Vi as Spice Girls AO VIVO!

Todo meu propósito de viajar ao Reino Unido foi exclusivamente assistir a um show das Spice Girls. E EU FUI!

10 de junho de 2019: acabei de sair do meu passeio pelo SS Great Britain e fui para o hotel tomar banho e me arrumar. A previsão era de chuva e o tempo ficou mais nublado, começou a ventar e a esfriar. Meu look era camiseta das Spice Girls (fan made), casaquinho, calça jeans e tênis plataforma (claro), bem fresco para o clima. Então coloquei uma blusa de manga comprida embaixo da camiseta e o casaquinho por cima de tudo. Enfiei a capa de chuva dentro da bolsinha e olhei pela janela: tudo molhado.

Um chuvisco fino bem na hora que eu estava saindo. Enviei mensagem no grupo de WhatsApp da galera brasileira que também iria no show e vi que tinha pouca gente ainda por lá. Resolvi lanchar antes. Fui procurar um McDonalds para comer, o Google Maps me indicou o mais próximo e era em uma parte da cidade que não tinha nada. Comi meu lanche quentinho com um chocolate quente de acompanhamento e resolvi ir para o show de Uber, já que não sabia andar de ônibus pela cidade (desisti depois de não conseguir achar um para a Ponte de Clifton).

O Uber tava dando £12 (mais cedo, saindo do hotel dava aproximadamente £6), eu pensei era porque eu estava longe do estádio, então andei por uns km para ficar mais perto. O Uber continuava dando £12. E estava chovendo e eu não queria ir andando até o estádio (não era tão longe assim – uns 30 a 40 minutos andando, mas na chuva não rolava).

Aí parei em frente a um hotel e vi duas meninas com penteados scary e brusinhas das Spice Girls. Fui falar com elas que talvez a gente podia dividir o Uber, mas elas estavam indo para uma festa antes do show (#fail).

Adendo: Aprendi que os britânicos chegam para os shows na hora do show (e que eles bebem muito – principalmente as mulheres).

Sem ninguém para dividir o carro e já chorando no valor convertido quando chegasse a fatura do cartão enviei mensagem para o pessoal do grupo brasileiro de Bristol. E um anjo (aka Éslon) estava indo buscar o amigo perto do hotel onde eu estava.

Já encontrei com o amigo (Thy), viramos bff e combinamos de dividir o Uber da ida e da volta.

Brasileiros perdidos em Bristol e fãs das Spice Girls indo assistir ao primeiro show delas. Será que tínhamos algo em comum?

Entramos no estádio e fomos para o nosso setor lindo e privilegiado chamado Spice Circle. O setor era entre o palco e a passarela, porque se não fosse para ficar perto eu nem sairia de casa. A gente estava dentro do show, com coisa acontecendo por todos os lados.

Palco singelo

Nos encontramos com outros brasileiros perto da grade da passarela e ficamos por ali conversando sobre o dia mais emocionante da nossa vida (primeiro show!).

Então uma moça muito tímida chega pra mim e pergunta se eu era a Poly do Brasil. A gente estava no mesmo grupo de WhatsApp com fãs do mundo inteiro (o mesmo grupo onde eu achei o Jaf) e ela reconheceu minha voz (?). Ela se chamava Anna e tinha ido da Nova Zelândia e estava totalmente sozinha ali. Falei pra ela ficar perto da gente. E curtimos o show juntos: eu, a nova-zelandesa e os meninos brasileiros.

A chuva continuou, o vento aumentou e quando o show começou a passarela estava com poças enormes de água. O que era um show na Inglaterra, embaixo de chuva, fazendo 9ºC depois de ter assistido Madonna no RJ embaixo de chuva, não é mesmo?

Spice World: eu fui, eu tava.

Estava fazendo tanto frio que quando a Jess Glynne (show de abertura) começou a cantar, todo mundo que estava no Circle ou na pista em volta da passarela começou a pular, dançar e cantar junto. Ela deve ter ficado bastante contente ao ver todo mundo dançando animado, mas a gente só queria se aquecer mesmo (desculpa, Jessica, mas é que a gente prefere Spice Girls).

O show

A estrutura do palco era enorme. No centro tinha o globo do Spice World repaginado para 2019. Embaixo do globo ficava a banda. Acho que foi o palco mais bonito que eu já vi na vida. E olha que não é fácil ganhar do palco da MDNA Tour da Madonna.

