A_IRMA_DA_TEMPESTADELucinda Riley
(5/5)
Editora Arqueiro
2015
521 páginas

A velejadora Ally D’Apliése está vivendo um sonho. Ela está se preparando para uma importante regata e acaba de se apaixonar pelo capitão da embarcação. Ally encontra em Theo o amor que nunca imaginou existir e eles estão passando um fim de semana paradisíaco no mar Mediterrâneo quando ela recebe a notícia da morte de seu pai adotivo, Pa Salt.
Ela volta rapidamente para casa para encontrar suas seis irmãs e descobre que Pa Salt deixou uma carta para cada uma das filhas adotivas. Em cada carta há pistas sobre suas verdadeiras origens.
A princípio Ally não se interessa em investigar seu passado, ela se apoia no amor de Theo para enfrentar a perda do pai. O que ela não esperava era que pouco tempo depois sua vida fosse novamente mudar e para não entrar em depressão decide embarcar para a Noruega e seguir as pistas de Pa Salt.
Lá ela descobre que sua história está ligada à da talentosa cantora Anna Landvik, que viveu há mais de cem anos e participou da estreia de uma obra do compositor Edvald Grieg. Conforme vai conhecendo a história de Anna, ela começa a montar o quebra-cabeças que é a sua vida.
A irmã da tempestade é o segundo volume da série As Sete Irmãs. No primeiro volume conhecemos a história de Maia, a primeira irmã a ser adotada por Pa Salt. Neste volume conhecemos Ally, a segunda irmã mais velha. Ally (apelido de Alcíone) é destemida, aventureira, com um incrível talento para velejar e um surpreendente dom para a música.

– Bom, meu pai… cuja opinião em geral não considero justa, um dia me disse que, se as mulheres usassem os próprios pontos fortes em vez de ficarem tentando ser como os homens, elas mandariam no mundo.
P. 17

Já iniciei a leitura sabendo que iria gostar do livro. Se tem uma mulher que escreve coisa boa é a Lucinda Riley. Acho que até a lista de compras dela deve ser interessante. Me prendi à história logo nos primeiros capítulos e a cada página ia me apaixonando mais e mais pelos personagens. E mesmo quando aconteceu uma tragédia no meio eu não fiquei triste ou quis jogar o livro longe. A Lucinda nos emociona de um jeito diferente, apesar da tristeza pelo acontecido ainda tive esperança de que aquilo iria se tornar algo bom no futuro (e de fato se tornou).

Tudo o que temos é o momento presente, Ally. Nunca se esqueça disso, está bem?
P. 48

O que mais me encantou na história foi o fato dela se passar na Noruega. Não conhecia nada do país e sempre achei que era um ponto gelado no mapa mundial, mas o livro me mostrou um pouco da cultura norueguesa e me despertou uma grande curiosidade em saber mais sobre ele. Vários capítulos se passam em coxias e bastidores do teatro e isso me fez imergir ainda mais na narrativa. Mesmo o livro falando sobre música e não sobre teatro (que é minha área) os bastidores são bem parecidos e isso alegrou minha leitura.

Em momentos de fraqueza, você vai encontrar sua maior força.
P. 72

O livro é dividido em partes da Ally (no presente) e da Anna (no fim do século XIX). Nas partes da Ally a narrativa é em primeira pessoa e nas partes da Anne em terceira. Nas primeiras partes parece que estamos lendo livros diferentes, só mais para frente é que as histórias começam a se entrelaçar, até que finalmente descobrimos a verdade.
Trata-se de uma leitura rápida, apesar de uma história complexa, pois a autora consegue nos prender na história do início ao fim. Não há espaço para divagar ou dar uma pausa (a curiosidade não deixa!).

[…] Eu passei a entender que a vida não passa de uma sequência aleatória de acontecimentos.
P. 387

Gostei muito da capa, a textura é emborrachada, muito gostosa de segurar. O miolo não tem detalhes, mas a fonte utilizada para separar as partes é linda. Amo fontes que imitam caligrafia. As páginas são amareladas para não cansar a visão.
Terminei a leitura ansiosa pelo próximo livro (que ainda não tem prazo de lançamento).