NA_COMPANHIA_DAS_ESTRELASPeter Heller
(4/5)
Editora Novo Conceito
2013
408 páginas

Sinopse: Em um mundo devastado pela doença, Hig conseguiu escapar à gripe que matou todo mundo que ele conhecia. Sua esposa e seus amigos estão mortos, e ele sobrevive no hangar de um pequeno aeroporto abandonado com seu cachorro, Jasper, e um único vizinho, que odeia a humanidade, ou o que restou dela.
Mas Hig não perde as esperanças. Enquanto sobrevoa a cidade em um avião dos anos 1950, ele sonha com a vida que poderia ter vivido não fosse pela fatalidade que dizimou todos que amava. Hig é um guerreiro sonhador. E tem uma imensa vontade de gente, apesar da desilusão que se abateu sobre ele. Por isso é capaz de arriscar todo seu futuro quando, um dia, o rádio de seu avião capta uma mensagem…
Voe com Hig e Jasper e se encante ao descobrir que um mundo melhor pode estar em cada um de nós.

Opinião: O que nós conhecemos hoje não existe mais, pois uma terrível gripe matou quase toda população da Terra. As pessoas agora vivem isoladas umas das outras e matar um visitante é questão de sobrevivência. No meio desse caos, vive Hig com seu cachorro Jasper e o vizinho Bangley.
Os três, apesar da tensão, vivem bem no hangar de um pequeno aeroporto abandonado. Hig faz patrulha aérea com seu velho avião (Fera) e Bangley observa tudo por terra. Desse modo eles repelem qualquer tentativa de invasão e garantem sua sobrevivência.
O difícil do livro é sobreviver às 100 primeiras páginas. Até pensei em desistir porque eu não conseguia acompanhar a leitura e estava achando bem cansativa, mas depois que consegui ultrapassar as 100 primeiras páginas tudo melhorou.
A narrativa do Peter Heller é diferente e foi difícil me acostumar. Ele escreve de forma poética e as falas dos personagens não são separadas por travessão ou aspas, são em parágrafos distintos, sem indicar propriamente que são falas. Algumas delas se misturam com o pensamento do Hig, então no início eu achei um samba do crioulo doido. Mas depois de me habituar com os personagens, a história e a narrativa tudo correu bem.

Mesmo assim estamos divididos, há rachaduras na união. Sobre princípios. Os dele: culpado até… Até nada. Atire primeiro, pergunte depois. Culpado, depois morto. Contra o quê? Os meus: deixe que um visitante viva mais um minuto até que ele prove ser humano. Porque sempre é. O que Bangley dizia desde o início: nunca, jamais negocie. Você estará negociando a própria morte.
P. 129

Me arrependo muito por ter sido preguiçosa e quase desistido do livro no primeiro momento, pois ele é belíssimo. Tem uma história bem comovente. A amizade de Hig com Jasper (e até mesmo com Bangley) é linda e há emoção a cada parágrafo.

Engraçado como podemos viver a vida inteira à espera, sem perceber.
P. 275

Quem gosta de distopias precisa ler essa, é diferente de qualquer outra que você já leu.