Editora Novo Conceito

Posts publicados na tag Editora Novo Conceito

16May 13

Lançamentos de maio da editora Novo Conceito

O-Livro-da-Loucura-e-das-CurasO LIVRO DA LOUCURA E DAS CURAS
Meu pai se fora, meu marido morrera e meu coração silenciara. Gabriella Mondini é uma médica com estranhos poderes de cura, poderes que vão além de seus conhecimentos científicos. No fim do século 16, uma mulher médica — e tão sensível quanto ela — é praticamente uma heresia. Assim, se quiser continuar praticando a medicina, deverá ter o aconselhamento de um homem.
Seu pai, também médico, seria o conselheiro ideal, mas ele a abandonou há dez anos: saiu em busca de curas inimagináveis por uma Europa cheia de crendices e magias. E, agora, por meio de suas poucas cartas, é possível perceber que sua sanidade mental está desaparecendo.
Disposta a reencontrar o pai e, quem sabe, salvá-lo a tempo de continuar praticando a medicina, ela atravessa os Alpes da Suíça e os campos da Alemanha, encontra-se com os maiores médicos da Europa e caminha por cidades e vilarejos estranhos até chegar ao Marrocos.
A jovem médica enfrentará caminhos que lhe ensinarão o que é viver no mundo dos clínicos e herboristas daquela época; um mundo onde as praças públicas exalam cheiro de corpos queimados, onde ervas exóticas destroem todos os desejos e onde doenças como a Inveja (“um verme invisível”) saem do corpo dos mortos para destruir os vivos…
Até o fim de sua aventura, ela tentará conquistar a sabedoria tão desejada, mas também terá que lidar com o conhecimento dos segredos de sua família, que são, afinal, os seus próprios segredos.

PaperboyPAPERBOY
Hillary Van Wetter foi preso pelo homicídio de um xerife sem escrúpulos e está, agora, aguardando no corredor da morte. Enquanto espera pela sentença final, Van Wetter recebe cartas da atraente Charlotte Bless, que está determinada a libertá-lo para que eles possam se casar. Bless tentará provar a inocência de Wetter conquistando o apoio de dois repórteres investigativos de um jornal de Miami: o ambicioso Yardley Acheman e o ingênuo e obsessivo Ward James.
As provas contra Wetter são inconsistentes e os escritores estão confiantes de que, se conseguirem expor Wetter como vítima de uma justiça caipira e racista, sua história será aclamada no mundo jornalístico. No entanto, histórias mal contadas e fatos falsificados levarão Jack James, o irmão mais novo de Ward, a fazer uma investigação por conta própria. Uma investigação que dará conta de um mundo que se sustenta sobre mentiras e segredos torpes.
Best-seller do The New York Times, Paperboy é um romance gótico sobre a vida aparentemente sossegada das cidades do interior. Um thriller tenso até a última linha, que fala de corrupção e violência, mas que, ao mesmo tempo, promove uma lição de ética.

Um-Gato-de-Rua-chamado-BobUM GATO DE RUA CHAMADO BOB
Quando James Bowen encontrou um gato ferido, enrolado no corredor de seu alojamento, ele não tinha ideia do quanto sua vida estava prestes a mudar. Bowen vivia nas ruas de Londres, lutando contra a dependência química de heroína, e a última coisa de que ele precisava era de um animal de estimação. No entanto, ele ajudou aquele inteligente gato de rua, a quem batizou de Bob (porque tinha acabado de assistir a Twin Peaks).
Depois de cuidar do gatinho e trazer-lhe a saúde de volta, James Bowen mandou-o embora imaginando que nunca mais o veria. Mas Bob tinha outras ideias. Logo os dois tornaram-se inseparáveis, e suas aventuras divertidas — e, algumas vezes, perigosas — iriam transformar suas vidas e curar, lentamente, as cicatrizes que cada um dos dois trazia de seus passados conturbados.
Um Gato de Rua Chamado Bob é uma história comovente e edificante que toca o coração de quem a lê.

