Meu conceito de família é papai, mamãe e filhinhos, não necessariamente desse jeito, mas família p/ mim são as pessoas que moram sob o mesmo teto e que têm algum laço. Avós, tios e primos não entram, p/ mim eles são parentes apenas, não família. Dá p/ entender?? o_o
Esse será de grande valor p/ posts posteriores, caso eu volte a falar de parentes, então vamos lá.
Eu divido meus parentes em 3 grandes conjuntos: os que eu gosto, os que eu não conheço e os que eu não gosto. E há um conjunto menor, composto de apenas um indivíduo, que explicarei por último.
Os que eu gosto: é o conjunto mais fácil são aqueles que eu gosto de graça, desde sempre gostei e eles não precisam nem olhar p/ minha cara se não quiserem, ou nem ao menos falar comigo pelo resto da vida. Eu tenho simpatia por eles e ponto final.
Os que eu não gosto: também é um conjunto fácil na teoria, mas meu critério de seleção é complicado e quem entra nele não sai. É composto obrigatoriamente por todas aquelas pessoas que: a) meu pai não gostava; b) eu soube em algum momento da minha existência que antes mesmo de eu nascer me ignoraram. E também por aqueles parentes inconvenientes que ligam em no máximo 24h antes comunicando que estão chegando na minha casa (sim, eu disse comunicando, não perguntando se podem vir) ou por aqueles que além de fazerem isso não tentam me “comprar” (explicarei mais abaixo)
E por fim, os que eu não conheço: esses são mais complicados, porque eu encaixo até os que eu conheço no meio. Primeiro, entram nele todos aqueles parentes que eu não conheço (sim, tem muita gente que eu não conheço na família da minha mãe), segundo todos aqueles que eu não lembro e terceiro todos aqueles que eu não gosto, mas também não posso afirmar que gosto.
Para os que eu não conheço irem p/ os que eu gosto ou os que eu não gosto vai depender do comportamento deles na minha casa. Ligar até 24h antes de chegar já os fazem perder pontos e caminharem p/ conjunto dos que eu não gosto, mas isso pode ser revertido com a chegada. Eu parto da premissa de que se eu estou na minha casa e não convidei ninguém p/ vir então eu também não tenho que tratar bem, isso significa que eles é que devem tentar me “comprar”. Não falo em trazer presentes nem nada, mas serem educados: pedir água e esperar alguém pegar p/ ele e não perguntar se pode pegar água e sair com o copo e abrindo a porta da geladeira; levantar prontamente após as refeições e ir p/ pia lavar o prato em que comeu; a qualquer sinal de sujeira no chão pegar a vassoura e varrer; procurar deixar o quarto em que dormiu o mais em ordem possível (tirar a roupa de cama e dobrar), varrer o chão (passar o pano seria ideal) e não esquecer luzes ou o ventilador ligado. Com isso eles ganham vários pontos comigo, pq aqui em casa não temos empregdos e não precisamos de ngm p/ ajudar a bagunçar a casa. Outra coisa que eles devem fazer p/ tentar me “comprar” é serem simpáticos e bajuladores comigo. Já disse, a casa é minha, eu não convidei ninguém, então se quiserem uma anfitriã que conquistem isso. Se vão sair, me chamem p/ ir junto mesmo que eu não vá, puxem assunto (que não seja: romance, finanças e faculdade), perguntem sobre Vitória (pontos turísticos, o que tem p/ fazer, p/ visitar) e se eu posso mostrar esses lugares. Gentileza sempre, mas sem falsidade, por favor. Seguindo o scrip os que eu não conheço podem ir p/ conjunto dos que eu gosto.
Sim, eu sou extremamente chata com meus parentes, principalmente pelas coisas que o conjunto “eu não gosto” fez. Coisas absurdas envolvendo falso moralismo e inveja, que nem convém falar. Então é só falar que tem um gene do mesmo DNA meu que já fico com um pé atrás. E nem ligo se muitos me acham chata e metida, eu sei quem eu sou e não preciso da opinião deles.

E agora tem o conjunto unitário composto pela minha tia! Ela não se encaixa em nenhum desses conjuntos anteriores e p/ piorar tudo, ela mora comigo. Para ilustrar o ser eu vou indicar alguns filmes: Duplex e Melhor Impossível. Ela tem as manias (TOC) do Melvin de Melhor Impossível e é tão adorável quanto a velhinha de Duplex. Nos últimos dias eu arrumei um apelido carinhoso p/ ela: Exu. Ela tem uns surtos de vez em quando e parece que tá com o próprio no corpo.
Motivos que me fazem querer odiá-la:
– TUDO, eu disse T-U-D-O que minha mãe faz, ela desfaz e faz do jeito dela.
– Ela quer colocar as ordens dela na casa e ela mora aqui de caridade.
– Se vc fala algo que ela fez de errado, ela vem toda cínica e fica rindo da sua cara. Irritavelmente! Vc fica com raiva e fala umas verdades e ela fica olhando p/ vc, rindo de satisfação por dentro pq sabe que vc está a ponto de matá-la de raiva e só responde tranquilamente: “Ah é?!”
– Ela implica com meu cachorro que a odeia desde o primeiro momento e fica querendo bater no bicho. (meu cachorro é um yorkshire terrier, pela cara do bicho, obviamente todos acham que é um monstro selvagem capaz de assassinar milhões com suas temíveis presas)
– Ela tem fobia social, odeia todo mundo e quer afastar todo mundo aqui de casa, mas quando chega alguem, ao invés dela ir p/ quarto dela, que fica longe da civilização, ela fica no meio das pessoas querendo ouvir a conversa, ou escondida, ou inventando que está lavando louça ou varrendo o chão.
– Nenhum outro parente quer levá-la de presente e ela não quer sair daqui nem por 7 dias p/ passear.
Motivos que definitivamente eu não posso odiá-la:
– Ela me dá dinheiro no meu aniversário e no natal e compra rifa de mim.
– Quando minha mãe se aperta no mês, ela dá um help financeiramente (que eu acho o mínimo, já que ela mora aqui de graça e não tem despesa doméstica alguma).