ESCRAVAS_DE_CORAGEMKathleen Grissom
(5/5)
Editora Arqueiro
2014
331 páginas

Sinopse: Belle já tinha problemas suficientes preparando a comida da casa-grande e cuidando para se manter longe dos olhos de D. Martha e de seu filho, Marshall. Eles não sabem que, na verdade, ela é filha ilegítima do capitão James Pyke, por isso imaginam o pior em relação à preferência do capitão pela escrava mestiça. Ser responsável por uma menina meio doente que acaba de chegar à fazenda é um tormento do qual Belle não precisava. A garota parece incapaz de reter comida no estômago, mal fala, não se lembra de nada e, às vezes, é até meio assustadora, com sua cara de avoada. Além de tudo é branca e tem cabelos cor de fogo. Mas Belle sabe que, entre as pessoas que a acolheram, a cor da pele não significa nada e por isso acaba recebendo Lavinia de braços abertos. Esse é apenas o início da saga de uma família formada por laços que vão muito além do sangue. Uma história de coragem, esperança, força e amor à vida.

Opinião: Wow! Que livro! Que história! Que narrativa! Sabe quando você fica tão absorta com uma história que sonha com ela? Pois esse livro mexeu comigo dessa forma. Chegou à um determinado ponto e eu não conseguia mais parar de ler e quando eu era obrigada a dar uma pausa na leitura (desculpa, infelizmente tenho vida longe dos livros) eu continuava com a história na cabeça e por duas vezes sonhei que era a Lavinia.
Lavinia era uma garota órfã de 7 anos. Ela foi separada de seu irmão e vendida para o capitão James Pyke em 1791, após a morte de seus pais.
Naquela época, os Estados Unidos da América era um país escravocrata e com uma sociedade extremamente preconceituosa.
Apesar de branca, Lavinia foi morar com os escravos e adotou os negros Mama Mae e Papa George, escravos domésticos, como pais. Apesar da vida dura e da difícil situação em que se encontram, Mama Mae e Papa George não desanimam diante da vida e tentam sempre ver as coisas pelo lado positivo.
A história é contada por duas versões, a de Lavinia e a de Belle, filha ilegítima do capitão James Pyke. A vida de Belle já não é fácil, ela também vive com os escravos e cuida dos serviços domésticos, mas como o capitão tenta manter um grau de intimidade com a moça, a esposa dele, D. Martha acredita que Belle na verdade é sua amante e por isso não gosta da moça.

– Abinia, uma coisa eu sei. Qual é a cor da pessoa, nem quem é o pai, nem quem é a mãe, nada disso quer dizer nada. Nós é uma família, cuidando um do outro. A família deixa a gente forte nas hora de aperto. A gente fica tudo junto, ajudando um ao outro. É esse o verdadeiro sentido de família. Quando ocê crescer, vai levar esse sentimento de família dentro do peito.
P. 147

Ao longo dos capítulos acompanhamos o amadurecimento dos personagens, principalmente o de Lavinia e quanto mais a menina cresce, mais evidente fica o preconceito e a segregação social existente na sociedade norte-americana da época.
A história é intensa, cheia de emoção e de cenas envolventes. Não é uma história feliz, mas o sentimento de amor está presente em todos os capítulos.
É impossível não se comover e se emocionar.
Um dos melhores livros que eu li esse ano!
Quem gosta de livros de época não pode deixar de ler.