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Lana Del Rey – Born To Die
18.02.12 Em Candy, Música

Conheci Lana Del Rey por meio de uma performance infame no Saturday Night Live. Além da performance ruim, a maneira com a qual algumas pessoas a cultuam, dando aquele ar de indie depressiva, que de certa forma vai contra tudo aquilo que eu gosto tanto no universo pop, me deixaram com uma péssima impressão da cantora. Porém, depois de uma sugestão de um amigo, com o qual aliás eu dividia a mesma opinião sobre a Lana, resolvi dar uma chance ao CD de estreia, Born to Die, e o resultado foi surpreendente.

O álbum tem uma sonoridade pesada, triste e melancólica. Para quem gosta de músicas animadas, Born to Die é a pior sugestão possível. Mas sou da ideia de que ninguém é monocrômico, há sempre aqueles momentos que estamos mais introspectivos, então é um álbum que eu recomendaria a qualquer um, só depende muito do estado de espírito que o ouvinte está passando no momento. Não sei bem como definir o que sinto ao ouvi-lo, mas a carga de sentimentos ao se ouvir o CD todo é imensa. Há momentos de calma, perturbadores, questionadores, deprimentes.

O que acho impressionante na sonoridade do álbum é como ele segue um estilo bem marcante, mas consegue se desenvolver dentro do estilo, conseguindo tratar de diversos temas e imprimir uma versatilidade que faz com que o álbum não caia na mesmice. Born To Die, carro chefe do álbum, consegue abrir e ditar toda a sonoridade do mesmo; é uma canção poderosa que fala de relacionamentos, mas é uma letra que abrange diversas áreas da vida, funcionando como metáfora para diversos assuntos. É uma música triste. Mas o álbum consegue imprimir diversas outras sonoridades, sem fugir muito do estilo que apresenta. Off To The Races, por exemplo, é uma música extremamente sensual, enquanto National Anthem é questionadora, Radio é romântica.

Lana é uma grande revelação. Muitos a criticam pela tentativa de parecer indie e alternativa, quando está claro que ela é mais um produto. Outros criticam sua aparência, sua maneira de cantar. Confesso que eu era mais um que criticava, mas deixei tudo de lado ao ouvir o CD. Existem artistas que só têm seu trabalho completo com um todo; um álbum não basta para compreender toda a magnitude de sua arte, é necessário ver os clipes, performances, shows, entrevistas. Com Born to Die é o contrário, é um trabalho autossuficiente que não precisa de mais nada além da música de Lana. O necessário é apenas aprender a admirar a grandeza desse trabalho magnífico.


Por Leo 1 comentário

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1 Comentou para “Lana Del Rey – Born To Die”


G
1. Kée • 05-03-2012 às 12:40 am

Li sobre esse álbum em outro blog também, pelo visto agradou a muitos rssr eu nem conhecia!







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