A fúria dos reisGeorge R. R. Martin
(4/5)
Editora Leya
656 páginas
2011

Sinopse: Um cometa da cor do sangue e fogo atravessa o céu. E a partir da cidade antiga de Dragonstone às margens proibidas de Winterfell, reina o caos. Seis nações lutam pelo controle de uma terra dividida e pelo Trono de Ferro dos Sete Reinos, preparando-se para o embate através de tumulto, confusão e guerra. É um conto em que irmãos conspiram contra irmão e os mortos se levantam no meio da noite. Neste lugar uma princesa se disfarça como um garoto órfão, um cavaleiro espiritual prepara um veneno para uma feiticeira traidora, e homens selvagens descem das Montanhas da Lua para devastar o campo de batalha. Com um pano de fundo incesto, alquimia e assassinato, a vitória pode chegar aos homens e mulheres possuidores do aço mais frio … e corações mais gelados. Quando há um confronto entre reis, toda a terra treme.

Opinião: Acho que essa série é uma das mais difíceis de resenhar. Os livros são enormes, são inúmeros personagens e a possibilidade de dar spoiler é muito grande.
Bom, depois de ter saído da leitura de A guerra dos tronos exausta decidi que nunca mais leria um livro da saga em menos de 48h. Então fiquei mais de uma semana me deliciando com os acontecimentos e digerindo cada fato e personagem novo e acho que preferi assim.
No primeiro livro, meu personagem preferido era o Bran, ele era um garoto tão adorável e curioso, mas agora, talvez por causa do acidente, ele está meio sem graça… Pelo menos até o final, quando, digamos, sua relação com Verão fica ainda mais próxima.

– Preferia ser um lobo. Assim, eu poderia viver na floresta e dormir quando quisesse, e poderia encontrar Arya e Sansa. Farejaria onde elas estavam e iria salvá-las, e quando Robb partisse para a batalha, lutaria a seu lado, como Vendo Cinzento. Rasgaria a garganta do Regicida com os dentes, zás, e depois a guerraa chegaria ao fim e todo mundo voltaria a Winterfell. Se eu fosse um lobo… – o menino voltou a uivar. – Uuu-uu-uuuuuuuuuuuu.
P. 53

Mas sem dúvidas, meu Stark preferido é Arya. Confesso que as vezes eu ficava com tanta curiosidade quando terminava um capítulo com ela, que eu ia na frente e lia o próximo dela só para tentar me acalmar e continuar a leitura. Ela é a melhor, sem sombra de dúvidas! Por mim, teria um livro só com ela e os lobos, e os outros que se virassem para lá.
Outro personagem que eu gostei muito foi a Dany, pena que nesse segundo livro ela não teve tantos capítulos assim. Aconteceram fatos relevantes sim, mas nem tantos quanto no livro anterior.

Os dothrakis chamaram o cometa de shierak qiya, a Estrela que Sangra. Os velhos resmungavam que era um prenúncio do mal, mas Daenerys Targaryen vira-o pela primeira vez na noite em que cremara Khal Drogo, quando então seus dragões despertaram. É o arauto da minha chegada, dizia a si mesma enquanto fixava os olhos no céu da noite com o coração maravilhado. Os deuses enviaram-no para me indicar o caminho.
P. 125

Então teve essa história do cometa, vários personagens em diferentes partes dos Sete Reinos vêem o tal cometa e cada um interpretou de um jeito, falando que indicava a vitória desse ou daquele Reino e eu fiquei esperando por uma conclusão sobre isso, mas o livro termina e a guerra continua. Ao meu ver, o cometa não teve tanta relevância assim, como eu pensei que teria, pelo menos para essa parte da história.
As partes de maior importância para a trama como um todo foram as de guerra, mas como eram com personagens que eu não tenho muita afinidade não fiquei muito ligada em detalhes e talvez, por isso, não gostei tanto assim do livro.

– Nessa altura não sente as feridas ou a dor nas costas por causa do peso da armadura, ou o suor que escorre para os seus olhos. Deixa de sentir, deixa de pensar, deixa de ser você, só existe a luta, o inimigo, este homem, e logo o seguinte, e o outro, e o outro, e sabe que eles têm medo e estão cansados, mas você não, você está vivo, e a morte está por todo lado a sua volta, mas as espadas deles movem-se tão devagar que pode dançar por entre elas, rindo.
P. 551

Mas se eu terminei A guerra dos tronos cansada e sem vontade de ler a continuação, com A fúria dos reis foi totalmente o oposto. Terminei de ler com vontade de já pegar o próximo. Acho que porque ele deixa uma sensação de não ter terminado. A história não tem um encerramento, como no primeiro livro teve, com a morte de Eddard Stark, então dá ainda mais vontade de correr o próximo e continuar a leitura.