umacurvaNicholas Sparks
(4/5)
Editora Arqueiro
2013
304 páginas

Sinopse: A vida do subxerife Miles Ryan parecia ter chegado ao fim no dia em que sua esposa morreu. Missy tinha sido seu primeiro amor, a namorada de escola que se tornara a companheira de todos os momentos, a mulher sensual que se mostrara uma mãe carinhosa. Uma noite Missy saiu para correr e não voltou. Tinha sido atropelada numa rua perto de casa. As investigações da polícia nada revelaram. Para Miles, esse fato é duplamente doloroso: além de enfrentar o sofrimento de perder a esposa, ele se culpa por não ter descoberto o motorista que a atropelou e fugiu sem prestar socorro. Dois anos depois, ele ainda anseia levar o criminoso à justiça. É quando conhece Sarah Andrews. Professora de seu filho, Jonah, ela se mudou de Baltimore para New Bern na expectativa de refazer sua vida após o divórcio. Sarah logo percebe a tristeza nos olhos do aluno e, em seguida, nos do pai dele. Sarah e Miles começam a se aproximar e, em pouco tempo, estão rindo juntos e apaixonados. Mas nenhum dos dois tem ideia de que um segredo os une e os obrigará a tomar uma decisão difícil, que pode mudar suas vidas para sempre. Nesta obra, Nicholas Sparks escreve com incrível intensidade sobre as difíceis reviravoltas da vida e sua incomparável doçura. Um livro sobre as imperfeições do ser humano, os erros que todos cometemos e a alegria que experimentamos quando nos permitimos amar.

Opinião: Assim que eu li essa sinopse eu JUREI que ela tinha spoiler, mas nem tanto, conforme o livro chegava ao fim, e o mistério também, fui percebendo que existia mais coisa no meio da história do que a simplicidade proposta.
Achei Miles um protagonista diferente dos outros que o Nicholas Sparks escreve. Ele não é tão perfeito e politicamente correto como a maioria, Miles tem uma personalidade forte e um gênio que precisa ser controlado. Ele é tão tomado pela “sede de justiça” que quer de todo e qualquer jeito responsabilizar o assassino de sua mulher, mesmo que para isso ele mesmo tenha que sofrer as consequências.

Só que isso já não parecia provável, por mais que Miles quisesse punir a pessoa que havia arruinado sua vida. E era exatamente isso que ele queria fazer: queria que o sujeito pagasse caro por seus atos. Sentia que era o seu dever, tanto como marido, quanto como alguém que tinha jurado defender a lei. Olho por olho – não era isso que a Bíblia dizia?
P. 50

Mas apesar disso, ele era um bom pai e queria o melhor para Jonah e como morava em uma cidade pequena, todos ajudavam o viúvo na tarefa de criar o menino.
Outro diferencial nesse livro, foi a presença do assassino logo no início da trama. Os trechos em que ele falava eram com letras em itálico e narrados em primeira pessoa. Gostei bastante do efeito de suspense e investigação que deu para a história.

Não tivera escolha. Precisava ver Miles, precisa ver Jonah.
Mesmo então, eu já sabia que nossas vidas estariam ligadas para sempre.
Eu tinha de estar lá.
Afinal de contas, era eu quem estava dirigindo o carro.

P. 91

Geralmente eu não gosto dos livros do Nicholas Sparks por causa do romance bobo e surreal, mas nessa obra, achei o romance um pouco mais realista. Talvez por causa da personalidade do próprio Miles, não sei, mas eu gostei. Na verdade, a investigação e a curiosidade para descobrir quem matou Missy e como aconteceu o acidente foram tantas que o romance acabou ficando em segundo plano.

Será que ele deveria pegar a lembrança que tinha da mulher e toda a tristeza que sentira nos últimos dois anos e simplesmente somar a elas suas responsabilidade como marido e pai e seu dever perante a lei para obter uma quantificável?
P. 280

Acho que esse é um livro que até quem não gosta do Nicholas ou tem preconceito por causa dos romances ‘água com açúcar’ vai gostar. Tem tragédia, suspense e um pouquinho de romance.