E depois de 9 meses de gestão nasceu na última segunda-feira minha filhinha, a Victoria Frankstein, pesando 2 volumes e com 512 páginas de conteúdo.
Pra quem não sabe, Victoria Frankstein ou Tor Frankie (p/ íntimos) é o apelido carinhoso da minha monografia que eu depositei na faculdade no dia 23.
Mas pra falar da Tor, é preciso contar todo o drama, do início ao fim, então vamos lá… (pq a história dela dá outra monografia)
No 6º período eu estava pagando dependência de filosofia junto com o 2º período e era com um outro professor, que não a “tia” que me reprovou. Eu sempre odiei filosofia, nunca gostei mesmo, mas nas aulas do professor eu prestava atenção pq eu precisava passar de qualquer jeito ou tava perdida… E numa dessas aulas, nem me lembro mais qual era o filófoso, mas eu comecei a relacionar a matéria toda com o que os jornais e TVs faziam e me veio a idéia de monografar algo envolvendo a mídia.
Aí eu guardei meu tema comigo e esperei o período seguinte qdo ia cursar Metodologia: Projeto de Monografia p/ ver o que eu faria com aquilo.
Eu lembro como se fosse hoje, a professora pediu p/ gente pensar em algum tema ou matéria p/ escrever a monografia e todo mundo louco, menos eu. Aí, no dia de falar o tema ou a matéria p/ começarmos a fazer o projeto a professora perguntou p/ todo mundo o tema ou a matéria e qdo chegou na minha vez eu lááá no fundão, quietinha, como sempre, respondo: “Mídia e Direito”. Umas 40 cabeças viraram p/ mim na hora e eu pensando: “opa! o que eu fiz de errado?”. Só que ngm sabia que professor poderia me ajudar, nem nada… aí minha professora de metodologia, fofíssima, falou p/ eu conversar com o professor de metodologia das turmas B e C, que por acaso é marido dela e por acaso foi meu professor de filosofia.
Aí beleza, eu fiquei umas 2 semanas procurando o bendito pra conversar e mais sei lá quanto tempo p/ começar a escrever, mas saiu o projeto. O marido da fofa (q tbm é fofo) me sugeriu escrever sobre a “influência da mídia no Sistema Penal” p/ delimitar ainda mais o tema e me indicou uns livros e com uma semana eu fiz um projeto lindo, com o único erro de ABNT na folha de rosto pq eu coloquei espaçamento 1,5 onde era simples… enfim, fui aprovada com 10 na disciplina e agora só precisava começar a escrever a monografia.
Deixei p/ começar a escrever apenas no 9º período pq meus planos eram: cursar criminologia (matéria que eu precisava pra escrever a mono) e cursar previdenciário (disciplina que eu nunca tive tempo antes de fazer e que nao faz parte da grade), mas pra minha surpresa não abriu turma p/ nenhuma das duas u.u
Aí no início desse ano resolvi começar a monografia, mesmo sem a matéria, pra ver se eu conseguia adiantar e p/ minha sorte tbm abriu turma de criminologia.
Bom, em fevereiro começaram as orientações e meu orientador não sabia por onde a gente ia começar o trabalho, aí ele me indicou alguns milhões de livros e ficou de me passar os tópicos e a forma de elaboração do trabalho (objeto de pesquisa, método de trabalho…). Só sei que fomos trabalhando por partes pq o último capítulo seria triste… e em maio eu tive certeza de que nao conseguiria terminar a Tor e decidi deixar pra esse semestrei. Finalizei o primeiro capítulo sobre criminologia e meu orientador ficou 2 meses me enrolando pra me falar como seria o segundo capítulo e me emprestar uns livros… Só em agosto eu vi a cara dos livrinhos e soube como seria o desenvolvimento do 2º capítulo.
Ahhh sim, como eu disse, fomos trabalhando por partes e a única coisa que eu tinha noção era que eu ia pesquisar reportagens com fotos nos dois maiores jornais daqui: A Tribuna e A Gazeta (praticamente os únicos). Então aproveitei as férias de julho p/ ir lá na Rede Gazeta coletar as informações que eu precisava e baixar reportagens no site do jornal A Tribuna. Pesquisei 6 meses.
