PROTEJAMEJuliette Fay
(3/5)
Editora Novo Conceito
2013
464 páginas

Sinopse: Quatro meses após a morte do marido, Janie LaMarche continua tomada pela dor e pela raiva. Seu luto é interrompido, no entanto, pela chegada inesperada de um construtor com um contrato em mãos para a obra de uma varanda em sua casa. Surpresa, Janie descobre que a varanda era para ser um presente de seu marido — tornando-se, agora, seu último agrado para ela.
Conforme Janie permite, relutantemente, que a construção comece, ela se apega aos assuntos paralelos à sua tristeza: cuidando de seus dois filhos de forma violentamente protetora, ignorando amigos e família e se afundando em um sentimento de ira do qual não consegue se livrar. Mesmo assim, o isolamento autoimposto de Janie é quebrado por um grupo de intervenções inconvenientes: sua tia faladeira e possessiva, sua vizinha mandona, seu primo fofinho e até Tug, o empreiteiro.
Quando a varanda vai tomando forma, Janie descobre que o território desconhecido do futuro fica melhor com a ajuda dos outros. Até daqueles com os quais menos esperamos contar.

Opinião: Que livro chato! Eu sabia que não seria nenhuma obra prima, um livro espetacular e o melhor da minha vida, mas nunca imaginava que fosse tão chato! Parecia que nunca chegava ao fim.
O livro conta a luta de Janie para continuar sua vida agora que seu marido faleceu. Ela era cercava por pessoas que queriam seu bem, sua tia Jude, seu primo Comarc, seu tio Charlie, sua amiga Shelly, o padre Jake, o construtor Tug e outras pessoas, só que mesmo assim ela tratava todos de forma rude.

Possivelmente era a tia Jude, a única irmã da mãe de Janie. Solteira, aposeentada e sem filhos, tia Jude tinha encontrado uma maneira de absorver, se que ninguém pedisse, qualquer aspecto da maternidade que a mãe de Janie parecesse negligenciar. Enquanto sua mãe era quieta e, às vezes, distante, para a tia Jude nunca faltavam palavras ou opiniões sobre a criação dos filhos. Ou xarope de ipeca.
P. 19

Mas não foi a falta de delicadeza de Janie que tornou o livro sem graça, mas a soma da narração em terceira pessoa com o dia a dia detalhado da vida sem graça da viúva.
Eu lia, lia e lia e parecia que não saía da mesma página (mesmo avançando capítulos a fio).

– Você acha a homossexualidade engraçada? – Janie nunca conseguia deixar de aproveitar uma oportunidade de pegar no pé de sua tia.
– Janie Elizabeth Dwyer LaMarche! Claro que eu não acho isso engraçado. A vida privada de uma pessoa não é algo do qual se rir. Não é isso que a torna engraçada, de jeito nenhum, eu nunca disse isso.
P. 152

Tia Jude era ótima, me lembrou bastante minha tia Olinda, que está sempre disposta a ajudar. E apesar de estar sempre presente na vida de Janie, a presença dela não foi muito explorada no livro, como o de outros personagens.

A cabeça de Jannie correu para reorganizar as peças daquele quebra-cabeça numa configuração completamente diferente. “O estado emocional dele? Dele?” Ela se perguntou incrédula. – Você tem sentimentos por mim?
– Ah, pelo amor de Deus, Janie não aja como se você não soubesse. É constrangedor.
P. 208

A história só foi interessante de engolir no primeiro momento por causa do relacionamento de Janie com o padre Jake. Depois, no segundo momento, o que aliviou a história chata foi Tug.

– Claro que sente. Todos sentimos saudades. Eu sinto saudades de meus pais, que dscansem em paz. Sinto saudade do meu casamento quando eleera bom. Você não tem de aceitar que as saudades não significam que você tenha de descartar a felicidade.
P. 407

Tug era ótimo com os filhos de Janie, Dylan e Carly, e era bem divertido ver como brincava e se comportava como criança quando estava perto do menino.

Estamos todos aqui de empréstimo. A única coisa que faz sentido é ficarmos juntos.
P. 435

Não gostei muito da capa, a imagem não tinha nada a ver com a história, a diagramação é bem simples e encontrei alguns erros de português em alguns capítulos.
Mas o que eu gostei muito foi que no final tinha três receitas de pratos que a Janie serviu/fez: “bolo de desculpas”, biscoitos e struffoli. Também tinha uma entrevista com a autora e algumas questões a serem levantadas para os leitores pensarem sobre a história.
Achei bem interessante, mas isso por si só não salvou o resto do livro.