Camille Thomaz
(5/5)
Editora Alcantis/APED
2012
104 páginas

Sinopse: O amado universo feminino é preenchido por mistérios e dá abertura para abordar os mais variados temas. É poderoso, pode mudar o rumo de uma história. Este universo jamais será desvendado: “Fato.”
Pois bem, saiba que algo singular, nas entrelinhas de uma inteligente narrativa, transborda nas páginas desse livro. As palavras se traduzem em sentimentos, desilusões, vivências e passagens (aparentemente) tão cotidianas que atingem o belo mundo ao qual pertence o universo das paixões. A leitura é ininterrupta: “Comprove.”
Atingirá a mente dos pensantes e o coração dos que já se apaixonaram, dos que estão em pleno prazer, ou, ainda, daqueles que se apaixonarão: nada de meio termo, todos estarão envolvidos. As histórias, ou a história, se reflete como um espelho no coração de cada leitor que se aventurar aqui. Às vezes leia por duas vezes uma mesma passagem, terá diferentes interpretações: “Aceite o desafio.”
A autora trouxe um assunto delicado, ao mesmo tempo necessário. Utilizou de coisas simples para dar uma oportunidade para a reflexão e o desabafo; de encontrar o nosso “eu” — a tanto escondido, que interliga ou busca o sexo oposto. A linguagem, mesmo que simples, traz a mensagem subliminar: “Desvende.”
Camille Thomaz pode ser jovem e uma autora iniciante, mas possui uma mente altamente elevada, graças a bagagem cultural que absorveu no apaixonante mundo dos livros. Essa é uma obra voltada à todos, seja para amar, pensar… Ou jamais esquecer: “Não duvide.”

Opinião: O livro tem apenas 104 páginas, mas é bem profundo. Apesar da linguagem ser bem simples, não é um livro comum, ele é um pouco mais inteligente e precisamos ler as entrelinhas para entendermos bem o que acontece.
A história é a de Larissa, depressiva, e pelo o que entendi, que acabou de terminar um relacionamento e conta sua história por meio de contos. Todas são histórias comuns do cotidiano, mas são colocadas de modo a aparecerem sensacionais. Algumas são irônicas, outras engraçadas, outras tristes… assim como a vida.
Acho que é um desses livros que toda mulher que lê pensa: “nossa! Eu sou assim!” e é verdade! Todas temos um pouco de Larissa dentro de nós e adorei a forma como a Camille conseguiu colocar todas as características no papel.
Vou transcrever uma parte de um conto, que quem me conhece com certeza se lembraria de mim ao lê-lo:

“Não imaginava que tal sentimento fosse voltar, não imaginava que ele nunca tivesse ido. Como se fosse ontem, aqueles poucos segundos que o mundo parou enquanto apenas nos olhávamos. Será que você conseguiria me explicar por que é difícil… te esquecer? Esquecer aqueles segundos, que apenas falamos palavras tão simples e comuns como “bom dia”. Aquela sensação inexplicável de querer-te por perto, sem nem ao menos saber quem você de fato é.”

Eu poderia muito bem ter escrito isso há pouco mais de um ano (right, people?). E acredito que muitas outras Larissa, Polys, Amandas, Manuelas… também poderiam dizer a mesma coisa.
E é essa a essência de todo “Imaginário Feminino”. Um livro para ser lido e relido quantas vezes quiser (e como se trata de uma obra fininha, reler não será nenhum trabalho).