CASADOS_COM_PARIS_1375583043PPaula McLain
(3/5)
Editora Sextante
2011
335 páginas

Sinopse: “Casados com Paris” revela uma face desconhecida do escritor Ernest Hemingway ao debruçar-se sobre sua juventude durante o período em que foi casado com Hadley Richardson. Tendo como cenário a Paris da década de 1920, os chamados Anos Loucos, e narrado sob o ponto de vista da esposa, o livro conta a conturbada história de amor entre ela e o jovem Hemingway.

Opinião: É um livro adorável, mas eu não estou no menor clima para romances, principalmente de época.
É uma ficção baseada na vida real do escritor americano Ernest Hemingway, mas contada pelo ponto de vista de sua primeira esposa, Hadley Richardson.

– Pensei que poetas fossem quietos e retraídos, e com medo do sol – falei, sentando-me.
P. 18

Hadley tinha 28 anos e para os padrões da época, já estava velha para se casar e ter uma família, então ela não esperava muito da vida. Mas em uma festa em Chigaco ela conhece Ernest Hemingway, que ainda não era o conhecido autor, apenas um poeta qualquer que levava uma vida boêmia.

Nossa vida juntos começava afinal. Nós nos abraçamos e olhamos para o mar. ele era absurdamente imenso e cheio de beleza e perigo em partes iguais… e nós o queríamos por inteiro.
P. 82

Os dois começaram a se relacionar e acabaram se casando e mudaram-se para Paris. A Paris dos anos 20 está repleta de artistas e boêmios, todos tentando ganhar a vida de uma forma não muito tradicional. Se hoje em dia viver de arte já é um tabu, imagine naquela época?
Bem, Ernest e Hadley se adaptaram bem àquela vida e viviam cercados de amigos que levavam a vida do mesmo jeito. Uma vida simples, sem luxo e com pouco dinheiro, mas uma vida que eles apreciavam.

Não se podia confiar na memória. O tempo não era confiável, e tudo se dissolvia e morria – mesmo ou sobretudo quando se parecia com a vida.
P. 113

A vida de escritor não era fácil e Ernest ainda não era famoso, então tudo o que eles tinham era para se manter, mas uma série de acontecimentos e a gravidez de Hadley deixa a situação do casal bem complicada. O relacionamento deles se abala bastante.

Uma vez embaciada a imagem de alguém, ele nunca mais conseguia vê-la sob outro aspecto.
P. 160

De um modo geral, eu gostei do livro, não amei porque não estou no menor clima para romances. Acho que eu gostaria mais se eu conhecesse as obras de Hemingway. Teria viajado mais na história e me deixado levar por fatos que poderiam ou não ter acontecido.

– A felicidade é tão terrivelmente complicada, mas a liberdade não. Ou você está amarrada ou não está.
P. 192

Gostei de me imaginar passeando pelos lugares citados. A Paris dos anos 20 me parece tão elegante e chic, acho que gostaria de ter vivido lá. Aliás, a década de 20 como um todo me encanta. Vamos combinar que era um charme usar chapéus e luvas. Acessórios tão femininos e delicados.

Ninguém conhece a verdadeira liberdade a menos que saiba onde estão os muros e que os respeite.
P. 312

Quanto ao livro, eu peguei emprestado com o meu amigo e era um romance que eu queria muito ler, pena que a oportunidade surgiu em um momento que estou para outros estilos de literatura.
Enfim, gostei muito da capa, dá vontade de ler só por ela, a sinopse e o texto de capa são bem intrigantes e nos instigam a continuar a leitura.
O miolo é simples, mas gostei muito da organização dos capítulos. Todos começam em uma nova página (AMO quando livros são assim).
Apesar de eu ter dado apenas 3 estrelas, acho que compensa a leitura se você gosta de romances de época e está em uma fase boa para isso.