Murphy me ama e vive rindo de todas que ele apronta contra minha pessoinha.
Já contei dos meus problemas fóbicos sociais em algum post perdido por aí e o que mais me impressionava era a capacidade que eu tinha de resistir aos tranquilizantes. Sério! Tomei dois e nenhum deles me deu sono.
Passava noites acordadas como se tivesse tomado café ao invés de calmante. E era desses calmantes conhecidinhos de tarja preta que todo mundo toma e anda na bolsa para casos de síndromes de pânico e afins.
Fazia efeito para todo mundo, menos para mim e eu achava graça disso.
Mas aí que o tempo vai passando, a gente vai melhorando e trocando de medicamentos e meu médico me receitou esse comprimidinho fraquinho p/ tomar à noite, que não é calmante, mas serve p/ me deixar mais relaxada no convívio com pessoinhas. No primeiro dia que tomei ele me derrubou com um soco de direita.
Acordei na manhã seguinte e só consegui falar: “mãe, não tenho condições de levantar hoje, estou morta.”
Tirei um cochilo e acordei novamente as 12h40. Almocei (eu acho) e voltei à dormir pra acordar as 19h, tomar banho e voltar à dormir.
Na manhã seguinte me empurrei pra fora da cama e fui p/ aula arrastada. Deveria ter ficado em casa, nem sei o que escrevi no caderno de tão horrível ficou minha letra nas partes que eu consegui copiar. Cheguei em casa naquele dia e caí na cama, pra acordar no dia seguinte às 12h.
Claro que minha mãe foi avisar pro doutor o que ele tinha aprontado e ele mandou eu reduzir a dose, mas e os dias de estudo e compromomissos perdidos? Onde ficam?!
Te garanto que no dia que eu tomei a primeira cacetada com o remédio Murphy ficou rindo da minha cara entoando um “bem feito” bem sonoro… mas deixe estar Murphy, seu dia está chegando seu felodaputa