MAN REPELLERLeandra Medine
(5/5)
2014
Editora Novo Conceito
254 páginas

Sinopse: Em seu primeiro livro, a badalada blogueira e queridinha do mundo fashion conta suas divertidas memórias. Com jeito insolente, uma franqueza desconcertante e fotos de seu arquivo pessoal, Leandra compartilha detalhes da noite em que perdeu a virgindade, quando esqueceu de tirar as meias soquetes brancas, e descreve o momento em que percebeu que a clutch Hermès vintage da sua avó, feita de pele de avestruz, poderia guardar muito mais do que a chave e o celular. Leandra é a prova de que não precisamos trair nosso estilo repelente nem mesmo ao procurar o vestido de noiva (que pode ser muito bem ser combinado com uma jaquetinha perfecto de organza). Exibindo as opiniões originalíssimas de uma blogueira que ganhou milhões de fãs, este livro reúne experiências divertidas e meio bizarras, uma história amor superdoce e, acima de tudo, um lembrete para celebrarmos um mundo que é feito pelas mulheres e para as mulheres.

Opinião: Quando recebi o livro imaginei que seria divertido e de fácil leitura, mas não sabia que se tratava de uma autobiografia de uma blogueira famosa (não sei nada sobre blogueiras gringas, desculpa aí). Para minha felicidade, o livro é sim muito divertido e a leitura é bem rápida.
O livro é dividido em capítulos curtos e é como se fosse uma conversa com o leitor.
De forma bem humorada a Leandra conta como foram seus relacionamentos amorosos desastrosos e mostra que o importante mesmo é se sentir bem com si mesma, sem se preocupar com o que os outros pensam a respeito de você ou de suas roupas.

Eu não conseguia parar de pensar na minha breve e patética história de amor. Primeiro, eu tinha me apaixonado por um menino de cabelo de cuia que me passou catapora; depois, para completar, deixei que a língua grossa, imoral e pegajosa de um adolescente cujo apelido refletia a natureza não higiênica de seu sêmen deflorasse meus lábios virginais.
P. 27

Ao contar fatos de sua vida, Leandra sempre parte de uma peça de roupa ou acessório. O primeiro relato foi o relato do seu primeiro amor na escola, que teve como início um vestido em A. Ela queria usar o vestido de sair para ir para escola e teve que usar todo o seu poder de persuasão para convencer a mãe a deixa-la usá-lo. Apesar de não ter sido bem visto pelas outras coleguinhas, o vestido também lhe rendeu um beijo na bochecha pelo coleguinha que ela gostava.
E assim começa a história da “Man Repeller“, ou repelente de homens. Seu gosto por moda e combinações não convencionais rendem boas aventuras que cominam na criação do blog Man Repeller.

De fato, as relíquias de nossos antepassados são inestimáveis.
P. 125

O livro também conta com algumas fotos, mesmo em preto e branco elas conseguem transmitir a essência da blogueira e as legendas são bem divertidas.
Em alguns momentos achei a Leandra uma mistura de Bridget Jones com Becky Bloom, só faltou ser britânica para ter a essência.

Às vezes nós simplesmente não temos vontade de vestir a roupa que possuímos há uma eternidade (mesmo que sejam apenas algumas semanas).
P. 151

A leitura é bem leve e eu em uma tarde. A autora escreve como se estivesse conversando com o leitor e eu tive a sensação de que estava conversando com uma velha amiga, mesmo nunca tendo lido nada sobre ela anteriormente. Algumas colocações dela são bem femininas, coisas que toda mulher pensa ou já pensou na vida e ela fala isso de uma forma bem tranquila.

Imagino que, no final, quando você ama um homem e ele ama você, e você sente que fez por merecer, uma união parece o mais simples, correto? Mas não é. Como podemos saber quem realmente somos aos 23 anos?
P. 203

Sou suspeita para falar da capa, pois eu amo esse estilo meio descolado e cheio de imagens gráficas. O miolo é simples, mas tem fotos pessoais da autora em alguns capítulos. No geral gostei bastante da diagramação, estou em uma fase de preferir o conteúdo dos livros e não ligar muito para a estética.

As garotas descoladas são descoladas, usando um turbante ou não, e as babacas são babacas, usando vestido justíssimo ou não. A coisa é muito simples, na verdade.
P. 205