Alma Katsu
(4/5)
Editora Novo Conceito
2012
432 páginas

Sinopse: No turno da noite em um hospital em Maine, Dr. Luke Findley espera ter outra noite tranquila com lesões causadas pelo frio extremo e ocasionais brigas domésticas. Mas no momento em que Lanore McIlvrae — Lanny — entra no pronto-socorro, ela muda a vida dele para sempre. Uma mulher com passado e segredos misteriosos, Lanny não é como outras pessoas que Luke já conheceu. Ele é, inexplicavelmente, atraído por ela… mesmo ela sendo suspeita de assassinato. E conforme ela conta sua história, uma história de amor e uma traição consumada que ultrapassa tempo e mortalidade, Luke se vê totalmente seduzido. Seu relatório apaixonado começa na virada do século XIX na mesma cidadezinha de St. Andrew, Maine, quando ainda era um templo Puritano. Consumida, quando criança, pelo amor que sentia pelo filho do fundador da cidade, Jonathan, Lanny qualquer coisa para ficar com ele para sempre. Mas o preço que ela paga é alto — um laço imortal que a prende a um terrível destino por toda a eternidade. E agora, dois séculos depois, a chave para sua cura e salvação a depende totalmente de seu passado. De um lado um romance histórico, de outro uma história sobrenatural, The Taker é uma história inesquecível sobre o poder do amor incondicional não apenas para elevá-lo e sustentá-lo, mas também para cegar e destruir — e como cada um de nós é responsável por encontrar o próprio caminho para a redenção.

Opinião: Que livro intenso! Tive que ler bem devagar para não ser sufocada pela história e ter tempo de absorver tudo.
Achei a narrativa um pouco confusa, pois ela é escrita em primeira e terceira pessoa e vai e volta no tempo.
A história começa nos dias atuais, quando Lanore (Lanny) é encontrada cheia de sangue na cidade de St. Andrew e confessa ter matado Jonathan. Então ela convence o médico que a atendeu para que a ajude a fugir. Achei a forma como ela o convenceu meio superficial. Ela disse meia dúzia de palavras e Luke acreditou.
Na verdade o livro começa do fim, pois a morte do Jonathan é o clímax da história. Mas para chegar até lá a narrativa volta no tempo até o século XIX, quando Lanny e Jonathan viveram seu romance de adolescente. E fica assim, intercalando entre os dias atuais e aquela época.
Se não bastasse isso, quando Adair entra na história somos levados ainda antes no tempo, para o ano de 1349.
A história é tão confusa quanto parece, mas conforme vamos avançando na leitura tudo passa a fazer mais sentido, principalmente depois que Lanny se torna imortal.

– Você compreende agora? – ele perguntou. – Você não é mais a mesma mortal; está acima da vida e da morte. Não pode morrer. – Ele ofereceu o narguilé para mim e o puxou de volta quando eu não aceitei – Não importa de que forma tentem matá-la; nem flecha nem rifle, nem faca ou veneno, nem fogo ou água, nem terra, nem doença, nem fome.

Apesar de não ser explícito, achei as narrativas de sexo bem intensa. Talvez por causa dos atos nada convencionais ou por causa do contexto. Nada muito censurável, mas os mais puritanos podem achar ultrajante.
A melhor parte é a reviravolta nos capítulos finais com a descoberta de Lanny sobre a identidade de Adair. Depois disso a história volta para o início, contando a morte de Jonathan e tem o final muito clichê para dar continuação à trama.
Gostei bastante do livro, gosto de ambientações no século XIX e fico imaginando as pessoas e as roupas, não é excepcional, mas é intenso e promete boas horas de diversão.