NA_COMPANHIA_DAS_ESTRELASNA COMPANHIA DAS ESTRELAS
Em um mundo devastado pela doença, Hig conseguiu escapar à gripe que matou todo mundo que ele conhecia. Sua esposa e seus amigos estão mortos, e ele sobrevive no hangar de um pequeno aeroporto abandonado com seu cachorro, Jasper, e um único vizinho, que odeia a humanidade, ou o que restou dela.
Mas Hig não perde as esperanças. Enquanto sobrevoa a cidade em um avião dos anos 1950, ele sonha com a vida que poderia ter vivido não fosse pela fatalidade que dizimou todos que amava. Hig é um guerreiro sonhador. E tem uma imensa vontade de gente, apesar da desilusão que se abateu sobre ele. Por isso é capaz de arriscar todo seu futuro quando, um dia, o rádio de seu avião capta uma mensagem…
Voe com Hig e Jasper e se encante ao descobrir que um mundo melhor pode estar em cada um de nós.

Entre-o-Amor-e-a-PaixãoENTRE O AMOR E A PAIXÃO
“Uma mulher dividida entre o compromisso e o calor de um relacionamento passado.” No início da Primeira Guerra, Jimmy, o marido de Belle Reilly, é levado para as trincheiras mortais do norte da França e Belle percebe que não pode ficar de braços cruzados quando tantos estão sacrificando suas vidas. Armada de coragem e boa vontade, ela se torna voluntária como motorista da Cruz Vermelha, também na França.
Então, enquanto cumpre seu dever humanitário, um trágico acidente lhe coloca frente a frente com Etienne — o homem que fez parte de seu passado e a quem nunca esqueceu completamente.
Dividida entre a paixão proibida por Etienne e a lealdade e o amor por Jimmy, Belle encontra-se em uma situação impossível. A confusão de seus sentimentos, misturada à escuridão da mais brutal das guerras, a levará a sucumbir para sempre, ou a força da vida será maior e a conduzirá, finalmente, à verdadeira felicidade?

O_MOMENTO_MAGICOO MOMENTO MÁGICO
Em uma cidadezinha, a 100 quilômetros de Detroit, há uma loja antiga com mais de 78 anos que se tornou um ícone em roupas para casamento e vestidos de noiva. Por ali já passaram mais de cem mil moças: noivas, mães e madrinhas. Seus vestidos vão além de roupas elegantes para mais uma cerimônia: eles representam, no imaginário das noivas e de seus pais, a garantia de uma noite de princesa, um símbolo do “felizes para sempre”.
Para estas moças, este lugar é, certamente, uma linha divisória: de um lado está a fé no amor e no romance e, do outro, a ingenuidade e o medo.
Da substância desses sentimentos contraditórios, Jeffrey Zaslow selecionou histórias que às vezes nos fazem rir, às vezes nos partem o coração, mas que oferecem um panorama do que é o casamento e do que as famílias ensinam às suas filhas sobre amor e compromisso.

Só-tenho-olhos-para-vocêSÓ TENHO OLHOS PARA VOCÊ
Sophie Sullivan, uma bibliotecária de São Francisco, tinha cinco anos de idade quando se apaixonou por Jake McCann. Vinte anos depois, estava convencida de que o bad boy ainda a via como a gêmea Sullivan boazinha. Isso quando ele se dava ao trabalho de olhar para ela. Ao se envolver na magia do primeiro casamento dos Sullivan, Sophie sente que já passou da hora de fazer o que quer que seja preciso para que Jake a veja como a mulher que realmente é.
No entanto, ela terá dificuldade em mostrar a Jake que pode ser uma mulher forte e decidida, capaz de amá-lo para sempre. E não só porque ela é a inacessível irmã de seus melhores amigos, mas porque ele tem medo de tê-la perto demais. Na verdade, ele desconfia que seu segredo mais vergonhoso poderá ser desvendado

