BRUXOS_E_BRUXASJames Patterson
(3/5)
Editora Novo Conceito
2013
288 páginas

Sinopse: No meio da noite, os irmãos Allgood, Whit e Wisty, foram arrancados de sua casa, acusados de bruxaria e jogados em uma prisão. Milhares de outros jovens como eles também foram sequestrados, acusados e presos. Outros tantos estão desaparecidos. O destino destes jovens é desconhecido, mas assim é o mundo sob o regime da Nova Ordem, um governo opressor que acredita que todos os menores de dezoito anos são naturalmente suspeitos de conspiração. E o pior ainda está por vir, porque O Único Que É O Único não poupará esforços para acabar com a vida e a liberdade, com os livros e a música, com a arte e a magia, nem para extirpar tudo que tenha a ver com a vida de um adolescente normal. Caberá aos irmãos, Whit e Wisty, lutar contra esta terrível realidade que não está nada longe de nós.

Opinião: Em uma palavra, eu diria que o livro é decepcionante. O marketing em cima do livro foi maravilhoso, o autor, James Patterson é um dos melhores, mas sinceramente Bruxos e Bruxas não me convenceu.
Achei a história tão sem noção que eu não conseguia me concentrar na leitura.

Eu, a Wisty normal de todo santo dia, sou uma bruxa. Whit, barriga tanquinho, é um bruxo. Não sabemos exatamente como controlar os nossos poderes.
P. 173

O livro é dividido em capítulos bem curtos, cada capítulo é narrado por um irmão Allgood, ora Whit e ora Wisty. Isso facilitou muito a leitura e deixou o livro mais dinâmico.

A PRIMEIRA COISA QUE NOTEI na Cidade do Progresso foi que O Único Que É O Único estava mesmo por toda a parte: em pôsteres, pinturas, vídeos, na primeira página dos jornais, em murais. Mas quem era aquele maluco? Eu achava que pessoas como ele só conseguiam chegar ao poder em outros lugares, como em livros de história e contos de fadas.
P. 179

Achei que alguns fatos aconteciam rápido demais e outros muito devagar. Como assim Whit e Wisty descobriram que eram bruxos e que não sabiam controlar os poderes em um capítulo e no outro eles já dominavam algumas coisas e no seguinte eles tinham dificuldades iniciantes?!
Isso tirou toda coerência na história.

Eles têm medo de mudança, e nós precisamos mudar.
Eles têm medo dos jovens, e nós somos os jovens.
Eles têm medo de música, e música é a nossa vida.
Eles têm medo de livros, e do conhecimento, e de ideias.
Acima de tudo, eles têm medo da nossa magia.
P. 244

A questão política que envolve a história é bem interessante e me fez refletir bastante sobre o que o mundo já passou e o que podemos enfrentar em um futuro próximo (principalmente depois dessas manifestações Brasil afora).

Sua Unicidade faz um gesto para a multidão ficar quieta e eles calam a boca até mesmo antes de ele erguer totalmente a mão. Quantas vezes na história humana um cara como esse tomou o controle de uma sociedade inteira? Vocês sabem a resposta, meus amigos: vezes demais.
P. 271

O livro faz parte de uma trilogia, mas não sei se gostaria de ler os próximos da série. James Patterson é um ótimo escritor, mas não sei se esse é um gênero que ele deveria investir.