SETE_DIAS_SEM_FIMJonathan Tropper
(4/5)
Editora Arqueiro
2014
295 páginas

Sinopse: Judd Foxman pode reclamar de tudo na vida, menos de tédio. Em questão de dias, ele descobriu que a esposa o traía com seu chefe, viu seu casamento ruir e perdeu o emprego. Para completar, seu pai teve a brilhante ideia de morrer. Embora essa seja uma notícia triste, terrível mesmo é seu último desejo: que a família se reúna e cumpra sete dias de luto, seguindo os preceitos da religião judaica. Então os quatro irmãos, que moram em diversos cantos do país, se juntam à mãe na casa onde cresceram para se submeter a essa cruel tortura. Para quem aprendeu a vida inteira a reprimir as emoções, um convívio tão longo pode ser enlouquecedor. Com seu desfile de incidentes inusitados e tragicômicos, Sete dias sem fim é o livro mais bem-sucedido de Jonathan Tropper. Uma história hilária e emocionante sobre amor, casamento, divórcio, família e os laços que nos unem – quer gostemos ou não.

Opinião: Não sou muito ligada a comédias e nunca tinha lido um livro que tinha este gênero especificamente e gostei bastante. Geralmente eu gosto de livros com mais ação ou romance e a comédia entra nesses livros para quebrar o clima, mas Sete Dias Sem Fim é totalmente nesse estilo. Tinha momentos que eu precisava interromper a leitura para rir mesmo.

Agora, porém, sendo o único irmão solteiro e solitário, fui relegado ao porão, que, pelo visto, se tornou o padrão para mim.
P. 71

O livro começa com a morte do pai do Judd. Ele, além de ir ao funeral, ver sua família e mostrar toda a desgraça que sua vida se transformou, ainda descobre que o pai pediu, como um último desejo, que os filhos se reunissem e cumprissem o ritual judaico da shivá.

Nada mais fofo que uma criancinha falando com essa sinceridade esganiçada e seu sotaque de imigrante. Nunca fui apaixonado por crianças como são algumas pessoas, mas posso ouvir Cole falar o dia inteiro. Claro que como tio, não sou eu o responsável por tirar sua merda da mesa.
P. 46

No ritual da shivá, os familiares ficam sete dias enlutados na casa recebendo os cumprimentos de vizinhos e amigos. Para uma família normal isso não seria nada demais, mas Judd, seus irmãos e sua mãe não ficam juntos na mesma casa há anos e isso tudo torna a situação inusitada (para não dizer bizarra).

E quando estou acordado, às vezes penso: não seria ótimo se esta vida também não passasse de um sonho? E em algum lugar existe uma versão mais completa e mais feliz e mais magra de mim dormindo nesta cama […].
P. 74

A reunião da família Foxman é hilária e a cada capítulo há uma situação nova e engraçada. É impossível não se divertir com os fatos narrados.
É um livro bem leve, ótimo para curar uma ressaca literária ou depois de ler um livro mais tenso e complexo.

Nosso passado nos segue, deixando um rastro que é como a cauda de um cometa, o futuro estendido à nossa frente como o universo.
P. 271

A narrativa é em primeira pessoa e vemos todas as situações pelos olhos de Judd, que por sinal é um comediante nato, deveria fazer até Stand Up Comedy pela forma como ele narra as situações que para a maioria das pessoas seria deprimente.
O livro é dividido em dias da semana, começa na quarta-feira e termina sete dias depois. A demarcação é feita por meio desses dias e também do tempo, com o horário em que cada fato aconteceu. Além dos capítulos normais.
Gostei da divisão, muito prática e organizada.
O livro que eu recebi é com a capa do filme, confesso que gostei mais dessa capa do que da original, essa me deu mais vontade de ler, apesar de nunca gostar de capas de filmes em livros.
O filme sai esse mês e eu já estou morrendo de vontade de assistir e ver como ficou a adaptação cinematográfica. Enquanto isso, tem o trailer: