O_JEITO_QUE_ME_OLHABella Andre
(5/5)
Editora Novo Conceito
2014
272 páginas

Sinopse: Depois de construir uma sólida carreira como detetive particular – especializado em casos de infidelidade -, Rafe Sullivan perdeu a fé nas relações humanas. As únicas histórias de amor verdadeiro que conhece são a dos seus pais e as dos seus primos, que Vivem na Califórnia.
Quando Rafe precisa sair de Seattle para descansar e esfriar a cabeça, sua irmã, Mia, sugere uma temporada na cidadezinha onde a família costumava passar as férias de verão. No cenário de sua infância, Rafe reencontra Brooke Jansen, que, de garotinha doce e inocente, transformou-se em uma mulher de beleza incomum.
Nenhum dos dois consegue ignorar o clima de sedução, e é Brooke quem toma a iniciativa: ela propõe a Rafe um caso de verão, sem amarras nem cobranças. Rafe luta para convencê-la de que eles devem continuar sendo apenas amigos… embora ele mesmo não esteja 100% convencido disso.

Opinião: Eita 2015 que começou maravilhoso para as minhas leituras! Saí de um livro bom para um livro ótimo. Pode continuar assim que tá lindo, maravilhoso e gostoso.
Bella Andre sempre escreve livros prazerosos e que fazem a gente ler em uma tarde apenas, então, por motivos óbvios foi minha seleção para uma tarde de férias sem nada para fazer.
A autora foi muito bem sucedida ao escrever sobre os irmãos Sullivan de São Francisco e quando eu vi que mais uma saga com outro clã dos Sullivans eu fiquei com um pé atrás. Parecia que os irmãos já tinham dado tudo o que podiam e que não havia mais nada que pudesse ser sugado daquela família, mas eu estava redondamente enganada. O clã Sullivan de Seatle consegue se manter no mesmo nível do de São Francisco, mesmo sendo tão diferentemente parecidos.
Pela nota da autora, teremos mais 5 livros sobre os Sullivans e sim, ficamos sabendo o que acontece com os de São Francisco, afinal de contas, eles são primos e a família Sullivan é bem unida, lembram-se?

Rafe Sullivan era a pessoa mais despreocupada, mais maravilhosamente selvagem, que ela já tinha conhecido.
P. 25

Rafe trabalha como detetive particular especializado em casos de infidelidade. Ele é o mais procurado para descobrir as traições dos ricos e poderosos de Seatle.
Por ver diariamente casamentos sendo desfeitos, Rafe não acredita no amor verdadeiro. As únicas histórias de amor que ele conhece são a dos seus pais e a dos seus primos e isso parece muito distante para ele.
Claro que Rafe é rico, lindo e selvagem.

Selvagem. O pensamento – não, era mais desejo e pura necessidade do que um pensamento consciente – veio para ela em um instante: quero ser selvagem com Rafe Sullivan.
P. 31

Quando Rafe tinha 14 anos sua família teve problemas financeiros e precisou vender a casa de verão. Rafe ainda sente falta da antiga casa e fica muito feliz quando sua irmã, Mia, que é corretora de imóveis, encontra a casa à venda e dá a sugestão dele fazer uma oferta e comprar a casa.
Rafe não tira férias há um tempo e precisa de um lugar para descansar por uns dias, claro que ele vai aproveitar a oportunidade para ir para a casa de verão, que agora é dele novamente. Mas assim que chega ao lugar ele tem uma agradável surpresa. Sua antiga vizinha Brooke Jansen está morando na casa ao lado.
Brooke era só uma garotinha quando Rafe e seus irmãos passavam o verão e brincavam na casa. Ela era uma garotinha fofa e inocente na época, mas agora Brooke está crescida e quer deixar a imagem de inocente bem longe.
Atualmente Brooke mora na casa que era dos seus avós, vizinha da casa de Rafe, e trabalha fazendo trufas de chocolate. Quando criança Brooke sempre teve uma paixonite por Rafe, mas depois de tantos anos ela descobre que não era apenas uma paixonite boba, mas algo bem mais sério.

O amor verdadeiro seria uma paixão que queima com tanta força que você quase tem medo do poder que a outra pessoa exerce sobre você, da forma como o outro faz você revirar por dentro com um olhar, um toque, um beijo.
P. 105

O clima de sedução atinge Brooke e Rafe assim que eles se reencontram e a promessa de não se relacionarem não dura mais que 24h. Brooke cansou de ser uma boa garota e quer ser selvagem. Selvagem com Rafe.
Rafe precisa de uma visão mais romântica da vida e o envolvimento dos dois pode gerar bons frutos.

O amor, ela pensou, podia fazer a mágica acontecer. Mas será que podia mesmo?
P. 187

O jeito que me olha é uma leitura rápida e agradável. Em uma tarde é possível devorar o livro.
Bella Andre continua agradando aos fãs da família Sullivan e consegue surpreender ao trazer um elemento que eu achava que já estava saturado (a família). Gostei muito de conhecer a família de Rafe e fiquei ansiosa para conhecer os outros membros da família. Tenho certeza de que os outros livros da série também trarão surpresas bem agradáveis.
A narrativa é em terceira pessoa e podemos sentir o sofrimento de ambas as partes quando estão separadas, morrendo de desejo um pelo outro, mas sem poder tocar.
É um livro sensual, com algumas cenas de sexo, mas acho que o romance prevaleceu.
Apesar da temática já ter sido abordada pela autora, a forma como a estória é contada é diferente. Pode haver comparações entre este livro e a estória de Sophie Sullivan (a Boazinha), mas eu juro que a abordagem é outra e eu só fiz as comparações depois de terminar a leitura. Ou seja, não é algo assim tão evidente.
A capa é linda, com a paisagem bucólica que remete ao lugar onde passa a maior parte da trama e o modelo sedutor. O miolo simples segue exatamente a mesma diagramação dos outros livros escritos pela autora.