Brené Brown
(3/5)
Novo Conceito
2012
184 páginas
Sinopse: Este importante livro é sobre a jornada de uma vida, deixando de se preocupar com “O que os outros vão pensar?” e acreditando que “Eu sou suficiente”. A habilidade ímpar da autora em misturar pesquisa original com relatos faz com que a leitura de A Arte da Imperfeição pareça uma longa e animadora conversa com uma amiga muito sábia que oferece compaixão, sabedoria e ótimos conselhos. A cada dia nos deparamos com uma enxurrada de imagens e mensagens da sociedade e da mídia nos dizendo quem, o que e como devemos ser. Somos levados a acreditar que, se pudéssemos ter um olhar perfeito e levar uma vida perfeita, já não nos sentiríamos inadequados. E se eu não posso manter todas essas bolas no ar? Por que não é todo mundo que trabalha duro e vive às minhas expectativas? O que as pessoas vão pensar se eu falhar ou desistir? Quando posso parar de provar a mim mesmo? Em A Arte da Imperfeição, Brené Brown, Ph.D, é uma especialista em vergonha, autenticidade e compartilha a coragem que aprendeu em uma década de pesquisas sobre o poder de viver sinceramente.

Opinião: acho que eu já disse que odeio livros de autoajuda, mas eu sempre dou uma oportunidade de ler quando aparece algum. Quando eu li a sinopse achei que seria interessante e válido para mim, pois trata de vergonha e perfeccionismo (o tenho de sobra), mas me enganei.
Claro que posso aproveitar uma ou outra sugestão da leitura, nenhum livro é vazio a ponto de não te acrescentar nada, mas para mim foi insuficiente.
O que estou dizendo é que ele não funcionou especificamente para mim, mas pode funcionar perfeitamente para outras pessoas. Então acho que vale a pena dar uma chance a ele.
Basicamente a Brené explica porque algumas pessoas parecem viver bem, alegres e como ela diz, possuem uma vida plena. O livro foi um trabalho de pesquisas, juntamente com experiências pessoais, então, teoricamente, ela dá a fórmula da vida plena.
As dicas do livro são boas, acho que a maioria delas deveriam ser exercitadas diariamente, principalmente as que dizem respeito a tirar um tempo para nós e irmos mais devagar. A maioria de nós simplesmente projeta a felicidade para um futuro (serei feliz quando…) e esquece de viver o presente e aproveitar o momento. Hoje eu não sou mais tão assim, mas parece que a sociedade toda decidiu adiar todas as coisas boas da vida para um momento futuro (que não se sabe quando ocorrerá) e é quase uma blasfêmia tentar aproveitar o dia.
Se você é um perfeccionista, workaholic ou tem esse pensamento de adiar o prazer momentâneo a leitura é altamente recomendada. Mas se você for um procrastinador dos compromissos e coisas importantes, também recomendo a leitura para ter bons argumentos para manter sua postura.

Aproveito para deixar um pensamento que o mestre de Direito Civil, Pablo Stolze, postou no Fb:
Escravos do futuro.
Há algum tempo, pensei em escrever breves linhas sobre este tema.
Inúmeras vezes testemunho pessoas agrilhoadas, presas ao futuro, ao que está por vir, negligenciando, gravemente o seu presente.
É o aluno que nunca está feliz, sempre adiando a sua felicidade para quando passar em um concurso; é o colega de trabalho que vive a se queixar do seu oficio, sempre aguardando a promoção, o aumento do salário, ou o gozo das férias; é o amigo que só se imagina feliz quando encontrar uma nova companheira, enfim.
Eu mesmo, por vezes, prostro-me melancólico, preocupado com o futuro das minhas filhas, dos meus pais, enfim, temeroso em face do amanhã.
Ora, é claro que nós sempre teremos planos para o futuro e, com isso, naturais preocupações!
Isso é humano e compreensível.
O perigo está quando nós nos aprisionamos nesta dimensão.
As pessoas que vivem eternamente alimentando os medos existentes no umbral do futuro perdem o seu presente.
Deixam de ser felizes hoje.
Esquecem que o presente, um dia, já foi o futuro.
E, com isso, vivem eternamente tristes.
Condenadas ao passado.
Por isso, amigos do coração, precisamos ter fé em Deus, ter fé na vida, e abrir a rosa da nossa sensibilidade para os pequenos detalhes do nosso dia de hoje.
Para as coisas boas que a vida nos dá.
E são tantas.
Por exemplo.
Ninguém, ou quase ninguém, dá atenção ao nascer do sol.
Você já acordou cedinho e reverenciou o astro rei?
Quando o fizer, certamente perceberá que algo grandioso ocorre ao nascer de cada dia.
É como se o universo, em cada manhã, nos desse a oportunidade de sermos felizes.
Com a certeza de que, por mais que enfrentemos tempestades e sombras, no dia seguinte, o sol brilhará novamente, imponente, afastando do éter cósmico todas as trevas.
Um abraço e um maravilhoso dia!

Pablito