O conceito do show consiste em quatro casas: House of Baby, House of Sporty, House of Scary e House of Ginger. Cada casa representa uma Spice e suas características. Cada casa conta com cinco dançarinos.

No início do show, os dançarinos aparecem desfilando pelo palco e passarela.

House of Baby: fofos e simpáticos.
House of Scary: marrentos e selvagens.
House of Sporty: esportistas.
House of Ginger: nobreza/realeza.

Nós damos boas-vindas a todas as idades, todas as raças, todas as identidades de gênero, todos os países de origem, todas as orientações sexuais, todas as religiões e credos e todas as habilidades.

Logo depois começa a tocar a batida de Spice Up Your Life. E no telão aparece uma mensagem de boas-vindas seguida por uma apresentação: Que Spice Girl é você? Com o apelido e imagens de cada uma. Ao final dessa apresentação, elas aparecem no meio da passarela: lindas e divas (e Emma e Geri com capa de chuva). E começam a cantar “when you’re feeling sad and low…”

E nesse momento, todos os fãs voltaram 22 anos no tempo.

Foi um show extremamente nostálgico. Elas cantaram quase todas as músicas dos dois primeiros álbuns e teve até um trechinho de Sound Off. No telão passava imagens dos clipes, fotos antigas, letras das músicas, etc. Os figurinos foram inspirados nos figurinos dos anos 90 e era surreal demais ver tudo aquilo acontecendo.

Eu gritei muito, dancei e cantei todas as músicas. Eu achei que me acabaria de chorar porque em casa eu chorei TODAS as vezes que assisti a alguma live ou via algum vídeo do show, mas me segurei bem. Só estava feliz demais mesmo.

O show todo foi embaixo de chuva, sem nenhuma trégua. Eu só peguei o celular para gravar Let Love Lead The Way porque queria curtir o momento (e não queria molhar meu aparelho).

Antes de Viva Forever teve um belíssimo tango gay com os dançarinos dançando sem camisa. E antes de Too Much foi a vez da dança hétero com um homem e uma mulher dançando. Foi lindo!

Quando começou a parte dance do show em Never Give Up On The Good Times uma pulseira que todo mundo recebeu quando entrou no estádio começou a piscar. Era uma bruxaria muito incrível, dependendo da batida elas mudavam de cor o estádio todo ficava iluminado.

Em Say You’ll Be There minha mão congelou de vez e eu não conseguia mais mexer os dedos. Isso me desanimou? Nope! Continuei dançando e cantando.

No fim do show, em Wannabe, é a parte em que elas tiram o casaco e ficam com um figurino parecido com o figurino do clipe. Como em Bristol estava chovendo e frio a Geri não queria tirar o casaco, mas as outras e a plateia gritaram tanto que ela também teve que tirar o casaco e se molhar.

Mesmo com frio e chuva foi maravilhoso e a prova de tanta alegria foi a gente tirar foto sorridente no fim do show, bem acabadinhos:

Brasil!
Nós brasileiros e a Anna

Para voltar para o hotel foi bem sofrido: os dedos de todo mundo estavam congelados e o touchscreen do celular não funcionava direito; o estádio todo ao mesmo tempo estava pedindo Uber e tinha muito engarrafamento e todo mundo estava com fome, frio e cansado (e não tinha um Tesco 24h aberto ali perto para a gente comprar um meal deal).

Mas felizmente conseguimos pegar nosso carro e cada um chegou inteiro na sua hospedagem. Amém!

Antes e depois
Quem também postou foto destruída depois do show…

Demorei décadas para escrever este post porque foi difícil sintetizar em um único post os momentos mais incríveis da minha vida.

Sem contar que eu fui em outro show (dia 13/06/19, em Wembley) e eu não sabia se fazia um post com os dois shows ou um post para cada show. Mas vai ser um post para cada show porque um post só é pouco para uma fã das Spice Girls.

Contribuição pelas fotos e momentos: Thy, Haruo, Gabriel, Ed, Leo e Éslon.

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Rock in Rio 2013 #1

Não, eu não fui ao RJ assistir aos shows. Não tenho pique para festivais e prefiro assistir tudo no aconchego do meu sofá, mas acompanhei quase tudo desses primeiros dias pelo Multishow e curti bastante. Vou fazer alguns comentários do que eu mais gostei.

