Diário de viagem: Reino Unido – Londres 4

Meu último diário de viagem no Reino Unido é um compilado de dois dias em Londres: dias 13 e 14 de junho.

Dia 13, eu acordei cedo e fui fazer compras pois eu estava com mais da metade do dinheiro que eu tinha levado e se não gastasse lá eu perderia.

Fui diretamente à Primark. Já sabia que a sessão de Harry Potter de lá era bem interessante e aproveitei para comprar lembrancinhas de outras sessões também.

Tem muita coisa legal de Harry Potter à partir de £2. O material das roupas (de Harry Potter) é de uma qualidade boa. Compensa ir lá antes de visitar os estúdios da Warner porque aí você já sabe o que não comprar nos estúdios.

No dia 14 eu também acordei cedo e fui aproveitar minhas últimas horas perdida em Londres. Peguei meu ingresso do The Globe e tentei entrar no tour guiado, já que no dia que eu fui não pude fazer. Expliquei a situação, mostrei meu voucher e me colocaram na próxima tour, que começaria em 10 minutos.

Shakespeare’s Globe

Eu me apaixonei por Shakespeare em dois momentos da minha pré-adolescência: com o filme Romeu e Julieta (aquele com o Leonardo DiCaprio) e depois com o filme 10 coisas que eu odeio em você (inspirado em A Megera Domada).

Muitos anos depois eu comecei a fazer teatro e Shakespeare foi um gênio na área e pisar no The Globe foi emocionante. Mesmo que o teatro atual não seja exatamente o mesmo (pois o original pegou fogo) o que tem de história envolvendo aquilo tudo ali é de arrepiar.

O tour pelo teatro é feito com grupos pequenos e um guia vai junto contando a história do teatro. Dura aproximadamente 30 minutos. Você pode tirar muitas fotos, mas não pode filmar. Custa £17 para adultos e você pode comprar diretamente no teatro ou em sites como Decolar.

O principal questionamento é: por que em uma cidade com centenas de teatros e salas de espetáculos, o The Globe ainda desperta interesse de tantas pessoas?

Borough Market

É um mercado de atacado e varejo localizado em Southwark. Tem barracas com todos os tipos de alimentos (frutas, legumes, flores, peixes, queijos, chocolates, etc). É uma espécie de mercado municipal, mas com uma incrível variedade gastronômica.

Aproveitei que estava quase na hora do almoço e aproveitei para experimentar um Scotch Egg, que eu carinhosamente chamo de bolovo.

Big Ben

Eu não poderia ir embora sem visitar o Big Ben, não é mesmo? O prédio do parlamento e a torre do relógio estão sendo reformadas atualmente, mas mesmo assim eu não pude deixar de passar lá e registrar minha presença.

Liberty

É uma loja de departamentos luxuosa, localizada no Soho. É uma loja linda por fora e por dentro. Vale a pena visitar, mas se você viaja de classe econômica, o melhor é gastar seus pounds em lojas mais acessíveis como a H&M, que está ali pertinho.

Terminando minhas compras na H&M eu voltei para o hostel para pegar minha bagagem e ir para o aeroporto.

Preciso dizer que: perdi novamente meu Oyster Card. Eu estava há uma passagem de devolver meu Oyster. Meu saldo estava contadinho para voltar para Heathrow e eu precisei gastar rios de dinheiro com um ticket de um dia. Eu quis chorar quando lembrei da conversão do dinheiro, mas não tinha outra escolha.

E devo complementar dizendo que eu me perdi indo para o aeroporto. Peguei o metrô no sentido certo, mas são dois trens: um indo para Heathrow e outro indo para sabe-se lá onde. Eu peguei o outro. Tive que parar em uma estação no meio do nada, voltar duas estações, pegar o trem certo de novo e finalmente cheguei ao aeroporto!

Despachar a bagagem e passar pela segurança do aeroporto eu achei bem rápido e tranquilo, considerando o volume de pessoas. Em Guarulhos eu demoro bem mais e em voos nacionais.

Uma coisa que eu não gostei: eles avisam o portão de embarque pouco antes do embarque e é uma correria para pegar o metrô e ir para o local certo. Eu sou aquela pessoa que chega cedo no aeroporto e fica sentada no portão de embarque esperando a hora de embarcar. Achei a adrenalina de correr e pegar o metrô bem diferente. Pessoas com pouca mobilidade precisam pedir auxílio na companhia aérea porque é tudo muito rápido.

