontrar um dono para o pequeninho, mas fomos nos apegando, ele ficou e é o nosso bolinho, Muffin.
Meus gatos
Antes de ter meus amados filhotes em casa eu nunca tinha pensado em adotar. Eu escolhia uma raça com padrões de comportamento que eu achava que se adaptava melhor ao meu estilo de vida e procurava para comprar. Mas depois que esses amores entraram na minha vida eu acho que nunca mais vou pensar em comprar um bicho.
Bicho dá o mesmo amor e carinho que você dá para ele e isso independe da raça.
Se você quer mesmo ter um bichinho não deve pensar nas aparências, ou porque esta ou aquela raça está na moda. Um animal é um ser vivo que requer atenção, carinho e cuidados. Custa caro manter um animal, dá muito trabalho, é necessário ter paciência, mas o amor que recebemos como recompensa é tanto que é impossível não amá-los de volta.
Cachorros, mesmo os de pequeno porte, necessitam de um espaço para praticar exercícios e descarregar energia. Passeios são essenciais para não deixar o bicho estressado. Não tenha um cachorro se você não tem tempo de cuidar e se dedicar. Para que manter uma vida presa e triste, se ela pode ser feliz em outro lar? Tenha essa consciência antes de adotar.
Gatos se dão melhor em ambientes fechados e menores. Não necessitam de passeios (mas se você acostumar seu gatinho a usar coleira e sair na rua, ele também o fará), mas precisam tomar banho de sol diariamente (eles AMAM sol), olhar o movimento pela janela e 15 minutos de brincadeiras por dia. Eles podem brincar sozinhos ou com você, a decisão nesse caso, será sempre do gato.
Cachorros precisam ser treinados para fazer suas necessidades em lugares determinados. Gatos vêm “de fábrica” com a habilidade de usar a caixinha de areia, que você precisa manter limpa, bichanos odeiam sujeira.
Gatos x Cachorros
Em qualquer um dos casos (gato ou cachorro), lembre-se de manter o animal protegido dentro da sua propriedade. Não deixe-os ter acesso à rua desacompanhados. Eles podem se perder, serem atropelados ou vítimas de pessoas maldosas. Coloque telas em todas as janelas e portas e não deixe nunca seu gatinho sair para conhecer a vizinhança.
Castre seus animais, isso elimina a curiosidade deles com a rua ao sentir o cheiro de outro animal. Centros de Zoonose e algumas faculdades de medicina veterinária fazem esse serviço gratuitamente, se informe na sua cidade.
A recuperação deles nessas cirurgias é bem rápida e valerá a pena.
Pense nessas coisas antes de adotar seu bichinho, tenha consciência do seu estilo de vida antes de assumir uma responsabilidade desse tamanho. Um animal pode viver cerca de 18 anos. Durante a vida toda dele, ele irá confiar em você, não o desaponte, nem o abandone quando ficar doente ou velho. Você não gostaria que fizessem isso com você. Não faça isso com quem só vai te dar amor.
Adoção responsável
Você tem algum bichinho? É um dono responsável? Então me conta aí como é o seu relacionamento com o seu peludo e como vocês “se conheceram”.

Esta blogagem coletiva faz parte do projeto Abraçando Patinhas, uma iniciativa do Rotaroots em parceria com a marca de ração Max – da fabricante Total Alimentos. Esta iniciativa reverterá na doação de 1 tonelada de ração para a ABEAC, ONG responsável pelo bem estar de cerca de 1100 cães. Saiba mais sobre o projeto no site do Abraçando Patinhas ou participando do grupo do Rotaroots no Facebook.