Dia 13

BEYONCÉ
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O único show do dia que eu consegui assistir, mas pelo menos, me parece que foi o melhor. Não sou fã da Beyoncé, mas adoro shows completos como o dela. Ela, canta, dança, tem dançarinos… *_*
Me empolguei legal no sofá de casa e quase levantei para dançar Single Ladies junto XD
Mas o momento mais bacana foi ela dançando Ah Lelek Lek. Eu odeio funk e esse aí ainda mais, mas foi tão engraçado ser surpreendida com funk no meio do RiR que não pude deixar de curtir.

Dia 14

THE OFFSPRING
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Cheguei em casa na hora que começou o show do Offspring e fiquei até perdida quando liguei a TV e vi eles ali. Não reconheci de cara, até eles tocarem as músicas mais conhecidas (Why don’t you get a job e Pretty Fly).
The Offspring me lembra minha adolescência, auge da MTV Brasil e clipes deles passando direto no Disk MTV. Impossível não ficar nostálgica.

FLORENCE AND THE MACHINE
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Era o show que eu mais estava esperando para ver. Gosto muito da voz da Florence e ela é uma fofa ao vivo.
Quem mais entraria descalça e ficaria correndo e gritando pelo palco? s2 E ela mandando mensagem de paz, amor, para as pessoas se pegarem, se abraçarem… acho que ela achou que estava em Woodstock e entrou nessa vibe elfíca.
Eu fui à loucura quando ela cantou Shake it off e surtei geral em Dog days are over porque era a última música e também porque ela estava muito loucona.

MUSE
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Já tinha assistido ao show deles em SP como abertura do show do U2, mas ver um show só deles foi incrível. Adoraria ter visto aquilo ao vivo. Show perfeito, ótima estrutura e o Matt alucinando na guitarra.
Sem dúvidas, foi a melhor noite do Rock in Rio 2013 até agora e o mérito para tanto vai quase todo para o Muse.

Dia 15

JESSIE J
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Não estava esperando nada dela, só conheço/gosto de 3 músicas da Jessie, mas fiquei encantada com tanto carisma e simpatia.
A homenagem que ela fez p/ fã foi emocionante e eu teria morrido ali se eu fosse o Eduardo.

JUSTIN TIMBERLAKE
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Sempre que me falam do Justin eu lembro daquele rapazinho com cabelo de miojo, lá dos anos 90. Claro que também não tinha me dado conta que o rapaz tinha crescido e se tornado aquilo tudo, até ver ao vivo.
Justin faz jus ao título de novo príncipe do pop, ele é o artista solo mais completo que existe, canta, dança, atua… e faz tudo muito bem.
E além disso, ele fez uma homenagem linda ao eterno Rei do Pop, Michael Jackson.
Mas o melhor do show foi acompanhar tudo via Twitter e chorar de tanto rir com as meninas tendo orgasmos múltiplos com a apresentação.

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Segunda Pop: MDNA Tour SP

Acho que essa minha viagem p/ SP vai render uns bons trocentos, posts, mas como o mais esperado é sobre o show da Madonna, vamos a ele ^_^
Os preparativos para o show começaram lá no início do ano quando foi anunciado que a turnê passaria pelo Brasil e começaram as dúvidas: ir? RJ ou SP? Qual setor? Excursão ou particular?
Mas depois de algumas trocas de mensagens consegui me decidir por assistir ao show em SP, de arquibancada azul com alguns amigos que já conhecia há anos de internet, mas sem ainda não ter visto ao vivo.
Comprei os ingressos em pré-venda ainda, pelo Ourocard, em abril desse ano. Alguns meses depois comprei as passagens aéreas e fiquei aguardando o dia para partir para a terra da garoa.
Fui para SP no sábado de tarde, sendo que o show só seria na terça-feira e voltei na quarta à noite. Mas sobre SP fica para outro post.
Fui para o show com o Leo Manea/Kobain e o Gera. Super tranquilo o esquema de descer na estação Anhangabaú de metrô e pegar a van na Rua Formosa para o Morumbi (5 reais a van). Tudo bem que estava um calor from hell e o chocolate que compramos chegou derretido no estádio, mas não foi de todo ruim.
Chegamos no Morumbi por volta das 17h e já tinham aberto os portões, então nem pegamos fila, só entramos e fomos escolher um lugar bacana na arquibancada. Conseguimos 3 cadeiras juntas e depois descolei uma na fileira de baixo para a Dele que nos encontrou lá.

