Desafio Q&A Fevereiro 6-10

Continuando o Desafio Q&A Fevereiro com as perguntas de 6 a 10. Para participar, conhecer as regras ou apenas se divertir é só fazer parte do grupo do blog no Facebook.
fevereiro

6. Meu personagem preferido é

Já tive tantos personagens preferidos que é difícil escolher apenas um. Desde a última temporada de Penny Dreadful estou apaixonada pela Vanessa Ives e por mais que eu assista outras séries e filmes eu não consigo esquecer Vanessinha.
Vanessa é um dos personagens mais fortes que eu conheço. Ela literalmente comeu o pão que o diabo amassou e continua firme, lutando contra o mal. Sua fé é colocada à prova a cada episódio e ela poderia simplesmente desistir, mas segue enfrentando seus medos e seus demônios interiores.
vanessa-ives

Todas as pessoas tristes gostam de poesia.

PS: Eva Green também é linda bagarai. Que atriz consegue continuar bonita mesmo incorporando um demônio no corpo? Só Eva.

7. O melhor do carnaval

Poder fazer o que você quiser sem ninguém pra te julgar. É o melhor feriado do ano, gente! Quem é de folia vai pra folia, quem é religioso vai pra retiro, quem é de dormir vai dormir, quem é de Netflix vai ficar no Netflix, quem é leitor vai ficar na leitura… E ninguém está nem aí para o outro. Todo mundo curtindo no seu canto de boas.
Na Páscoa te olham torto se você não come chocolate, no Natal e no Ano Novo você tem a obrigação de ser simpático e desejar felicitações, mas no carnaval não.
Você pode se trancar dentro do quarto e só irão lembrar da sua presença depois do feriado. Não é maravilhoso? Não é libertador?
Que venha o Carnaval 2017!
leave-me-alone

8. Bebida preferida

Água com gás. Desde que parei de beber refrigerante e bebidas adoçadas, água com gás se tornou minha parceira. Geralmente é minha primeira opção de bebida, passando na frente do chá gelado e do suco de laranja natural (sem gelo, sem açúcar e sem água).
Eu que odiava beber água colocar água com gás na categoria de bebidas preferidas é algo muito estranho. Há 3 anos eu acharia brincadeira.

9. Minha fantasia é…

Não pulo carnaval fantasiada, aliás, não pulo carnaval. Na última festa à fantasia que fui eu me vesti de pirata. Das vezes que saí em bloquinho só coloquei um adorno na cabeça (coroa e chapéu de bruxa). Acho que figurino nas peças não conta como fantasia, né?
Mas eu quero muito me fantasia de cheerleader em alguma festa. Quem sabe na próxima XD
cheerleader

10. Eu me arrependo de…

Não ter feito vestibular para jornalismo quando fiz prova na UFES. Meu sonho secreto era fazer jornalismo, mas já tenho um diploma que não serve para nada e uma profissão não regulamentada no currículo, então deixa o jornalismo para a outra vida.
Acho que eu não teria seguido na profissão, mas teria me divertido muito mais na faculdade de jornalismo que a de Direito. Com certeza se eu tivesse feito jornalismo hoje eu também estaria terminando minha segunda faculdade.

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Um belo dia resolvi mudar…

e fazer tudo o que eu queria fazer.

Agora só falta você, Rita Lee

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Então respirei fundo, não pensei muito, chutei o balde e abracei com força o Plano B, que hoje eu acho que sempre foi Plano A, mas eu vivia ignorando-o.
Há 10 anos eu tinha minha vida toda planejada. Duas coisas me deram certeza do meu plano: ter passado no vestibular antes mesmo de ter concluído o Ensino Médio e uma palestra maravilhosa com uma advogada que foi minha professora na faculdade.
Desde nova eu queria fazer Direito e a palestra da Gilsilene Passon me fez ter certeza daquilo. Ela falava das profissões relacionadas ao Direito com tanto amor e paixão que eu nem precisei assistir a nenhuma outra palestra de nenhum outro curso para eu saber o que eu queria fazer.
Assim, eu prestei vestibular, passei e comecei a estudar.
Odiei Filosofia, Sociologia, Ciências Políticas e Economia. Aturei bem as aulas de Introdução ao Estudo do Direito. E, por incrível que pareça, gostei de Direito Civil. Mas já tinha estudado 2 anos inteiros, achava um tormento todas as matérias não relacionadas diretamente ao Direito e não tinha a menor noção se gostaria das matérias do meu curso. Como eu faria para saber se eu gostava ou não do curso? Vamos estagiar!
Entrei em um escritório de advocacia, antes mesmo de concluir o 5º período e qualquer pessoa com 2 neurônios podia fazer meu serviço. Mas isso não era relevante, aliás, nada do que aprendi ou fiz no estágio foi mais importante do que aquela reunião com o dono do escritório.
Uma advogada tinha perdido um prazo (e não foi culpa dos estagiários) e o chefe não gostou nem um pouco disso, então ele chamou todo mundo na sala de reunião para falar sobre a profissão de advogado. Foi a segunda pessoa que me falou da profissão com paixão. Ele tinha um amor pela advocacia que saía pelos poros da pele e estava estampado no rosto e no brilho do olhar. Aquilo me encantou e me fez perceber que eu não me sentia assim em relação à advocacia, nem em relação a qualquer área do Direito.
Já tinha concluído mais da metade do curso e não ia largar o final, então terminei, formei e continuei batendo na mesma tecla. Oras, se eu já tinha me formado nada mais natural do que continuar estudando para concursos e aproveitar que o conhecimento ainda estava fresco na cabeça. E passei um ano estudando, dois anos estudando… e eu não sabia se era mais frustrante estar estacionada no mesmo lugar ou estar fazendo uma coisa que eu não gostava.
Nesses momentos eu pensava em todo mundo que amava a profissão e tinha brilho nos olhos quando falava sobre ser advogado, juiz ou promotor e eu morria de inveja, porque eu nunca nutri esse tipo de sentimento por qualquer profissão do ramo.
E passei a pensar melhor em algumas coisas, como na época em que eu comecei a fazer mini tortinhas, ou quando eu combinei de montar um Café com uma amiga da minha mãe e eu não tinha nem 16 anos na época!
Ok, que eu fiz um desenho de um júri quando eu tinha 8 ou 9 anos, mas eu penso em comida umas 23h por dia (na 1h que falta eu estou efetivamente comendo). E se eu gosto de cozinhar e planejar pratos acho que esse pode ser um grande passo para eu também ter brilho nos olhos quando eu falar da minha profissão.
Aí eu prestei vestibular e passei!
vest2lugar
Se não bastasse passar, ainda fiquei em 2º lugar do curso. Depois de ficar 9 anos sem ver nada de matéria de escola foi uma grande surpresa.
Agora que venha 2014, faculdade nova e muitas fotos de comida no Instragram!

