O_DOMJames Patterson; Ned Rust
(3/5)
Editora Novo Conceito
2013
288 páginas

Sinopse: Os irmãos Allgood nunca desistem de lutar contra os poderes autoritários e desumanos d’O Único Que É O Único, mas, agora, eles estão sem Margô — a jovem e atrevida revolucionária; sem Célia — o grande amor de Whit; e sem seus pais — que provavelmente estão mortos… Então, em uma tentativa de esquecer suas tristes lembranças e, ao mesmo tempo, continuar seu trabalho revolucionário, os irmãos vão parar em um concerto de rock organizado pela Resistência onde os caminhos de Wisty e de um jovem roqueiro vão se cruzar. Afinal, Wisty poderá encontrar algo que lhe ofereça alguma alegria em meio a tanta aflição, quem sabe o seu verdadeiro amor… Mas, quando se trata destes irmãos, nada costuma ser muito simples e tudo pode sofrer uma reviravolta grave, do tipo que pode comprometer suas vidas. Enquanto passam por perdas e ganhos, O Único Que É O Único continua fazendo uso de todos os seus poderes, inclusive do poder do gelo e da neve, para conquistar o dom de Wisty… Ou para, finalmente, matá-la.

Opinião: Whit e Wisty continuam correndo e se escondendo da Nova Ordem. Eles agora se tornaram líderes da Resistência e suas cabeças estão valendo ainda mais, principalmente a de Wisty.
A história começa com a execução de uma bruxa, ela está com o rosto coberto e a Nova Ordem diz que se trata de Wisteria Allgood, mas na verdade é Margô, uma amiga dos irmãos Allgood que também luta contra a Nova Ordem e O Único Que É O Único.

– Eu sei que você está com medo – ela continua, nem aí com o sumiço de Wisty, o que é bem estranho. – Você acabou de perder alguém com quem se importa e não sabe como lidar com isso. Pense nisso, Whit. É a chave de tudo.
P. 39

De volta à Garfunkel’s, após escaparem da prisão, os irmãos tem que reorganizarem as estratégias e traçarem novos planos contra a N.O. A morte de Margô abala a todos inicialmente, mas isso acaba se tornando mais um incentivo para eles continuarem à resistir.

– É isso mesmo – Whit concorda. – O Único provavelmente espera que fiquemos aqui lambendo nossas feridas, e nem imagina que somos capazes de fazer um negócio perigoso como esse.
P. 59

Whit continua sua busca por Célia, sua namorada morta, mas que vaga pela Terra das Sombras e que ainda manda mensagens para ele e junto com Wisty eles procuram por sinais de seus pais.
Em O Dom, os irmãos Allgood descobrem a força de seus dons e começam a entender como eles funcionam. Eles recebem ajuda de onde menos esperam, mas também são traídos em momentos inesperados e ao virar o capítulo tudo pode mudar.

O Único acena para o outro lado da sala e transforma o que antes era uma parede branca e pelada em janelas que vão do chão ao teto. Ele consegue transformar um homem numa planta. Ele consegue voar. Ele consegue transformar crianças em pó. Acho que transformar uma parede num monte de janelas com uma vista panorâmica do 50º andar deve ser como tirar doce de criança.
P. 135

Wisty além de ir a um show de rock também sobe no palco e canta, juntamente com Byron. Achei essa cena uma das melhores narradas. Eu conseguia sentir a energia do público e a emoção da Wisty em estar ali. Talvez por eu gostar de música e ter amigos músicos essa parte significou algo a mais para mim, mas achei bem bacana mesmo.

MESMO COM O REI dos fuinhas na minha banda, consigo entender totalmente por que as pessoas querem virar deuses do rock. Não tem sensação igual a essa no mundo. A caverna tem uma reverberação natural que parece transformar minha voz num coro de anjos do hard-rock. É como aquelas experiências que a pessoa sai do próprio corpo.
P. 86

Byron continua o mesmo “Fuinha” vira-folha de sempre, mas um personagem muito importante na história. Queria entender melhor o que se passa na cabeça dele, mas acho que isso só será respondido na continuação.
O que eu mais gosto no livro é o fato dos capítulos serem bem curtinhos, isso acelera e ajuda muito a leitura. Acho que o fato dos capítulos serem curtos é o que me motiva a continuar a lendo a série, já que a história em si não me prende muito.

EU SEI QUE VOCÊ ESTÁ se perguntando a mesma coisa que eu. E tenho certeza de que Wisty também está. Pode haver no mundo uma razão para não nos contarem que nossos pais estão na sala ao lado? Se é que estão mesmo…
P. 173

O ritmo do livro é bom e tem muito mais emoção que em Bruxos e Bruxas, mesmo assim eu não consigo engolir o enredo, acho tudo muito fantasioso, forçado e sem sentido. Mas a curiosidade de descobrir como a história vai acabar me fez ler esse livro e provavelmente me fará ler o próximo.
Além dos capítulo, o livro também é dividido em três partes, mais o epílogo.
As partes, ao contrário dos capítulos, são bem longas. Só quando chegava a uma determinada parte que eu me lembrava que o livro também tinha essa divisão. E também não achei que os títulos explicassem muito o que aconteceria nelas. Achei as explicações bem vagas.
Na verdade, o livro faz tantos rodeios, que acho que seria possível recontar tudo com 1/3 das páginas.
No fim do epílogo, há uma lista de livros, artistas e cientistas proibidos pela Nova Ordem, assim como há em Bruxos e Bruxas. A relação dos nomes faz referência a livros e pessoas famosas e me diverti muito lendo-a.

JOGOS SEDENTOS: Um trabalho de ficção que se passa num mundo que não tem mais água, onde o governo decidiu controlar a população usando seus filhos excedentes como gladiadores. Após uma investigação ostensiva, o Conselho de Proteção aos Recursos da Nova Ordem declarou que o livro é uma estratégia irrealista para racionar água.
P. 281

LADY GU GU: Estrela ridícula da música pop, que começou a fazer sucesso com um single também ridículo e perigosamente contagiante, “Cara de Truco”. Ela dominou as paradas de sucesso e lançou mão de artimanhas teatrais para seduzir a mídia e virar uma celebridade. Está entre as primeiras celebridades musicais apreendidas pelo Conselho de Padrões Culturais da Nova Ordem.
P. 282

Acredito que essa é uma das capas mais bonitas da Editora Novo Conceito. Ela tem uma textura meio emborrachada, bem gostosa de tocar. O título e o nome do autor são em alto relevo e na cor dourada, mas o que eu mais gostei foi do grande “D” no meio da capa, parecendo fumaça formando a imagem de uma jovem de perfil.
A capa é tão linda que acho que ela ganha o crédito por uma boa percentagem na minha vontade de ler a série. Acho que mesmo sem ler a continuação vou comprar o próximo pelo menos para manter na estante “de enfeite”.