Assim que entramos no estádio e nos acomodamos os dançarinos (e o Rocco) começaram a se apresentar. Eu achei que ia ficar só naquilo, mas então comecei a ouvir uns “Oh my God”. E jurava que era gravação, até a Madonna (em carne, osso e brancura) pisar no palco e começar a passar o som. Ela cantou e dançou Girl Gone Wild toda e já emendou com Revolver e foram mais 4 músicas depois. Não lembro a ordem, mas sei que teve Express yourself e Give me all your luvin’ (e mais um monte). As apresentações das músicas seriam completas se os telões laterais estivessem exibindo as imagens, todos os leds do palco estivessem funcionando e ela e os dançarinos estivessem com o figurino. Fora esses detalhes, a apresentação foi a mesma do show.

Achei a Tia bem carismática e interativa com o público durante a passagem de som, ela perguntou se era “goxtosa” e aprendeu a falar “é isso aí carailho!”. Ainda conversou com um fã que perguntou se ela poderia cantar Masterpiece e ela respondeu que durante o show sim. Épica!


Depois que ela saiu do palco tivemos que aguentar um sol quente na moleira, que não queria se por e depois um DJ RUIM que parecia que ia tirar toda nossa energia e alegria e nos mandar para Azkaban como se fosse um dementador.
Com meia hora de atraso a Véia pisou no palco e começou o espetáculo.


Eu e o Gera ficamos morrendo de medo no primeiro bloco porque ele é todo sombrio, com sinos de igreja tocando, cenários que lembram igrejas medievais e inquisidores. Totalmente de arrepiar pessoas que tem medo de igrejas góticas como eu.

As pessoas na arquibancada ficaram sentadas a maior parte do tempo, mas foi normal, pois essa é uma turnê mais teatral, as músicas não são tão dançantes e a interação com o público não é tão constante. A curtição aconteceu mesmo em Like a Prayer, Give me all your luvin’ e Celebration/Give it to me.


Eu achei que essa não é uma turnê para estádio, é mais para lugares fechados, para as pessoas assistirem sentadas em seus lugares, sem muvuca e tumulto, só para apreciarem o espetáculo. Show da Madonna é sempre uma coisa grandiosa e MDNA não poderia ser diferente. Toda hora apareciam coisas no cenário que eu não sabia de onde vinham e ficava de boca aberta com tudo que acontecia.

Outro destaque durante o show foi Open your heart, os fãs do Golden Triangle e da pista Premium encheram balões vermelhos em forma de coração e ficaram balançando *_* A Madonna até pegou um durante a apresentação. Foi lindo demais!
Fiquei triste por ela não ter cantado Like a Virgin nem Love Spent, mas parece que no Morumbi durante a semana os shows têm de terminar até meia-noite. Pelo menos valeu à pena termos assistido à “matinê” da passagem de som.

Eu gostei mais da Sticky & Sweet Tour, acho que ela combinou mais com o clima brasileiro de animação que a MDNA, mesmo assim quem foi nessa turnê não se arrependeu, pois é um espetáculo e tanto!
Diferentemente do U2, em 2011, achei bem mais fácil sair do Morumbi dessa vez e nem tivemos (muita) dificuldade em pegarmos um ônibus para a Av. Paulista. Mas os preços dos alimentos do estádio continuam altos (5 reais uma água, 10 reais um cachorro-quente de salsicha com batata-palha ou um cheeseburger de carne com queijo) e os merchandising oficiais eram bem “pobrinhos”. Não veio o tourbook e achei os designs das camisetas oficiais bem feios.

Eu não tirei muitas fotos porque pelo visor da minha câmera nova estava achando as fotos ruins, então desanimei de fotografar T_T e o video de Masterpiece ficou com o som ruim porque eu acho que coloquei o dedo no microfone da câmera, que eu não faço a menor ideia onde está localizado.
As fotos de perto foram tiradas da pista premium por um amigo do Leo.
Ele postou os comentários do show lá no Viva Forever, quem quiser saber a versão dele, vai lá.

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