Série: The Marvelous Mrs. Maisel

Algum amigo me recomendou a série The Marvelous Mrs. Maisel e eu fiquei com preguiça de procurar só pelo nome gigante, mas um dia sem nada para fazer e zapeando pelo Amazon Prime, dei de cara com ela e pensei “por que não?”.

Em uma semana eu terminei de assistir às duas temporadas disponíveis e ainda fiquei querendo mais. Mas o que tem de interessante?

A série se passa na década de 1950 e mostra como Miriam (Midge) Maisel (Rachel Brosnahan)deixou de ser a dona de casa exemplar e perfeita para se tornar uma comediante de stand up.

Midge cresceu e foi educada para encontrar um homem, se casar com ele, ser mãe e dona de casa e continuar perfeita. Totalmente uma garota pinup capa de revistas femininas da época.

E ela conseguiu tudo isso e estava feliz vivendo com seu marido e seus dois filhos (um menino e uma menina) pequenos em um maravilhoso apartamento em Manhattan quando tudo vira de pernas para o ar!

Seu marido, Joel Maisel (Michael Zegen), a abandona para ir morar com a secretária (e amante!).

Midge então volta para a casa dos pais e precisa enfrentar o drama de ser uma mulher divorciada. O que era uma absurdo na época! Os pais a culparam por não ter segurado o Joel, nem ter implorado para ele ficar.

Se não bastasse isso, Midge ainda tem a audácia de procurar um emprego!

Mas sua família e amigos não imaginam o pior: Midge começa a se aventurar pelos palcos como comediante. Tudo começou por um acaso, mas ela possui um talento nato para o stand-up e cria ótimas piadas no improviso, cativando todas as plateias.

O stand-up não é um universo muito distante do dela, Joel gostava de se apresentar e Midge sempre o acompanhava e fazia anotações de suas apresentações, mas ele não era tão bom e copiava piadas de outros comediantes.

Ao se apresentar sozinha, Midge era apenas ela mesma contando o dia a dia de uma mulher e dona de casa. Muitos assuntos considerados tabu, como gravidez, eram levantados por ela de forma cômica.

Sua forma natural e espontânea atraiu a atenção de Susie (Alex Borstein), gerente do bar Gaslight, que se oferece para ser sua agente. Susie possui um humor ácido, não pensa antes de falar e leva uma vida totalmente diferente da de Midge, mas apesar de tantas diferenças, as duas acabam criando um vínculo incrível e as cenas das duas são excelentes.

The Marvelous Mrs. Maisel foi a série que mais recebeu prêmios em 2018 e a terceira temporada já está confirmada para estrear dia 6 de dezembro de 2019.

Continue Reading

Diário de viagem: Reino Unido – Stamford Bridge

Resolvi fazer um post separado do diário de viagem ao Reino Unido contando minha experiência com o tour pelo estádio do Chelsea, o Stamford Bridge.

Quem é mais antigo no blog ou me acompanha pelo Twitter já deve ter me visto comentando sobre o Chelsea. Virei torcedora em 2008 e acompanhei bastante todas as temporadas até 2013, mas eu deixei de assinar TV a cabo e comecei outra faculdade. Fui obrigada a parar de assistir aos jogos, mas o carinho pelo time continuou. Tanto que ainda xingo quando perdem e comemoro quando ganham.

Enfim, quando eu comprei minhas passagens para Londres eu decidi que 3 coisas não poderiam faltar no meu roteiro: Shakespeare’s Globe, Warner Bros Studios e Stamford Bridge.

O estádio ficava totalmente fora de mão para os outros programas que eu tinha em mente, mas foi o melhor passeio que eu fiz.

Comprando e chegando lá

Eu comprei o ingresso online pela Decolar.com e recebi por e-mail a confirmação de que eu receberia outro e-mail com um e-ticket. Não recebi esse e-mail e precisei entrar em contato com a empresa, que resolveu tudo no mesmo dia. Enviei o e-mail em português mesmo e deu tudo certo.