Em agosto fiquei por conta do 2º capítulo, que era uma continuação do primeiro e envolvia criminologia também, em setembro não fiz nada por causa das provas e em outubro voltei com tudo p/ 3º capítulo que fala sobre teoria da comunicação (meu capítulo preferido, por sinal) e descobri que tinha que pesquisar mais jornais, por mais 6 meses… Aí eu comecei a notar o tamanho da criança.
O mínimo de páginas eram 60 (em outubro eu já estava escrevendo minha 85ª página!) o pessoal da sala escreve no máximo 90 e eu tinha certeza que ia passar da 100ª, mas continuava sem querer olhar mto p/ frente… nessa mesma época eu comecei a imprimir meus anexos: eram mtos!! Imprimia uns 90 por semana p/ não ficar muito caro e difícil p/ trazer p/ casa.
Só lembro que quanto mais eu escrevia, mais coisa tinha p/ eu escrever e quanto mais anexo eu imprimia, mais tinha anexo p/ eu imprimir. E eu não tinha sumário não tinha noção de quanto faltava, nem como eu ia terminar aquilo e eu lembrei do monstro: Frankstein. E daí saiu o nome da minha monstrinha, que já estava começando a criar vida…
Eu tinha vergonha de falar quantas páginas eu já tinha escrito pq eram muitas, mas o fim (do prazo) começou a se aproximar e eu comecei a não ter mais fins de semana, ia dormir de madrugada p/ terminar as coisas e entregar p/ meu orientador: 25 a 30 páginas escritas por semana. E p/ último capítulo entreguei de vez umas 35 páginas com gráficos.
A Tor Frankie tinha de tudo! Criminologia, Direito propriamente dito, Teoria da Comunicação/Jornalismo, gráficos, tabelas, reportagens, utilização de livros, teses de doutorado, artigos, sites… tinha tanta coisa, mas tanta coisa, que até a Déborah Blando deu uma palinha no meio. x.x
Enfim, terminei a Tor, corrigi, passei pelo programa de plágio, escaneei as reportagens que nao estavam digitalizadas e dia 23 de manhã fui lá “parir” a menina. Fiquei 5h na copiadora p/ tirar cópia, imprimir e encadernar. E qdo eu saí todo mundo me perguntava: “é uma monografia?” e me olhavam com a cara:
O______________O’
Eu juro que fiquei envergonhada do tamanho da criança x.x
O tio da copiadora falando p/ uma menina no início da faculdade que era pra ela se inspirar em mim e que aquilo nas minhas mãos era uma monografia e a menina quase infartou achando que ela ia ter que fazer um trabalho daquele tamanho e eu falando pra ela não escrever um monstro…
Precisava nascer desse tamanho todo Tor?!
Meu orientador estava todo feliz, querendo utilizar nas aulas de Criminologia (ah sim, ele TBM é professor de Criminologia) e falando que não tem tese de mestrado que fica tão boa e tals, mas acho que a Tor não precisava ficar TÃO grande, né?!
Aí eu fui lá na secretaria depositar e a secretária me olha:
“É uma monografia?” E eu respondo: “sim”
“Tem duas vias?” Eu estava com 4 volumes gigantes (2 de anexo e 2 de monografia) e ela achando que não teria 2 vidas? o.O Cuma? Não entendi!
Só sei que depois ela ficou olhando p/ Tor, fazendo sinal positivo com a cabeça e resmungando: “hmmmm”.
E eu saí falando: “It’s alive! It’s alive!”
Agora só preciso apresentar minha monstrinha linda pra ser aprovada e virar bacharel em direito e poder beber todas na formatura!
Só sei que a Tor me fez descobrir que eu tbm tenho super poderes! O poder da multiplicação. Minha amiga pediu ajuda p/ fazer tabelas e ver umas coisas na mono dela, eu ajudei e a mono dela aumentou umas 2 páginas, no dia seguinte outra amiga me pediu ajuda, eu sentei perto dela e aumentou 1 capítulo e uma terceira me ligou e eu dei uma sugestão de incluir anexos e a dela aumentou 80 páginas!
Quem vai me dar uma nota de 100 reais p/ eu multiplicar dinheiro??