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Não faça Direito!

Themis Fim do Ensino Médio só tem um assunto: vestibular. E esse era um assunto que eu não corria, nem me importava, porque desde os 12 anos eu já sabia o que eu queria fazer.
Nunca cogitei fazer outra faculdade a não ser Direito e sempre que surgia o assunto minha opção era bem elogiada, mas existem alguns mitos que eu não conhecia e se eu conhecesse na época, eu não teria optado por esse curso.
A faculdade de Direito permite que você exerça mais de 60 profissões diferentes. Seu diploma te deixa exercer a função de bacharel em Direito, que não serve para absolutamente nada.
Até um diploma de jornalismo¹ tem mais propósito do que o diploma de Direito.
As opções para um formado em Direito são: fazer a prova da OAB e ser advogado ou estudar para um concurso de analista judiciário ou delegado. Após 2 anos de exercício de atividade jurídica, o bacharel pode prestar concurso para a magistratura (juiz) ou ministério público (promotor). Ou ainda ser professor. E as mais de 60 profissões? São variantes dessas aí.
Todo mundo entra na faculdade da Direito com dois pensamentos na cabeça: mudar o mundo e/ou ficar rico.
Vou começar pela parte financeira.
Com o seu lindo diploma, você sai correndo para se matricular um cursinho² de primeira fase da OAB (R$750,52), paga a taxa de inscrição da prova (R$200,00) e, se passar, vai fazer a segunda fase e se matricula novamente no cursinho (R$430,12). Digamos que depois de todo estresse, você é aprovado. Aí você precisa desembolsar a anuidade (R$500,00 aqui no ES). Agora com tudo prontinho, é só começar a trabalhar e se preparar para receber R$1.000,00 por mês.
Ahh!! Mas você não quer advogar, nem prestar OAB? Então, se matricule em um cursinho para carreiras jurídicas e invista no mínimo R$2.880,21 e comece a estudar em tempo integral. Após uns 2 ou 3 anos de estudo e prestando concursos, você pode ser aprovado em um, com o salário inicial de aproximadamente R$3.500,00 (analista).
Mas concurso de juiz não ganhar quase R$20.000 por mês? Sim, mas você precisa de 2 anos de prática jurídica para se tornar juiz. E claro que quanto maior a remuneração, maior o investimento em cursos, livros, aulas de oratória, etc.
Não é apenas: vou fazer faculdade de Direito, me formar e sair ganhando R$20.000,00. Tudo tem seu tempo…
Agora a parte de mudar o mundo… Bem, eu e a maioria dos estudantes quando entramos na faculdade tínhamos a utopia de melhorar o sistema jurídico, acabar com as injustiças e criar um mundo melhor. Só que o “sistema” (aquele mesmo do filme Tropa de Elite) é tão sujo e “tão foda” que a grande maioria prefere cuidar apenas da sua vida e não se meter com certos tipos para não “sofrer as consequências”.
Direito não te dá status, não te dá lucro instantâneo, a concorrência é enorme e tem que gostar muito da coisa para continuar na profissão.
Não me arrependo de ter terminado a faculdade, afinal de contas, conhecimento nunca é demais (principalmente conhecimento jurídico), mas se eu soubesse metade do que acontece nos bastidores eu teria tomado outra decisão, percorrido outro caminho.
Não quero desmotivar ninguém com o curso ou que desista dessa opção no vestibular, mas parece que nos cursinhos há uma glamouralização dos cursos de Direito, Medicina e Engenharias e os outros são de pouca (ou nenhuma importância).
Só que não existe esse glamour todo no Direito. Há uma supervalorização que não condiz com a realidade, pelo menos eu não consigo ver isso tudo que as pessoas de fora falam.
Depois que eu entrei na faculdade de Direito eu comecei a ver com outros olhos outras profissões e passei a admirá-las melhor e dar seu devido valor, coisa que eu deveria ter feito no ensino médio, mas não fiz porque todos os fatores externos me levaram a crer que todas as outras profissões eram inferiores ou menos importantes. E não são.
Esqueça a parte de status e de ganhar dinheiro e escolha alguma coisa que você goste, eu sei que é clichê, mas tem vezes que é melhor ganhar pouco e viver bem, do que ganhar muito e não poder aproveitar o dinheiro.

¹ Eu respeito muito os jornalistas, acho que o diploma é importantíssimo, apesar da repercussão toda que teve aquela decisão judicial que permitia com que qualquer um pudesse exercer a profissão de jornalista, mesmo sem diploma.
² Peguei os valores de cursinho no site do Renato Saraiva.

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