14May 13

Livro: A pousada Rose Harbor

roseharborDebbie Macomber
(5/5)
Editora Novo Conceito
2013
349 páginas

Sinopse: Jo Marie Rose decide comprar uma pequena pousada, como forma de superar a morte do marido. Mal sabe ela que as surpresas que a esperam nessa nova empreitada. Seu primeiro hóspede é Joshua Weaver, que voltou para casa para cuidar de seu padrasto doente. Os dois nunca se entenderam, contudo, Joshua tem alguma esperança de que possam conciliar suas diferenças. No entanto, uma habilidade de Joshua há muito perdida prova que o perdão nunca está fora de alcance e que o amor pode florescer onde menos se espera.
A outra hóspede é Abby Kincaid, que retorna a Cedar Cove para comparecer ao casamento do irmão. De volta pela primeira vez em 20 anos, ela quase deseja não ter ido, devido às memórias trazidas pela pitoresca cidade. E conforme Abby se reconecta com sua família e seus velhos amigos, percebe que só pode seguir em frente se permitir-se verdadeiramente a isso.

Opinião: No dia que peguei esse livro para ler eu estava em um clima desanimado e achei que essa leitura não poderia render tanto, pois a temática era um pouco triste, mas eu me surpreendi com na linguagem clara e gostosa.
Jo Marie é uma viúva que compra uma pousada em uma pequena cidade e decide recomeçar sua vida, sem nunca ter trabalho no meio. E ela não é uma pessoa depressiva e que fica o tempo todo se lamentando, pelo contrário, ela se mostra bastante serena e disposta a seguir com sua vida e dar o seu melhor nessa nova empreitada.
Além dos hóspedes, Jo Marie também se relaciona com comerciantes, prestadores de serviços e outras pessoas de Cedar Cove. Todas se mostram bastante simpáticas e dispostas a ajudá-la, menos Mark, um faz tudo que é conhecido como Mister Simpatia, que pode ser qualquer coisa, menos simpático.

Mark se levantou quando voltei. O gesto me surpreendeu. Eu não estava acostumada com esse tipo de comportamento antiquado, mas gentil, nos homens. Quem sabe ele estivesse apenas tentando causar uma boa impressão para conseguir o serviço. O que seria uma contradição com sua aspereza.
P. 109

Posso dizer que me decepcionei muito com o Mark, achei que ele fosse ter uma participação maior na história, mas não foi isso que aconteceu. Cheguei a ultima página com a mesma curiosidade que tinha sobre ele desde o primeiro capítulo e que ele apareceu.
Os capítulos eram alternados entre os personagens, ora abordava Jo Marie, ora os hóspedes. Achei interessante que todos estavam em Cedar Cove para curar alguma dor do passado e a pousada era o elo que ligava todos eles.

— Fico feliz que o casamento tenha trazido você de volta a Cedar Cove. Estou pensando que esse almoço com Patty e outras talvez possa ajudar você a conseguir a paz de espírito de que precisa.
P. 125

Os dois tinham voltado com fardos nas costas a Cedar Cove, seu antigo lar. Mas eu mesma carregava vários. Percebi que cada um de nós leva sua carga, alguns mais que outros. Algumas pessoas ficam tão acostumadas ao peso extra que parecem não ter mais consciência essa bagagem. Senti um impulso de ajudar meus hóspedes, mas não tinha certeza se e como poderia ajudá-los – ou mesmo se deveria tentar. Talvez eles tivessem vindo à Pousada Rose Harbor para poderem me ajudar.
P. 190

Além da leitura ser gostosa, o livro possui uma diagramação muito bonita, com detalhes de flores nos capítulos e nas laterais das páginas.
A capa é bem bonita, mas não achei que ficou muito condizente com a narração que Jo Marie fez da placa que queria, talvez se fosse como ela tivesse descrito teria ficado mais harmônica. Mesmo assim gostei das cores usadas e do alto-relevo no título (já disse que eu adoro isso?).

04May 13

Top Comentaristas de Maio

topcomentsmaio
Sortearei no dia 01.06.2013 para um dos 20 Top Comentaristas um kit do livro “O sonho de Eva”.
Para participar é só comentar nos posts do mês de maio e ter um endereço de entrega no Brasil.
Lembrando que comentários sem relação com o post ou com conteúdo vazio serão apagados.
Boa sorte a todos!!

02May 13

Livro: Meu amor, meu bem, meu querido

meuamorDeb Caletti
(3/5)
Editora Novo Conceito
2013
238 páginas

Sinopse: É verão no nordeste da cidade de Nine Mile Falls e Ruby McQueen, de 16 anos, comumente conhecida como A Garota Calada, está saindo com o maravilhoso, rico e louco por emoções Travis Becker. No entanto, Ruby está num beco sem saída e percebe que se arrisca cada vez mais quando está com Travis. Em um esforço para manter Ruby ocupada, sua mãe, Ann, a arrasta para o clube de leitura semanal que ela comanda. Quando descobrem que uma das criadoras do clube é a protagonista de uma trágica história de amor que estão lendo, Ann e Ruby planejam um encontro dos amantes de longa data. Contudo, para Ruby essa missão acaba sendo muito mais do que apenas uma viagem…

Opinião: Quando li a sinopse e vi essa capa toda bonitinha acheiq ue fosse um tipo de livro fofo, com romance adolescente água com açúcar e gostosinho, mas nada disso estava presente.
Às vezes penso porque não tem tantos livros sobre pessoas normais ou “garotas caladas”, mas foi só ler esse livro para perceber o motivo. Garotas caladas são sem graça, chatas e sem aventuras para contar.

“Precipitada” é a última coisa pela qual você pode me chamar. “Tímida” é a palavra mais adequada. Sou notavelmente conhecida por ser solitária, caráter dominante. Você sabe a que me refiro – a Gorda, o Altão, o CDF. Eu sou a Garota Calada.
P. 09

Ruby estava em um dia comum e resolveu mudar a rota de volta da escola e encontrou o portão da casa do ricos da cidade aberta e resolveu olhar o que tinha dentro, quando conheceu o morador bonitão, Travis Becker. O relacionamento deles tinha tudo para não dar certo, então assim que eles começam a se envolver a primeira coisa que eu pensei foi que eles ficariam juntos por causa de toda improbabilidade.
Só que eu estava errada. O livro não fala só sobre o romance dos dois e o relacionamento entre Ruby e Travis não é nem um pouco bonitinho ou romântico. Na verdade, nem achei que ela gostasse dele, para início de conversa.

Verdade. Eu não pensei em Travis Becker o tempo todo que estive com as Rainhas Caçarolas. Não foi apenas distração, entretanto, como tinha sido com o filme do Frankenstein. Talvez todos aqueles anos naquela sala tornasse o mundo maior. Estar com eles foi como se eu tivesse dormido. o modo como o sono rouba os seus pensamentos de um jeito definitivo como um ladrão e te leva para esta terra de onde fazemos e não fazemos parte. E então você acorda, claro, e tem a sua vida para levar, mas você parece ficar cego, ou ao menos piscando, por conta da escuridão de onde você veio.
P. 111

A história só fica boa mesmo quando Ruby e as Rainhas Caçarolas resolvem sequestrar uma das fundadoras do grupo de leitura do asilo onde está morando e levá-la para morar (e se casar) o antigo amor de sua vida.
A atitude é bonitinha e tem algumas situações divertidas, mas me diga qual o nível de emoção existe em viajar com um monte de velhinhos até a Califórnia?
O livro não chegou a me dar sono, mas me decepcionei muito com a história insossa.
Nas últimas páginas tem umas liçõezinhas de moral, mas nada de “OMG! Mudou minha vida para sempre!”.
Esperava bem mais da Deb e fiquei triste por ler um livro tão enjoadinho

23Apr 13

Livro: As violetas de Março

violetasmarcoSarah Jio
(5/5)
Editora Novo Conceito
2013
304 páginas

Sinopse: Emily Taylor é uma mulher jovem e escritora de sucesso, mas não gosta muito de seu próprio livro. Também tem um casamento que parece ideal, no entanto ele acabará em divórcio.Sentindo que sua vida perdeu o propósito, Emily decide fazer as malas e passar um tempo em Bainbridge — a ilha onde morou quando menina — para tentar se reorganizar.
Enquanto busca esquecer o ex-marido e, ao mesmo tempo, arrumar material para um novo — e mais verdadeiro — livro, um antigo colega de escola e o namorado proibido da adolescência tornam-se seus companheiros frequentes. Entretanto, o melhor parceiro de Emily será um diário da década de 1940, encontrado no fundo de uma gaveta.
Com o diário em mãos, Emily sentirá o estranhamento e a comoção causados pela leitura de uma biografia misteriosa que envolve antigos habitantes da ilha e que tem muito a ver com sua própria história.
Assim como as violetas que desabrocham fora de estação para mostrar que tudo é possível, a vida de Emily Taylor poderá tomar um rumo improvável e cheio de possibilidades.

Opinião: Esse foi um dos livros que eu estava mais ansiosa para ler. Tanto a capa quanto a diagramação do livro são lindas e isso me motivou ainda mais a começar a leitura.
Conta a história de Emily, uma escrito recém divorciada, que vai para casa de sua tia Bee, na ilha de Bainbridge, tentar reorganizar sua vida.
Logo na primeira noite na ilha, ela descobre em seu quarto um diário com uma história belíssima de amor.

Quando fechei os olhos, pensei em Bee. É preciso conhecer o amor e a aflição para escrever daquele modo.
P. 67

Ao mesmo tempo que o livro vai mostrando a história de Emily e sua reconstrução emocional, também mostra a história de Esther, por meio do diário.
O início é bem parado, sem muita emoção, mas o que move a leitura é a curiosidade de saber quem é Esther e qual a ligação dela com Emily e Bee.

- São violetas-madeira. Não as via na ilha desde…
- Elas são muito raras – prosseguiu Henry, preenchendo o vazio que Bee havia deixado quando sua voz sumiu. – Você não pode plantá-las, pois elas não vão crescer. Elas têm que escolher você.
P. 132

Apesar de ser um livro bem fino, demorei um pouco na leitura pois queria saborear melhor o romance e me envolver completamente com a história.
O livro é como se fosse um diário, começa exatamente dia 1º de março e termina dia 31, contando a história de Emily e suas descobertas com o diário e consigo mesma.

Poderia isso ser o tipo de dica estranha que Evelyn me dera – que aquelas páginas estavam destinadas a estar em minhas mãos? Mas como algo naquilo tudo poderia ter que ver com a realidade, com o aqui e o agora? Por que uma história de 1940, de alguém sobre quem eu nada sabia, teria qualquer relevância para minha vida? Como seria possível? Nada daquilo fazia sentido, mas em algum lugar em meu coração eu estava começando a sentir que talvez fizesse.
P. 200

O final é surpreendente, apesar de que agora penso que eu poderia ter facilmente desvendado o segredo anteriormente, e é uma dessas histórias que ficamos com uma boa sensação quando chegamos à última linha.

18Apr 13

Livro: O livro do amanhã

olivrodoamanhaCecelia Ahern
(5/5)
Editora Novo Conceito
2013
368 páginas

Sinopse: Nascida no luxo, Tamara Goodwin, de 16 anos, nunca precisou olhar para o amanhã, até que a morte abrupta de seu pai deixa a ela e a sua mãe uma montanha de dívidas e as obriga a se mudarem para a casa dos tios de Tamara, em um vilarejo no interior. Solitária e entediada, a única diversão de Tamara é uma biblioteca itinerante. E ali, ela encontra um livro muito misterioso. Tamara vê inscrições com sua própria letra e datadas para o dia seguinte. Quando tudo acontece exatamente como o livro previa, ela percebe que pode ter encontrado a solução para seus problemas. No entanto, Tamara descobre que é melhor não virar algumas páginas e que, apesar de muito tentar, não pode mudar o destino.

Opinião: No início achei que seria um livrinho bobinho de adolescente, escrito “por adolescente”, mas Tamara é uma personagem tão complexa que logo nas primeiras páginas abandonei essa primeira impressão.
Tamara era uma menina rica e mimada que perdeu tudo o que tinha da noite para o dia. Além de ter de ir morar no “cafundó”, sem luxo e nada para fazer, sua mãe entra em um estranho estado depressivo e se isola do restante do mundo.

Sei agora – agora que não fazemos mais parte do mundo em que vivíamos – que não éramos pessoas muito boas. Acho que, em algum lugar sob a impassível superfície de minha mãe, ela também sabe. Não éramos pessoas más, apenas não éramos pessoas boas. Nada oferecíamos a qualquer pessoa no mundo, mas recebíamos um tremendo quinhão.
P. 16

Além de morar em um lugar praticamente deserto, ela não podia sair de casa, já que seus tios não deixavam ela sair da propriedade (não que tivesse muito o que fazer, mas seus tios pareciam não querer que os outros soubessem que ela e a mãe estavam morando com eles).
A sorte bateu na porta de Tamara quando Marcus dirigindo sua biblioteca itinerante apareceu e a levou para explorar outros lugares.

Não sei se Marcus sabe como foi importante esse momento para mim. Em que medida ele, de fato, me salvou de mim mesma, do desespero absoluto. Talvez saiba e talvez fosse isso o que costumava fazer. Devia ser um anjo que entrou em minha vida no momento exato e me varreu de um terrível lugar para uma terra longínqua.
P. 83

Junto com Marcus e a biblioteca, Tamara descobriu um diário velho que todas as noites aparecia com textos escritos com sua letra narrando como seria o dia seguinte.
À partir dos escritos no diário, Tamara começou a descobrir coisas que mudariam para sempre sua vida.

Aprendi algo importante naquela noite. Não se deve tentar impedir tudo de acontecer. Às vezes, devemos esperar ficar sem jeito. Ás vezes, também, devemos aceitar a possibilidade de ficar vulnerável diante de pessoas. Às vezes isso é necessário porque tudo faz parte de você chegar à parte seguinte de si mesma, no dia seguinte. O diário nem sempre tinha razão.
P. 202

A narrativa é leve, gostosa e tinha horas que eu não queria parar de ler só para saber o que iria acontecer com Tamara e sua mãe.
A Cecelia consegue nos envolver em sua história de um modo que poucos autores conseguem. Definitivamente, ela entrou no rol dos meus autores preferidos.

Acho que maioria das pessoas entra nas livrarias sem a menor ideia do que querem comprar. De algum modo, os livros ficam ali, quase que por magia, desejosos que as pessoas os escolham. A pessoa certa para o livro certo.
P. 364

E a Novo Conceito, está de parabéns! Não apenas a história é boa, como também a diagramação, a capa e o kit ficaram ótimos. Já estava com saudades de kits bonitos e livros bem feitos assim.

Ahhh! Antes que me esqueça, tem promoção rolando exclusivamente no Facebook.

sorteiofb1

09Apr 13

Livro: Proteja-me

PROTEJAMEJuliette Fay
(3/5)
Editora Novo Conceito
2013
464 páginas

Sinopse: Quatro meses após a morte do marido, Janie LaMarche continua tomada pela dor e pela raiva. Seu luto é interrompido, no entanto, pela chegada inesperada de um construtor com um contrato em mãos para a obra de uma varanda em sua casa. Surpresa, Janie descobre que a varanda era para ser um presente de seu marido — tornando-se, agora, seu último agrado para ela.
Conforme Janie permite, relutantemente, que a construção comece, ela se apega aos assuntos paralelos à sua tristeza: cuidando de seus dois filhos de forma violentamente protetora, ignorando amigos e família e se afundando em um sentimento de ira do qual não consegue se livrar. Mesmo assim, o isolamento autoimposto de Janie é quebrado por um grupo de intervenções inconvenientes: sua tia faladeira e possessiva, sua vizinha mandona, seu primo fofinho e até Tug, o empreiteiro.
Quando a varanda vai tomando forma, Janie descobre que o território desconhecido do futuro fica melhor com a ajuda dos outros. Até daqueles com os quais menos esperamos contar.

