Eike Batista
(4/5)
Editora Sextante
2011
1ª edição
160 páginas
Sinopse: Eike Batista é um ícone do sucesso no mundo dos negócios. O “x” presente no nome de cada uma de suas empresas é símbolo da multiplicação de riqueza, ousadia, criatividade e capacidade de execução.
Da venda de seguros de porta em porta na Alemanha, da mochila nas costas atrás do sonho dourado nos garimpos da Amazônia ao êxito das aberturas de capital em série, tudo em Eike é superlativo, único e surpreendente.
Em O X da questão, o maior empreendedor brasileiro narra com sinceridade ímpar suas aventuras de desbravador, desde os maiores sucessos até as experiências que não deram certo e os erros cometidos no curso de projetos vitoriosos. Há lugar também para o que ele qualifica como estresses que o fizeram crescer, a começar pela asma na infância.
Eike Batista expõe ainda o arsenal teórico que está na origem de tantos negócios bem-sucedidos e que é hoje uma cartilha no Grupo EBX: a Visão 360 graus, bússola que norteia as ações do grupo e permite que cada empresa seja uma peça num grande mosaico integrado.
É hora de conhecer em detalhes a saga empresarial do homem que ajudou a colocar o Brasil no mapa-múndi dos negócios e que entende que o lucro se mede em números, mas que o valor de uma empresa se reflete no bem-estar da comunidade em que atua.

Opinião: Já li livros assim na faculdade e mesmo não sendo meu gênero de leitura favorita gosto de ver os pensamentos dos empreendedores e tentar aprender alguma coisa.
Comecei a ler curiosa mesmo. A única coisa que eu sabia do Eike Batista é que o cara era bilionário, mas nunca me informei qual a área de atuação dele, nem quais eram suas empresas.
O livro é em primeira pessoa e o Eike começa contando de forma superficial como foi sua infância até a ida para a faculdade.
Depois ele conta como começou trabalhando e seus sucessos e insucessos no mundo dos negócios.
O Eike não dá a fórmula do sucesso, nem ensina como se tornar um bilionário ao longo de 20 anos, mas ao se fazer a leitura, o que pude perceber foi que ele é uma pessoa admirável. Não por ter dinheiro, mas por ser uma pessoa persistente.
Sabe aquele dia que estamos desanimados e sem ritmo para a vida? Eu estava assim no dia que peguei o livro para ler e ele não acabou com minha preguiça, nem me fez levantar da cama no mesmo momento e começar a agir, mas me fez refletir bastante.

“A felicidade está vinculada à realização dos sonhos que alimentamos. Lute por eles até o fim, até a última gota de suor. Só desista quando a racionalidade provar que o risco não vale a pena. Você será o primeiro a perceber quando um cenário assim se configurar. E aí então, e só então, você deve recuar.” (p.43)

Acho que esse é o pensamento devemos levar, não apenas para a vida profissional e o mundo dos negócios, mas para a vida em geral. Parece um pouco clichê e todo mundo fala isso, mas a única motivação que temos para levantar no dia seguinte é o da possibilidade da concretização de um sonho.
Bom, pelo menos comigo funciona dessa forma.

“Se você não tem um sonho, acorda vazio. Alguns levam três a quatro anos para acontecer. Outros talvez não aconteçam, mas então você substituir o que morreu por um sonho mais novo e estimulante” (p.133)

Então, foi nesse ponto do livro que o Eike “me acordou” e “me mandou” correr atrás dos meus sonhos. E eu que tenho que ir atrás deles, não dá para esperar eles caírem do céu ou que alguém os realize por mim.
Alguns livros me marcam por serem muito bons ou muito ruins, mas acho que “O ‘X’ da questão” me marcou por me fazer lembrar que eu ainda tenho objetivos a cumprir. Agora vou me inspirar no Eike Batista, ser persistente e disciplinada e quem sabe, em breve, eu não me torne notável também?!
Era isso que eu queria desabafar.
O livro não é autoajuda, mas é inspirador. Acredito ser de grande importância para estudantes de administração ou direito (empresarial, principalmente) e também para aqueles que querem se tornar empreendedores (mesmo que de pequenos negócios).
Pessoas curiosas, como eu, tiram bons ensinamentos do mundo dos negócios e podem levá-los para a vida comum.
O livro possui algumas imagens em preto e branco que ilustram as histórias contadas. Os capítulos são bem pequenos (possuem, em média, de 2 a 3 páginas) e a linguagem é bem objetiva e simples. Dá pra ler em uma tarde, apesar de eu ter demorado mais do que isso.