Dica de viagem: se você vai voar por 11h seguidas, não ande e fique em pé o dia inteiro. Suas pernas agradecem.

Endereços

Shakespeare’s Globe Theatre
21 New Globe Walk, Bankside, London SE1 9DT

Borough Market
8 Southwark St, London SE1 1TL

Big Ben
Westminster, London SW1A 0AA

Primark
14-28 Oxford St, Fitzrovia, London W1D 1AU

Liberty
Regent St, Soho, London W1B 5AH

H&M
261-271 Regent St, Marylebone, London W1B 2ES

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Diário de Viagem: Reino Unido – Warner Bros Studios

Assim como o post sobre Stamford Bridge, precisei fazer um post em separado sobre o Warner Bros Studios tour.

Os estúdios não ficam em Watford, dá para ir de transporte público, mas eu achei mais cômodo ir com o ônibus da Golden Tours.

Comprando e chegando lá

Eu comprei diretamente no site da Warner. Paguei em pounds, com IOF no cartão e tudo, mas era meu objetivo.

Você precisa comprar seu ingresso com bastante antecedência. Eu comprei com 100 dias e por pouco não encontrei um horário bom.

Recomendação: vá antes das 14h. Se possível por volta das 12h. Eu só consegui o ingresso para às 14h30.

O ingresso é nominal e você precisa apresentar um documento na entrada para retirar seu ingresso. Esta informação está no site. O valor para adultos em 2019 é de £47.

Com o ingresso em mãos, caso deseje, pode comprar o transfer pela Golden Tours (no próprio site da Warner te direcionam pra lá). O preço do transfer para ir e voltar é £40, saindo de King Cross ou da Victoria Coach Station.

O ônibus (Hogwarts Express) tem ar-condicionado e televisão (que fica passando o filme). Atenção que eles saem pontualmente. Eu quase perdi o ônibus mesmo estando na estação porque eu não achava o bendito. Se você for perdido como eu, sai circulando o prédio onde fica a Golden Tours na Victoria Coach Station que você acha um ônibus com desenho de Harry Potter. Chegue com 15 minutos de antecedência. O ônibus também retorna pontualmente. Meu tour era às 14h30, chegamos lá por volta das 14h e retornamos pontualmente às 17h30.

Meu ingresso dava direito a um guia multimidia e a um livro que eu retirei no final do tour.

Warner Bros Studios

Em uma palavra: decepção.

Sim, eu sou fã de Harry Potter. Eu devorei todos os livros quando lançou, eu assisti a quase todos os filmes no cinema e os que eu não consegui ir eu compensei indo duas vezes em A Pedra Filosofal e O Cálice de Fogo.

E antes de viajar eu maratonei todos os filmes para ir com a mente fresca e aproveitar melhor as locações.

Cheguei muito animada, tirando foto do dragão enorme que tem antes de entrar nos estúdios, me emocionei quando passei pelas portas de Hogwarts e então eu quis morrer.

Ainda feliz imaginando altas fotos nos cenários pedindo para outros turistas e o staff me ajudarem no book
A porta dos desesperados

Eu acho que tinha umas 3 excursões escolares ali. Fora as outras famílias e visitantes. Então tinha muita criança. O pior: muita criança francesa.

Eu estou traumatizada com criança francesa porque em todo lugar do Reino Unido tinha uma excursão francesa. Mas eu só fiquei realmente incomodada ali nos estúdios.

Minha casa

Eu ganhei o guia parecido com o que eles deram no estádio do Chelsea, mas os fones eram desconfortáveis e tinha muitos vídeos para assistir e muitas crianças falando alto em francês na minha cabeça. Com certeza o inferno é formado por crianças francesas.

Não que as crianças francesas sejam piores que as brasileiras, mas são crianças que agem como toda criança (correndo, fazendo barulho, brincando e super hiper mega empolgadas por estarem “pisando em Hogwarts”).

E Harry Potter foi feito para crianças, logo ali era o lugar delas.

Então eu decidi sair andando tirando fotos onde não estava lotado de criança correndo e entrando na minha frente (missão impossível).

Tinha funcionários por todo o estúdio e podia perguntar para eles também, mas eles não estavam com uma cara muito feliz. Acho que eles também não gostam de crianças francesas. Então eu não pedi para eles tirarem fotos.

