Eu sempre fui uma pessoa que acredita muito no amor. Aquelas histórias de contos de fadas, princesas sendo resgatadas pelos seus príncipes, o amor se sobrepondo a tudo no final… Cresci com essas histórias e acho que até hoje elas são uma boa parte da minha identidade. Eu vivo falando para os meus amigos que é ridículo viver como a Cinderela, esperando o príncipe aparecer com o sapatinho de cristal que simplesmente serve, e dali para frente, eles são felizes eternamente. Mas muitas vezes, quando penso nisso, acabo me esquecendo de que a Cinderela teve a coragem de sair do seu mundinho e se aventurar em um mundo totalmente diferente do seu; sim, ela recebeu muita ajuda de diversos tipos, mas a decisão final de sair de sua casa e ir ao baile foi dela.
E aí eu penso… Sim, eu ainda espero um milagre, mas será que já fiz minha parte, assim como a Cinderela? E posso dizer com todas as letras que sim, eu tentei diversas vezes. Pode ser que minhas tentativas não tenham sido claras ou incisivas o suficiente, mas é só assim que consigo ser, não adianta eu ficar forçando e me martirizando por isso depois. Talvez as coisas possam acontecer naturalmente, sem eu ficar me forçando muito.
O problema é que já estou com 24 anos e nunca namorei. E já não acredito mais que isso possa vir naturalmente. Se acontecer, ótimo, vou ficar muito feliz, mas é algo que eu não acredito mais… Em se tratando de relacionamentos, vamos tentar deixar as histórias de contos de fadas um pouco de lado e tentar viver um pouco mais no mundo real, nele as coisas devem ser bem mais interessantes do que foram nesses meus 24 anos.
Hoje, dia 28 de março de 2012, Lady Gaga faz 26 anos. Com uma carreira curta, porém bastante expressiva, já é considerada por muitos como integrante do alto escalão do pop. Não é para menos, afinal Gaga, além de ser uma máquina de hits, é uma ótima compositora e cantora, além de se entregar totalmente à sua arte, seja dirigindo seus clipes, criando conceitos, escrevendo músicas.
Mas dizer parabéns para a Mother Monster não pode ser tão impessoal… Então vou comemorar essa data contando um pouquinho da minha história com o Born This Way.
Estava completamente apaixonado pela Gaga na época do The Fame Monster, e esperei ansiosamente pelo lançamento do BTW. Uma semana antes do lançamento, voltei a jogar Farmville porque foram colocados vários itens da Gaga, e fazendo algumas quests, era possível ouvir algumas músicas… Lembro que foi aí que consegui ouvir Marry the Night pela primeira vez e já fiquei apaixonado. Também ouvi Fashion of His Love, mas antes de liberarem todas as músicas, o CD já tinha vazado. E que bela surpresa eu tive!
Born This Way é cheio de vida e me impressionou muito. Cada música é uma experiência diferente, tem uma alma única que conta uma história rica em detalhes, criando uma personagem profunda e que passa sua mensagem. Podem dizer que o álbum é pretensioso, mas em relação à qualidade, ele conseguiu alcançar tudo que desejava. Preciso confessar que Highway Unicorn é uma das músicas da minha vida.
Mother Monster, obrigado por lutar contra o preconceito e contra o bullying. Obrigado por defender aqueles que não têm voz. Obrigado por trazer suas músicas que nos enchem de coragem nos momentos difíceis. Feliz Aniversário, Lady Gaga!

Conheci Lana Del Rey por meio de uma performance infame no Saturday Night Live. Além da performance ruim, a maneira com a qual algumas pessoas a cultuam, dando aquele ar de indie depressiva, que de certa forma vai contra tudo aquilo que eu gosto tanto no universo pop, me deixaram com uma péssima impressão da cantora. Porém, depois de uma sugestão de um amigo, com o qual aliás eu dividia a mesma opinião sobre a Lana, resolvi dar uma chance ao CD de estreia, Born to Die, e o resultado foi surpreendente.
O álbum tem uma sonoridade pesada, triste e melancólica. Para quem gosta de músicas animadas, Born to Die é a pior sugestão possível. Mas sou da ideia de que ninguém é monocrômico, há sempre aqueles momentos que estamos mais introspectivos, então é um álbum que eu recomendaria a qualquer um, só depende muito do estado de espírito que o ouvinte está passando no momento. Não sei bem como definir o que sinto ao ouvi-lo, mas a carga de sentimentos ao se ouvir o CD todo é imensa. Há momentos de calma, perturbadores, questionadores, deprimentes.
O que acho impressionante na sonoridade do álbum é como ele segue um estilo bem marcante, mas consegue se desenvolver dentro do estilo, conseguindo tratar de diversos temas e imprimir uma versatilidade que faz com que o álbum não caia na mesmice. Born To Die, carro chefe do álbum, consegue abrir e ditar toda a sonoridade do mesmo; é uma canção poderosa que fala de relacionamentos, mas é uma letra que abrange diversas áreas da vida, funcionando como metáfora para diversos assuntos. É uma música triste. Mas o álbum consegue imprimir diversas outras sonoridades, sem fugir muito do estilo que apresenta. Off To The Races, por exemplo, é uma música extremamente sensual, enquanto National Anthem é questionadora, Radio é romântica.
Lana é uma grande revelação. Muitos a criticam pela tentativa de parecer indie e alternativa, quando está claro que ela é mais um produto. Outros criticam sua aparência, sua maneira de cantar. Confesso que eu era mais um que criticava, mas deixei tudo de lado ao ouvir o CD. Existem artistas que só têm seu trabalho completo com um todo; um álbum não basta para compreender toda a magnitude de sua arte, é necessário ver os clipes, performances, shows, entrevistas. Com Born to Die é o contrário, é um trabalho autossuficiente que não precisa de mais nada além da música de Lana. O necessário é apenas aprender a admirar a grandeza desse trabalho magnífico.

Em
Por

