(5/5)
Corban Addison
Editora Novo Conceito
2012
448 páginas
Sinopse: Sita e Ahalya são duas adolescentes de classe média alta que vivem tranquilamente junto de seus familiares, na Índia. Suas vidas tranquilas mudam completamente quando um tsunami destrói a costa leste de seu país, levando com suas ondas a vida dos pais e da avó das meninas. Sozinhas, elas tentam encontrar um modo de recomeçar a vida. Mas elas não devem confiar em qualquer um… Enquanto isso, do outro lado do mundo, em Washington, D. C., o advogado Thomas Clarke enfrenta uma crise em sua vida pessoal e profissional e decide mudar radicalmente: viaja à Índia para trabalhar em uma ONG que denuncia o tráfico de pessoas e tenta reatar com sua esposa, que o abandonou. Suas vidas se cruzarão em um cenário exótico, envolto por uma terrível rede internacional de criminosos. Abrangendo três continentes e duas culturas, Cruzando o Caminho do Sol nos leva a uma inesquecível jornada pelo submundo da escravidão moderna e para dentro dos cantos mais escuros e fortes do coração humano.

Opinião: Esse foi um dos livros que menos me chamou atenção quando recebi e li a sinopse. Achei que seria mais um “O caçador de pipas” da vida, contando a vida sofrida de duas indianas, mas me enganei totalmente.
O livro começa com um capítulo contando a história das meninas e depois passa para outro contando a história do advogado Thomas Clarke e assim a narrativa é contada intercalando as duas narrativas.
Foi um dos livros mais bonitos que eu já li, apesar de toda sujeira contada em suas páginas. É impossível ficar parcial com a história, dá vontade de sair entrar dentro do livro e ajudar em alguma coisa.
Depois de ler fiquei por bastante tempo pensando a respeito do tráfico humano e como o crime organizado é até mesmo mais organizado que a sociedade organizada. O pior é saber que existem várias Sitas e Ahalyas no mundo esperando a hora que suas histórias também tenham um ponto final.
Demorei vários dias para escrever a resenha, porque não sabia ao menos como começar a escrever sobre ele e até agora mesmo não sei se consigo transmitir minha opinião de fato. Fico sem palavras para descrever todas as sensações que a leitura me proporcionou, mas mesmo sem conseguir me expressar direito, tenham certeza de que é um livro ímpar e que merece ser lido ao menos uma vez na vida.