TEMPESTJulie Cross
(5/5)
Editora Jangada
2012
368 páginas

Sinopse: Em 2009, o jovem Jackson Meyer descobre que pode viajar no tempo. Durante os seus “saltos” para o passado, nada muda no presente. Isso era apenas uma diversão inofensiva, até que sua namorada Holly morre durante uma invasão à sua casa. Em pânico, ele consegue voltar dois anos, mas descobre que ficou preso no tempo. Desesperado para voltar e salvar Holly, Jackson resolve tocar sua vida em 2007 e tentar descobrir o que puder sobre suas habilidades. Não muito tempo depois, as pessoas que atiraram em Holly, membros de um grupo apelidado pela CIA de “Inimigos do Tempo”, vêm a sua procura para recrutá-lo ou matá-lo. Com tudo isso acontecendo e Jackson ainda tentando encontrar pistas sobre as origens de sua família para descobrir mais sobre suas habilidades, ele precisa decidir até onde está disposto a ir para salvar Holly e possivelmente, o mundo inteiro.

Opinião: comprei esse livro na Bienal do Livro de SP ano passado e fui deixando ele na minha fila de leitura para trás e me arrependo tanto disso!
Se eu soubesse que a história seria tão interessante eu teria lido há muito mais tempo.
Jackson possui essa habilidade estranha de poder saltar no tempo para o passado e depois voltar para o momento atual, só que diferente dos heróis que estamos acostumados a ver por aí, ele descobre isso enquanto tirava um cochilo durante uma aula da faculdade, ou seja, nada emocionante.
Na verdade, até a “morte” de Holly nada muito emocionante acontece no livro, mesmo assim a narrativa é escrita de uma forma tão gostosa de ler que eu poderia ler 300 páginas antes desse acontecimento que eu não me sentiria cansada. Os primeiros capítulos são uma introdução da vida do Jackson e de suas viagens no tempo, mas apenas conhecemos uma parte dessa vida dele, a parte que ele até então acreditava ser verdade, mas quando Holly é atingida por um tiro e ele salta de 2009 para 2007 começamos a descobrir, juntamente com o jovem, sua verdadeira história.
O nome Jackson me fez lembrar de Percy Jackson, mas tirando o fato deles sempre “meio-sangues” (por motivos diferentes e com poderes diferentes, mas mesmo assim meio-sangues), eles não tem muito nada em comum. Tempest é um livro mais adolescente, enquanto que PJ é voltado para um público mais jovem. A linguagem em Tempest é despojada, com citação de músicas e atividades relacionadas ao ambiente adolescente (incluindo cenas de sexo – de leve, sem muitos detalhes), coisas que não são facilmente encontradas em PJ.
Só achei as explicações para a “anormalidade” de Jackson um pouco estranhas. A explicação genética não me convenceu, fiquei o tempo todo pensando: “isso está muito errado”. Mesmo assim, eu fiquei tão envolvida com a ação e os outros acontecimentos que eu não perdi muito tempo pensando nos aspectos científicos da coisa.
Após terminar a leitura eu fiquei pensando mais a respeito e me dei conta que a história é bem parecida com a do filme Efeito Borboleta. Inclusive, após me dar conta disso, eu percebi que imaginei todos os personagens do livro bem parecidos com Evan, Kayleigh e Lenny, do filme. Acho que o fato de Evan e Jackson poderem viajar no tempo me fizeram associa-los subconscientemente.
Confesso que comprei o livro e o guardei na estante sem nem abrir, então me surpreendi positivamente com o miolo. Ao pegar o livro, pensei que as páginas seriam simples, sem qualquer tipo de arte, mas na página em que os capítulos se iniciam há uma faixa listrada lateral, igual à contracapa do livro e eu achei bem interessante, chamou minha atenção e facilitou na hora de ver quantas páginas faltavam para terminar o capítulo.
Além dos capítulos, há a demarcação do tempo: dia da semana, dia, mês, ano e horário, que utiliza a mesma fonte dos capítulos. Não gostei, acho que eu diferenciaria as duas coisas, aumentando uma e diminuindo outra, talvez. Mas isso não atrapalha a leitura, só não me agradou esteticamente.
Os capítulos, nem essas marcações de passagens de tempo são muito longos, o que facilita bastante a desenvoltura da leitura.
Mas as partes do “diário” do Jackson e as de conversa por mensagem no computador são bem demarcadas e separadas do resto da narrativa, então o que faltou no título compensou aqui.
Apesar de ser um trilogia, não é um desses livros que a gente lê e precisa ir correndo para a sequência. Dá sim muita vontade de ler a continuação, mas não tão desesperadamente. Então dá para fazer como eu, comprar apenas o primeiro livro, ler, vê se gostou e só depois comprar os outros, sem querer vender um rim para correr na livraria mais próxima de casa.