Comprei o ingresso pela Decolar porque eu poderia parcelar a compra e pagando em reais não tinha IOF no cartão. Mas você pode comprar pelo site do Chelsea (e se não me engano, na hora mesmo). O valor de 2019 é de £24.

Para quem não sabe, o estádio do Chelsea fica em Fulham e é nessa estação de metrô que você desce para visitar o estádio. Logo na estação já tem posteres dos jogadores. Você sai dentro de um centro comercial e na rua você segue pela Fulham Road, não precisa andar muito para chegar ao estádio.

Eu me perdi muito em Londres, se eu to falando que é fácil chegar, é porque é muito fácil chegar.

Na entrada você diz que quer fazer o tour e eles te encaminham para o local.

O tour

Quando cheguei, eles me perguntaram de onde eu vim e eles me deram um guia multimedia (parecido com um tablet) e fones de ouvido. O guia estava todo configurado para português brasileiro. E um português muito bom, feito por nativo e nada daquelas traduções toscas de Google tradutor. Tinha até expressões e gírias que a gente usa no Brasil. Eu estava cogitando pedir o guia em inglês mesmo porque já vi áudios bem sofríveis, mas este estava perfeito.

O staff todo muito simpático e atencioso, se ofereciam para tirar nossas fotos e se tivéssemos qualquer dúvida era só perguntar.

Quando eu assinei meu contrato…

O tablet mostra vídeos e conta informações, o guia virtual manda a gente ir seguindo para os lugares no nosso tempo. “Quando estiver pronto se dirija ao vestiário” ou “Siga até a arquibancada”. E em cada setor tinha um funcionário para ajudar.

Quando eu fui estavam cortando a grama (ah! é proibido pisar no gramado), eu amo cheiro de grama cortada e talvez tenha ficado ali além do tempo necessário. O que eu mais gostei foi isso: uma paz e tranquilidade. Eu observava tudo, lembrava de tantos jogos que assisti pela TV e tantas emoções passadas e viajei totalmente nos meus pensamentos.

Sim, eu gostei demais do campo

Temos acesso aos vestiários, à sala de imprensa, ao gramado e outros. Ainda tem aceso ao museu e finaliza na Megastore com diversos produtos oficiais para levar para casa. Eu comprei um chaveiro e uma capa de chuva (que eu levaria para o show das Spice Girls).

E a camisa do traidor do David Luiz ali…

Na hora de devolver meu guia o funcionário todo feliz porque eu era brasileira e ele falando dos jogadores brasileiros. Me perguntou como eu comecei a torcer pro Chelsea e contei sobre a final da UCL quando o John Terry perdeu o pênalti e começou a chorar. Por pouco nós dois também não começamos a chorar. Tenho certeza de que ele estava esperando eu falar que comecei a torcer quando o Felipão virou técnico e etc e tal.

Que saudades de um desse recente.

Ahh! Os fones de ouvido que a gente recebe junto com o tablet fica de brinde.

Continue Reading

Diário de Viagem: Reino Unido – Londres 3

Continuando as aventuras por Londres. Você pode ver todos os meus posts sobre minha viagem para o Reino Unido aqui.

Meu dia 12 de junho foi cheio. Eu acho que eu nunca tive uma agenda tão cheia assim na vida.

Minha programação: de manhã ir ao St. Pancras Renaissance Hotel, depois Stamford Bridge. À tarde, The Globe Shakespeare, Tate Modern, Sky Garden e ao anoitecer, London Eye.

St. Pancras Renaissance

Bom, saí de manhã e fui me encontrar com o Leo no St. Pancras Renaissance para a gente tirar fotos na mesma escadaria onde foi filmado o clipe de Wannabe.

what you wannabe?

Conheço o Leo desde 2001 e a gente só se viu duas vezes na vida e uma delas em Londres, na escadaria onde o primeiro clipe das Spice Girls foi gravado. Pensa se não é muito maravilhoso?

Stamford Bridge

Depois, eu fui lá para o outro lado da cidade, em Fulham, no estádio do Chelsea fazer o tour por Stamford Bridge e foi maravilhoso (merece um post só sobre isso).

