RECONSTRUINDO_AMELIAKimberly McCreight
(5/5)
Editora Arqueiro
2014
352 páginas

Sinopse: Kate Baron, uma bem-sucedida advo­gada, está no meio de uma das reuniões mais importantes de sua carreira quando recebe um telefonema. Sua filha, Amelia, foi suspensa por três dias do Grace Hall, o exclusivo colégio particular onde estuda. Como isso foi acontecer? O que sua sensata e inteligente filha de 15 anos poderia ter feito de errado para merecer a punição?
Sua incredulidade, no entanto, vai aos poucos se transformando em pavor ao deparar, no caminho para o colégio, com um carro de bombeiros, uma dúzia de policiais e uma ambulância com as luzes desligadas e portas fechadas.
Amelia está morta.
Aparentemente incapaz de lidar com a suspensão, a garota subiu no telhado e se jogou. O atraso de Kate para chegar a Grace Hall foi tempo suficiente para o suicídio. Pelo menos essa é a versão do colégio e da polícia.
Em choque, Kate tenta compreender por que Amelia decidiu pôr fim à própria vida. Por tantos anos, as duas sempre estiveram unidas para enfrentar qualquer problema. Por que aquele ato impulsivo agora?
Suas convicções sobre a tragédia e a pró­pria filha estão prestes a mudar quan­do, pouco tempo depois do funeral, ela recebe uma mensagem de texto no celular:
Amelia não pulou.
Alternando a história de Kate com registros do blog, e-mails e posts no Fa­cebook da filha, Reconstruindo Amelia é um thriller empolgante que vai surpreender o leitor até a última página.

Opinião: De fato um livro de tirar o fôlego! Foi tão impossível de desgrudar dele que terminei a leitura em uma tarde.
A narrativa é em primeira (partes da Amelia) e terceira pessoa (partes da Kate) e vai alternando com partes contadas por Amelias e outras contadas por Kate e no meio muitos históricos de mensagens de celular, algumas postagens no Facebook e edições de um jornal que circula na escola, o GrAcIoSaMENTE.

Kate devia sair correndo. Tinha certeza disso. Precisava ir para bem longe dali, onde ninguém pudesse lhe contar nada. Em vez disso, estava afundando, deixando-se escorregar até a calçada fria e dura. Ficou ali sentada, abraçando os joelhos, a boca pressionada contra eles como se estivesse se preparando para um pouso forçado.
P. 25

Na primeira página, consta a edição de 5 de setembro do GrAcIoSaMENTE, apenas o normal de um ambiente escolar cheio de fofocas. Na segunda página, temos o histórico de conversas entre Amelia e Ben do dia 14 de setembro. Mas a história começa de fato no dia 24 de outubro, com a narrativa do dia de Kate. Kate é mãe de Amelia, uma advogada bem sucedida que tenta conciliar o trabalho com a vida de mãe solteira. O dia 24 de outubro foi marcante para ela. Além de receber uma ligação da escola de Amelia no meio de uma reunião importante, ela precisou sair às pressas para ir à escola, pois a filha, aparentemente perfeita, levou uma suspensão.
Kate sai do escritório e tenta chegar à escola o mais rápido possível, mas ao chegar lá se depara com uma cena bem diferente da imaginada. Carros de bombeiro, ambulância e polícia estão na frente da escola e só ao se aproximar mais do local que ela percebe que algo está muito errado. Aos poucos a ficha vai caindo e não é preciso que o policial diga que Amelia está morta.

Definitivamente estavam à minha espera. As Magpies: o nome remetia a uma ave da família dos corvos, bonita e agressiva, conhecida por bicar os olhos das pessoas.
P. 61

A primeira versão da polícia foi de suicídio e por mais que Kate não imaginava que a filha poderia se matar, ela não questionou a polícia. Pelo menos até receber uma mensagem no celular que afirmava que Amelia não tinha se matado.
O chefe de Kate, Jeremy, viu as mensagens e se prontificou em ajudar a descobrir a verdade. Ele pediu para um colega no departamento de polícia reabrir a investigação e logo nas primeiras evidências, a hipótese de suicídio foi descartada.

– E, Amelia… – ele me chamou.- Estou falando sério quanto a ter cuidado. Às vezes é difícil perceber a velocidade da corrente até você se ver no topo de uma cachoeira.
P. 103

Kate começou a ler os históricos de telefone, e-mails e redes sociais da filha para tentar entender o que aconteceu com ela nos últimos dias e quem poderia ter feito tamanha maldade.
O pior de invadir a privacidade da filha falecida foi perceber que ela não conhecia mais tanto a vida da filha quanto achava que conhecia.

– Para falar a verdade, não sei se vou ficar bem, pai – disse Kate, os olhos se enchendo de lágrimas. De repente, sentia-se tomada pela tristeza e o arrependimento que vinham de infinitas direções. – Mas pode… deve dizer à mamãe que vou.
P. 243

É uma história triste, com um clima um pouco pesado, afinal de contas a morte de um filho não é algo fácil de se tratar, mas há tantos elementos misteriosos na história que é impossível não querer ler o livro todo de uma vez para saber o que de fato aconteceu com Amelia.
Há alguns pontos de reviravolta bem interessantes e o final é surpreendente!
Em alguns momentos lembrei daquele filme “Segundas Intenções”, acho que por causa dos grupos e, principalmente, das Magpies. Mas a relação entre o livro e o filme param por aí.
Um thriller muito bom e envolvente para ser lido.
Gostei muito da capa e de todo trabalho interno de diagramação. O miolo é simples, bem clean. E eu adorei. Gosto de designs mais limpos em livros com mistério, assim posso concentrar toda minha atenção para a história.

E vocês? Quais os últimos thrillers lidos?