ESCONDASELisa Gardner
(5/5)
Editora Novo Conceito
2013
399 páginas

Sinopse: Uma mulher que foi obrigada a fugir — desde criança— de uma possível ameaça. Uma ameaça que seu pai via em todo lugar, mas que a polícia nunca considerou. Um antigo e desativado sanatório para doentes mentais que pode ter muito mais a esconder entre suas paredes do que homens e mulheres entorpecidos por remédios. Uma história de rancor entre membros de uma mesma família que nunca conseguiram superar os episódios de violência doméstica que presenciaram. Um pingente que foi parar em mãos erradas — e a cena de um crime brutal: seis meninas mortas e mumificadas há mais de trinta anos. Agora, cabe à famosa detetive D.D. Warren descobrir quem foi o serial killer que cometeu esta atrocidade e que motivação infame deformou sua mente. Acompanhe D.D. Warren na solução de mais este complexo caso e encontre o inimaginável que está por trás de pessoas aparentemente comuns!

Opinião: Estava ansiosa para começar a leitura desse livro porque eu sabia que seria bom e ele atingiu todas as minha expectativas. Lisa Gardner com essa obra se consagrou como minha escritora preferida do estilo policial, então podem pegar qualquer livro dela e ler sem medo de ser feliz.

Meu pai me explicou pela primeira vez quando eu tinha sete anos de idade: o mundo é um sistema. A escola é um sistema. Bairros são um sistema. Cidades, governos, qualquer grande grupo de pessoas. Aliás, o corpo humano é um sistema, viabilizado por subsistemas biológicos menores.
P. 5

A polícia encontrou no Hospital Psiquiátrico desativado de Boston uma câmara subterrânea com seis corpos de meninas enrolados em sacos plásticos e mumificados. Apenas uma delas tinha um tipo de identificação: um colar com o nome Annabelle Mary Granger.

– Preparada? Qual é a utilidade de estar tão preparada se tudo o que fazemos é fugir?
– Sim, querida – meu pai me explicava incansavelmente. – Mas nós podemos fugir justamente porque somos tão preparados.
P. 35

A sargento D.D. Warren e o detetive Bobby Dodgers estavam cuidando do caso e ainda não sabia por onde começar as investigações quando uma moça aparece na delegacia querendo falar com a sargento dizendo ser Annabelle.
Annabelle está há 25 anos fugindo e trocando de nomes, sem ao certo qual é o perigo de que tanto corre.
Quando tinha 7 anos de idade, ela chegou da escola e seus pais estavam com as malas arrumadas para eles se mudarem. Ela pegou dois objetos e eles foram para Flórida. Cerca de dois anos depois eles se mudaram novamente e assim a menina ia vivendo. A cada dois anos eles se mudavam de cidade e de nome, enquanto, em casa, o pai ensinava à filha todo tipo de estratégia de defesa pessoal.

– Tenho certeza de que Annabelle Granger não acha tão conveniente que o pai e a mãe estejam mortos. A mim me pareceu que ela não se importaria de questionar o pai ela mesma.
P. 59

Ela nunca soube do que estava fugindo, a preocupação com isso isso era o trabalho do pai dela. E depois que ele morreu, em um acidente de carro, ela continuou se preocupando, mesmo sem saber quem era o seu predador.
Durante as investigações iniciais, a sargento e o detetive entram em contato com Christine Gagnon, uma vítima de estupro quando tinha 12 anos de idade e que foi mantida em cárcere num local parecido com a câmara onde foram encontradas as meninas. O estuprador de Christine já estava morto, mas como ela era a única ligação com o sujeito, a polícia decidiu interroga-la para ver se descobria pistas sobre o suspeito de praticar o crime com as meninas.
Até então a polícia não tinha nenhum suspeito do caso, nem a data em que os crimes contra as meninas foram cometidos, nem quem eram as meninas, nem a relação delas ou de qualquer uma delas com Annabelle Granger.

– Porque criminosos assim não param magicamente. Um criminoso desconhecido não passa anos perseguindo e capturando seis meninas e de repente decide arrumar um novo hobby. Você acha que meu pai sabia de alguma coisa. Você acha que ele tinha um motivo para nos manter fugindo.
P. 111

A história vai se desenvolvendo e aos poucos vamos começando a entender a relação entre todos os personagens. Apesar das revelações serem em doses homeopáticas o livro é bem dinâmico e é uma dessas leituras que a gente não quer largar.
A narrativa flui de forma bem tranquila e vamos devorando cada parágrafo a fim de resolvermos logo o mistério e acabarmos com a ansiedade de saber quem é o autor dos crimes.
Claro, que eu nem desconfiei quem era o criminoso, para variar eu passei bem longo do suspeito, mas eu me diverti muito com a leitura.

É a isso que a vida se resume no final? Meninas pequenas forçadas a escolher entre uma vida passada fugindo das sombras ou uma morte prematura sozinha no escuro? Que tipo de monstro fazia esse tipo de coisa?
P. 129

Achei que nesse livro a participação de D.D. Warren foi de menor importância. Ela não estava presente nos momentos mais importantes, nem descobriu os elementos fundamentais, como aconteceu em outros livro. Nessa obra, Bobby foi muito mais ativo e essencial para a solução do caso.
E Bella, a cachorra de Annabelle ganha todos os créditos por ser o elemento fofo da história. A cachorra com o menor senso para maus caráteres que eu já vi! E exatamente por isso que ela é uma fofa!

– Eu estou morta – eu disse simplesmente. – Sou o fantasma que assombra o terreno. Estou esperando aquele monstro voltar para poder matá-lo.
P. 369

Como a participação de D.D. Warren é de menor relevância nessa trama não gostei muito da capa, nem do marcador com a policial na capa. Faz sentido, claro, mas não gostei muito.
De todas as capas com livros da Lisa, essa foi a que eu menos gostei.
O miolo é simples, mas eu gostei bastante, combinou com a história e o clima tenso do livro, apesar de ter achado a fonte um pouco pequena. Os capítulos não são muito longos e eles se iniciam na página da direita (meu amor por capítulos iniciados na página direita). A capitulação é no centro da página e gostei bastante da fonte utilizada.