17h45
“Oi, Mãe?”
“Você tá onde?”
“Passando por Laranjeiras.”
“Está dormindo?”
“Não, estou lendo.”
“Tá, só liguei para saber se você estava dormindo no ônibus.”

18h01
“O que foi?”
“Você está bem?”
“Sim.”
“Está onde?”
“Já estou chegando”
“Está bem mesmo?”
“Sim.”
“Ligou uma menina chorando e dois homens no telefone, fiquei preocupada”
“Ah. Eu to bem, já estou chegando.”

Antes mesmo de abrir o portão minha mãe foi me esperar e contar a história da menina chorando e os homens falando. Ela preocupada da menina ter sido sequestrada e estar em perigo, essas coisas que a gente escuta todo dia, sabe que pode ser um golpe, mas quando é na nossa casa o coração bate acelerado…
Então para tranquiliza-la fui olhar no identificador de chamadas quem era a pessoa. O número chamado era conhecido, celular de uma pessoa próxima, pai de família de duas crianças: uma de 2 anos e outra recém-nascida.
Claro que bateu aquela preocupação: será que eles estão bem? E lá foi minha mãe fazer a ligação.
Ligou para a casa do dono do celular e ele mesmo atendeu. Ela contou a história da ligação e a preocupação.
Ele: “Ah. Foi o Miguel (2 anos) brincando com o celular e a menina chorando era a Manuela (recém-nascida).”
Minha mãe desligou o telefone, me contou a história e eu estou há dias rindo da cara dela! Caiu em um trote passado por uma criança de dois anos e uma recém-nascida! #EpicWin