Tanto estresse me deu fome e a maravilha foi que a praça de alimentação estava cheia, mas dava para comer em paz. Não comprei a cerveja amanteigada porque a fila da cerveja estava grande e ainda faltava um metade da tour.

Cara de “Falta muito pra acabar?”
Me leva pra Wembley?

Eu só andava e pedia a Deus para chegar logo ao final e eu poder voltar para Londres e conseguir chegar à tempo em Wembley para o show das Spice Girls.

Foi torturante.

Compras

Tem várias lojas lá dentro e uma enorme no final, quem comprou o ingresso com direito ao livro pega lá também. Eu comprei dois chaveiros (um das Relíquias da Morte e outro era um vira-tempo).

Uma garrafa de água lá dentro custa £2 e vem com o rótulo temático (no Tesco custa menos de £1), mas não achei o preço das comidas exorbitante considerando onde estava.

Sorvete mais lindo e com glitter

Você pode tirar fotos profissionais em alguns cenários, mas paga à parte, se não engano custava £20 uma foto.

Não compensa comprar quase nada lá dentro. Eu tinha ido mais cedo na Primark (perto da estação de Tottenham Court Road) e comprei diversos produtos oficiais. Os preços da Primark são muito melhores. Minha sugestão é ir à Primark antes de visitar os estúdios, aí você consegue ter uma ideia melhor do que compensa comprar.

Outro lugar bom para comprar é na lojinha que tem dentro do Terminal 5 do aeroporto de Heathrow. Como é Free Shop você não paga imposto. Muitas coisas do estúdio estão lá. Mas a loja do aeroporto é praticamente metade de uma das lojas de lá de dentro.

Endereço

Warner Bros. Studio Tour London
Studio Tour Drive, Leavesden, WD25 LR

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Série: The Marvelous Mrs. Maisel

Algum amigo me recomendou a série The Marvelous Mrs. Maisel e eu fiquei com preguiça de procurar só pelo nome gigante, mas um dia sem nada para fazer e zapeando pelo Amazon Prime, dei de cara com ela e pensei “por que não?”.

Em uma semana eu terminei de assistir às duas temporadas disponíveis e ainda fiquei querendo mais. Mas o que tem de interessante?

A série se passa na década de 1950 e mostra como Miriam (Midge) Maisel (Rachel Brosnahan)deixou de ser a dona de casa exemplar e perfeita para se tornar uma comediante de stand up.

Midge cresceu e foi educada para encontrar um homem, se casar com ele, ser mãe e dona de casa e continuar perfeita. Totalmente uma garota pinup capa de revistas femininas da época.

E ela conseguiu tudo isso e estava feliz vivendo com seu marido e seus dois filhos (um menino e uma menina) pequenos em um maravilhoso apartamento em Manhattan quando tudo vira de pernas para o ar!

Seu marido, Joel Maisel (Michael Zegen), a abandona para ir morar com a secretária (e amante!).

Midge então volta para a casa dos pais e precisa enfrentar o drama de ser uma mulher divorciada. O que era uma absurdo na época! Os pais a culparam por não ter segurado o Joel, nem ter implorado para ele ficar.

Se não bastasse isso, Midge ainda tem a audácia de procurar um emprego!

Mas sua família e amigos não imaginam o pior: Midge começa a se aventurar pelos palcos como comediante. Tudo começou por um acaso, mas ela possui um talento nato para o stand-up e cria ótimas piadas no improviso, cativando todas as plateias.

O stand-up não é um universo muito distante do dela, Joel gostava de se apresentar e Midge sempre o acompanhava e fazia anotações de suas apresentações, mas ele não era tão bom e copiava piadas de outros comediantes.

Ao se apresentar sozinha, Midge era apenas ela mesma contando o dia a dia de uma mulher e dona de casa. Muitos assuntos considerados tabu, como gravidez, eram levantados por ela de forma cômica.

Sua forma natural e espontânea atraiu a atenção de Susie (Alex Borstein), gerente do bar Gaslight, que se oferece para ser sua agente. Susie possui um humor ácido, não pensa antes de falar e leva uma vida totalmente diferente da de Midge, mas apesar de tantas diferenças, as duas acabam criando um vínculo incrível e as cenas das duas são excelentes.

The Marvelous Mrs. Maisel foi a série que mais recebeu prêmios em 2018 e a terceira temporada já está confirmada para estrear dia 6 de dezembro de 2019.

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