CIDADE_DOS_ANJOS_CAIDOSCassandra Clare
(4/5)
Galera Record
2012
362 páginas

Os integrantes do submundo e os Caçadores de Sombra parecem estar em paz. Clary voltou à Nova York e está treinando seus poderes e tudo parece bem até que aparece um assassino matando Caçadores e reacendendo à tensão entre eles e os seres do submundo. Se não bastasse isso Jace começa a se afastar de Clary e o mundo da garota parece estar próximo de desmoronar.

Nunca se alimentou de um humano, não é? Ainda vai. E quando o fizer, não vai se esquecer.
P. 98

Eu sei que eu estou quatro anos atrasada com esta leitura, mas na época não era prioridade terminar de ler a série. Só que depois do lançamento da série Shadowhunters meu vício em Os Instrumentos Mortais aumentou muito e eu fui “obrigada” a terminar de ler todos os livros da Cassandra (calma, tia! Até o fim do ano leio tudo. Prometo!).
Como tem muito tempo desde que eu li Cidade de Vidro, não lembrava de alguns detalhes. Sem contar que há umas pequenas diferenças entre a série da Netflix e os livros, então muitos fatos estavam confusos na minha cabeça. Não quis recomeçar a ler a série desde o início porque tenho muitos livros na fila da leitura para reler outros então fui lendo de forma bem truncada. Parece que eu não desenvolvia a leitura, mas no final consegui encaixar as peças que faltavam na minha cabeça e entendi a história.
Eu criei uma expectativa muito grande em relação a este livro, acho que por causa da série eu estava esperando a mesma emoção, mas este livro em geral não tem nada espetacular.

– O poder é um ímã. Atrai aqueles que o desejam. Camille é um deles, mas haverá outros.
P. 139

O foco da narrativa deixa de ser Clary e os Caçadores e há muito mais de Simon e sua vida de vampiro. Cidade dos anjos caídos mostra Simon encarando a realidade de ser vampiro e tendo que sair da vida de sua família. Além disso, o garoto deixou de estar apaixonado por Clary e mostra indeciso entre Mia e Izzy. Um triângulo amoroso bem improvável.
Achei que tem menos drama por não ter o foco na Clary, mas Simon também não fica para trás no quesito mimimi.
As melhores partes de romance eram as de Alec e Magnus, mas agora o relacionamento deles estar passando por uma fase conturbada e o nível de drama deles está do mesmo jeito que Jace e Clary, pena porque este é o melhor casal da série toda.

Há sete semanas Clary vinha treinando para encarar uma batalha demoníaca, ainda que fosse gigantesca. Mas agora que estava acontecendo de fato, tudo o que conseguiu fazer foi gritar.
P. 190

Novos personagem aparecem neste livro, inclusive novos vilões, para dar novo gás à história.
Jace começa a ficar estranho e se afasta de Clary (o que leva ao dramalhão rotineiro da moça). Mas com isso ele se aproxima de Simon. Eu sei, é estranho, mas gostei de ver os dois se dando bem juntos.
Achei a narrativa bem parada, com pouca ação ou acontecimentos relevantes.
As melhores partes ficaram para os capítulos finais, começando com Clary e Jace contando o que fizeram em Idris e terminando com muitas dúvidas em relação a Sebastian e Valentim.

– Sou ruim em ser vampiro – disse Simon. – Mas isso não significa que eu também não seja ruim como namorado.
P. 258

Eu comprei o box especial com a capa holográfica. Então todos os meus livros estão com a capa linda. A melhor parte dos livros da Cassandra são essas capas holográficas lindas. Acho que a editora deveria investir e lançar todas as edições assim. Não só algumas (geralmente é a primeira).
Vejo muita gente reclamando de erros de revisão, mas por eu estar tão focada na história não percebi nenhum (talvez por eu ter a 26ª edição isso tenha sido corrigido).
Agora estou lendo loucamento o resto da série Os Instrumentos Mortais para começar a ler As Peças Infernais e ver se acompanho Os Artifícios das Trevas na ordem de lançamento e não mil anos depois.