infernoDan Brown
(5/5)
Editora Arqueiro
543 páginas
2013
Sinopse: Busca e encontrarás! Essa é a mensagem da bela senhora de cabelos prateados. Diante dela estende-se um mar de corpos agonizantes, alguns enterrados de cabeça para baixo até a cintura – uma cena bizarra, dantesca. Langdon tenta fazer contato, perguntar quem é ela, o que deve procurar… Mas então ele acorda. Desmemoriado, ferido, a milhares de quilômetros de casa. E de posse de um objeto muito misterioso: um minitubo de metal, com lacre biométrico e o ícone de risco biológico gravado na lateral. Decidido a não abrir o tubo, que pode conter algum material muito perigoso, o renomado simbologista entra em contato com o consulado, em busca de ajuda. Mas algo inesperado acontece: o governo de seu próprio país manda alguém matá-lo. Quando já não sabe mais o que fazer, Langdon encontra a primeira pista que o ajudará a descobrir o que está acontecendo: a imagem do Mapa do Inferno, de Botticelli, uma famosa obra de arte inspirada no Inferno, de Dante Alighieri. Na companhia de Sienna Brooks, uma jovem médica superdotada, ele parte numa jornada alucinante pela Itália, até um dos lugares mais fantásticos do mundo. Dessa vez Robert Langdon precisa usar sua grande habilidade como simbologista para salvar a própria vida e conter uma ameaça que pode destruir toda a humanidade.

Opinião: Depois de muito tempo sem ler um livro do Dan Brown, finalmente pude matar a saudade logo na semana do lançamento! Quer coisa melhor? Assim que peguei o livro em mãos, comecei a devorá-lo e quem está acostumado com Dan Brown e Robert Langdon não vai se surpreender em nada com a fórmula: mistério + obras de artes + uma moça bonita e muito inteligente acompanhando o professor.
A história agora se passa inicialmente em Florenza, na Itália, onde Robert Langdon acorda em um hospital sem se lembrar o que aconteceu nos últimos dois dias. Se não bastasse isso, ele está ferido e descobre que tem alguém tentando mata-lo.

Segunda-feira. Langdon forçou seu cérebbro dolorido a retornar às últimas imagens de que conseguia se lembrar – fazia frio e estava escuro, ele andava sozinho pelo campus de Harvard no sábado à noite rumo a um congresso. Isso foi há dois dias? Um pânico ainda maior o dominou ao tentar se lembrar de qualquer coisa que tivesse acontecido durante o congresso ou depois dele. Nada. Os bipes do monitor cardíaco se aceleraram.
P. 21

Langdon é ajudado com uma bela médica, Sienna Brooks, que o ajuda a fugir dos perseguidores e tentar solucionar o mistério dos últimos acontecimentos.
Ele descobre um micro-projetor escondido em seu paletó com uma imagem alterada do Mapa do Inferno de Botticelli e então começa a investigar qual a relação da imagem com os acontecimentos dos últimos dois dias.

– Essas dez letras – sussurrou. – Na verdade, elas indicam um local específico na cidade velha. É lá que estãos as respostas.
– Onde na cidade velha?! – perguntou Sienna. – O que você descobriu?
P. 93

Assim como O Código Da Vinci, ao ler, fiquei morrendo de vontade de ter do lado as imagens das obras citadas e dos museus e igrejas visitados, mas do mesmo modo, fiquei com preguiça de parar a leitura para sair procurando no Google. Quebraria todo o clima do momento se eu fizesse essa pausa a cada momento, mas a vontade continua. Talvez eu releia com as imagens ao lado para ter uma nova sensação. Agora que eu já sei o desfecho fica mais fácil ler com calma e pausadamente.

– Robert! – Sussurrou ela, confusa. – A placa dizia “sem saida”! Alé do mais, achei que nós quiséssemos descer!
– E queremos – disse Langdon, olhando por cima do ombro. – Mas às vezes é preciso subir… para depois descer. – Ele lhe deu uma piscadela encorajadora. – Não se lembra da barriga de Satã?
Do que ele está falando? Ela correu atrás de Langdon, sentindo-se perdida.
– Você já leu o Inferno? – perguntou ele.
Já… mas acho que devia ter uns 7 anos.
Logo em seguida, no entanto, ela entendeu.
– Ah, a barriga de Satã! Agora me lembrei.
P. 187

No meu critério Dan Brown de leitura eu acho que eu demorei muito para acabar o livro, foi o único que eu não li em um dia e fico pensando que talvez seja porque eu já esteja cansando da mesma fórmula de sempre do autor.
O livro é bom, tem um mistério envolvente, uma sequência boa de capítulos feitos especialmente para prender o leitor a cada páginas, mas nem isso me manteve fixa na leitura o tempo todo.
Em alguns momentos até cheguei a me indagar se eu estava decepcionada com o livro, mas a resposta é definitivamente negativa. Ele atingiu todas minhas expectativas e por isso merece todas as estrelinhas, mesmo não me prendendo tanto como os demais.

– Bolamos um plano para fazer o senhor confiar em nós.
Langdon se sentiu perdido.
– Como é possível fazer alguém confiar em você… depois de ter sequestrado e interrogado essa pessoa?
O homem se remexeu, subitamente desconfortável.
P. 351

Aliás, somente em relação a capa minha expectativa não foi atingida, ela foi superada! Vendo a imagem no computador, a capa é uma coisinha sem graça (e até mesmo feia), mas ao vivo ela é linda, com partes em alto brilho e detalhes que só dá para perceber ao vivo.