Opinião: Que livro chato! Eu sabia que não seria nenhuma obra prima, um livro espetacular e o melhor da minha vida, mas nunca imaginava que fosse tão chato! Parecia que nunca chegava ao fim.
O livro conta a luta de Janie para continuar sua vida agora que seu marido faleceu. Ela era cercava por pessoas que queriam seu bem, sua tia Jude, seu primo Comarc, seu tio Charlie, sua amiga Shelly, o padre Jake, o construtor Tug e outras pessoas, só que mesmo assim ela tratava todos de forma rude.

Possivelmente era a tia Jude, a única irmã da mãe de Janie. Solteira, aposeentada e sem filhos, tia Jude tinha encontrado uma maneira de absorver, se que ninguém pedisse, qualquer aspecto da maternidade que a mãe de Janie parecesse negligenciar. Enquanto sua mãe era quieta e, às vezes, distante, para a tia Jude nunca faltavam palavras ou opiniões sobre a criação dos filhos. Ou xarope de ipeca.
P. 19

Mas não foi a falta de delicadeza de Janie que tornou o livro sem graça, mas a soma da narração em terceira pessoa com o dia a dia detalhado da vida sem graça da viúva.
Eu lia, lia e lia e parecia que não saía da mesma página (mesmo avançando capítulos a fio).

- Você acha a homossexualidade engraçada? – Janie nunca conseguia deixar de aproveitar uma oportunidade de pegar no pé de sua tia.
- Janie Elizabeth Dwyer LaMarche! Claro que eu não acho isso engraçado. A vida privada de uma pessoa não é algo do qual se rir. Não é isso que a torna engraçada, de jeito nenhum, eu nunca disse isso.
P. 152

Tia Jude era ótima, me lembrou bastante minha tia Olinda, que está sempre disposta a ajudar. E apesar de estar sempre presente na vida de Janie, a presença dela não foi muito explorada no livro, como o de outros personagens.

A cabeça de Jannie correu para reorganizar as peças daquele quebra-cabeça numa configuração completamente diferente. “O estado emocional dele? Dele?” Ela se perguntou incrédula. – Você tem sentimentos por mim?
- Ah, pelo amor de Deus, Janie não aja como se você não soubesse. É constrangedor.
P. 208

A história só foi interessante de engolir no primeiro momento por causa do relacionamento de Janie com o padre Jake. Depois, no segundo momento, o que aliviou a história chata foi Tug.

- Claro que sente. Todos sentimos saudades. Eu sinto saudades de meus pais, que dscansem em paz. Sinto saudade do meu casamento quando eleera bom. Você não tem de aceitar que as saudades não significam que você tenha de descartar a felicidade.
P. 407

Tug era ótimo com os filhos de Janie, Dylan e Carly, e era bem divertido ver como brincava e se comportava como criança quando estava perto do menino.

Estamos todos aqui de empréstimo. A única coisa que faz sentido é ficarmos juntos.
P. 435

Não gostei muito da capa, a imagem não tinha nada a ver com a história, a diagramação é bem simples e encontrei alguns erros de português em alguns capítulos.
Mas o que eu gostei muito foi que no final tinha três receitas de pratos que a Janie serviu/fez: “bolo de desculpas”, biscoitos e struffoli. Também tinha uma entrevista com a autora e algumas questões a serem levantadas para os leitores pensarem sobre a história.
Achei bem interessante, mas isso por si só não salvou o resto do livro.