Só que no clima de chove/não chove e esquenta/esfria da cidade eu colocando e tirando casaco acabei perdendo meu Oyster card. Eu lembro exatamente onde foi: entre a estação Earls Court e Fulham Rd, em um vagão com final 666 (sério). Só de eu lembrar que eu perdi o cartão com uns £20 eu fico com raiva.

Dica: não perca seu Oyster Card.

Enfim, o tour pelo estádio foi tão bom que eu esqueci de todos os problemas e fui feliz para o Shakespeare’s Globe fazer meu outro tour. Mas na hora em que cheguei estava acontecendo a apresentação de Henry IV e não tinha tour, então fui para o Tate Modern e me encontrei com o Leo de novo para a gente ir ao Sky Garden.

Tate Modern

Sobre o Tate Modern: é enorme, tem exibições gratuitas e pagas. Tem um mapinha também que você pode pegar e contribuir com £1 para a manutenção do museu. Com o mapinha é mais fácil de visualizar onde estão as galerias e saber o que está acontecendo no museu. Mas não ficamos muito tempo. Lanchamos, vimos algumas obras e fomos para o Sky Garden.

O quadro mais lindo da galeria, da artista Bridget Riley

Sky Garden

O Sky Garden é um prédio comercial que fica na região financeira de Londres e tem um belíssimo jardim em seu último andar (o 35º). O acesso é totalmente gratuito, mas você tem que reservar a visitação com certa antecedência (3 semanas). Então você recebe seu ingresso gratuitamente por e-mail e no dia e hora marcados apresenta na portaria. Em tese você só pode ficar 1h lá em cima, mas não conferiram nossos ingressos e ninguém pediu para a gente sair depois desse prazo.

Se você não conseguir a reserva gratuita, pode fazer reserva nos restaurantes que tem lá dentro e curtir a visita.

Mesmo com chuva conseguimos ver bastante da cidade e reconhecer os monumentos (mentira, no vidro mostrava o nome de cada monumento que a gente estava vendo na frente). A visibilidade não estava 100%, mas deu pra ver até a sombra de Wembley.

Saímos do Sky Garden e fomos para a London Eye. Eu e Leo somos as pessoas mais perdidas do mundo! A cada vez que a gente saía para ir para um lugar, dávamos 500 voltas porque ficávamos perdidos.

London Eye

London Eye foi incrível também. Fomos no horário das 19h45 para ver se a cidade começava a ficar escura durante o passeio, mas no verão o sol se põe muito tarde no Reino Unido e vimos a cidade toda por cima (de novo), de outro ângulo.

Aquela roda gigante é linda e se movimenta constantemente e bem devagar. Ela diminui ainda mais a velocidade para as pessoas embarcarem e desembarcarem, mas não para em nenhum momento. Achei muito interessante como as pessoas saem, eles limpam e entram novas pessoas. Isso tudo sem parar.

De lá fomos procurar alguma coisa para comer e decidimos procurar por fish n chips. Não ir ao Reino Unido e não comer o prato mais famoso deles é como ir à Minas Gerais e não comer pão de queijo. Não faz sentido.

Andamos por Southbank e paramos para comer no Giraffe. Estava frio e na frente do restaurante tinha umas tochas, o fogo pareceu bem acolhedor e entramos. A decoração meio étnica e comida de todo lugar do mundo. Até agora eu to tentando entender o conceito do lugar, mas não captei. O molhinho verde deles era delicioso e peixe com batata-frita não tem como dar erro, certo?

Então ficamos perdidos tentando encontrar a entrada para o metrô de Waterloo e andamos muito para voltar para nossas hospedagens.

Endereços

St. Pancras Renaissance Hotel
Euston Rd, London, NW1 2AR

Stamford Bridge
Fulham Road, London SW6 1HS

Tate Modern
Bankside, London SE1 9TG

Shakespeare’s Globe
21 New Globe Walk, Bankside, London SE1 9DT

Sky Garden
1 Sky Garden Walk, London, EC3M 8AF

Giraffe
Riverside Level 1, London, SE1 8XX

Continue Reading