
Finalmente, a tão esperada transformação da Cure Sword foi mostrada! O episódio 06 veio cheio de ótimas surpresas e um desenvolvimento bem interessante da Makopi.

Como uma idol, Makopi deve fazer diferentes tipos de programas. Sua empresária decide colocá-la em um programa de culinária, e como já deu pra ser notado, a sua empresária é também uma grande mentora, uma mãe, uma protetora para a Makopi, então ela não fez isso somente para promovê-la como idol, mas também para que ela pudesse fazer algo mais leve e com menos responsabilidade, afinal ela leva cantar muito a sério. Preciso confessar que fiquei um pouco surpreso, eu achei que ela só cantasse para encontrar a princesa, algo meio como foi com as Starlights em Sailor Moon Stars, que se tornaram artistas para ficarem famosas e serem reconhecidas mais facilmente pela princesa, mas a Makoto é diferente. Ela canta para que seus sentimentos cheguem à princesa que ela procura, mas no meio do caminho ela aprendeu o quanto é importante valorizar seus fãs e passar seus sentimentos a eles também. Confesso que fiquei surpreso com as cenas mostrando um pouquinho do passado dela como música aqui na Terra, e ainda mais com ela cantando para a Princesa como Cure Sword (já consigo ver os shippers loucos com essas duas)!

A transformação dela foi bem… estranha. Ela parece nervosa por toda a transformação, como se estivesse odiando todo aquele brilho, aquele glitter, aquele luxo… Não combina com ela! hahaha Mas mesmo assim, adorei a pose final. E também gostei que as quatro finalmente se uniram e provavelmente vão lutar juntas daqui pra frente. Outro detalhe que eu adorei foi a Davi finalmente mostrando sua real identidade, tá que não era uma surpresa, mas uma mascote ter a forma humana de uma mulher adulta é bem interessante pro universo de PreCure em geral. Não gostei do monstro da semana, já estou sentindo falta de grandes lutas, essa temporada teve poucas e as Cures ainda não mostraram seu verdadeiro potencial (principalmente a Diamond e a Rosetta), então quero logo que isso mude.

Quando o Ira apareceu para criar o Jikochu da semana, eu achei muito estranho, afinal foi o Bel quem disse que iria tomar conta disso… Já dá pra imaginar a minha cara quando aconteceu a cena final do episódio, né? O Bel é demais! Aliás, estou gostando de todos os três vilões dessa fase. O próximo episódio vai ser muito bom, promete ser um daqueles bem épicos que surgem no meio das temporadas, mas que dessa vez vai vir no começo. DokiDoki até agora não parou, desde o primeiro episódio trazendo mais e mais surpresas, não deixando a história ficar desinteressante em nenhum momento, e isso está sendo seu maior trunfo até o momento. Temos mais de 40 episódios pela frente, mas esse começo está sendo magnífico, espero que não percam muito o fôlego e consigam levar a história bem até o final.
(Como de costume, o Aenianos já legendou o episódio! Quem ainda não viu, corre lá!)

A grande idol Kenzaki Makoto, também conhecida por Makopi, vai ganhando cada vez mais espaço na série. A Mana, nossa protagonista, é uma grande fã dela, e quando elas descobriram que Makopi é a Cure Sword… Já dá pra imaginar a empolgação dela, né? Alice mais uma vez mostra o poder que uma herdeira de família rica tem, e com isso elas conseguem se aproximar da Makoto nos bastidores de um programa de TV. Aliás, o diálogo entre a Makoto e a Mana foi uma das minhas partes favoritas do episódio. Ela é uma garota que faz de tudo para ajudar os outros, mas muitas vezes isso pode acabar atrapalhando, e a Makoto conseguiu deixar isso claro para ela em poucas palavras. É bom ver esses protagonistas exageradamente altruístas aprendendo que as coisas não são tão simples assim.

Nesse episódio, Makopi fez uma performance de seu single, achei a música bem gostosa, com certeza ela tocará diversas outras vezes na série. Também foi mostrado um pouco do percurso da Makopi em sua carreira, o que foi bem interessante e deixou a personagem mais rica, aumentando ainda mais a vontade de conhecermos a história também por trás da Cure Sword. A breve historinha da idol invejosa também veio a calhar com o tema do episódio, afinal esse é um universo bastante concorrido. Não foi dessa vez que vimos a transformação da Cure Sword, mas o mistério é o que está deixando a personagem cada vez mais interessante, então não posso reclamar disso. E teve cena mais fofa que a Davi deixando a cartinha pra Mana? Já ficou mais do que óbvia a sua identidade, né?

Hoje, 08 de março, comemora-se o dia internacional da mulher. É um dia extremamente importante para discussão, reflexão e luta, mas o que mais se vê hoje em dia, infelizmente, é um monte de piadinha, flores e bombons sendo entregues, mulheres sendo premiadas com um dia no salão de beleza, etc… Mas não vou me ater a isso no post, portanto sugiro um ótimo texto nesse blog da Aline Valek, é do ano passado mas vale muito a leitura. Quero falar um pouco aqui sobre a figura feminina no anime Queen’s Blade, que explora exageradamente a figura feminina.
Não é muito difícil de perceber que a retratação da mulher da mídia é longe de ser a ideal, mas quando se trata de publicações voltadas ao público jovem, principalmente masculino, isso é ainda pior. Muitos animes exploram, muitas vezes de forma exagerada, o corpo feminino. Talvez Queen’s Blade seja o maior exemplo disso. As mulheres lutam e as armaduras quebram, as roupas rasgam, e, obviamente, deixam as partes íntimas à mostra. Isso sem contar inúmeras situações bastante sugestivas enquanto elas seguram armas, ficam sujas, amarradas, etc. Por que então achei relevante trazer essa discussão pra cá?

Acompanho animes e mangás já faz um bom tempo, então vi muita coisa. Muitos shonens trazem mulheres extremamente poderosas, mas também bastante sexualizadas e quase sempre secundárias, no sentido de estarem ali ou para servirem de par romântico ou para ajudar o protagonista em sua busca. A Tsunade, de Naruto, por exemplo, tem uma força tremenda, é absurdamente forte e ainda comandou Konoha por um tempo; mas lógico que ela deveria ter um belo par de peitos e uma aparência que não condiz com a sua idade verdadeira, afinal mulher tem que ser bonita. Unohana, a grande promessa de Bleach, prometia ser uma das shinigamis mais fortes da Soul Society, mas toda sua força só serviu de degrau para que um homem pudesse se tornar ainda mais forte. O jogo Skullgirls é composto apenas por lutadoras femininas, mas nenhuma parece estar ali por vontade própria, quase sempre há uma figura masculina por trás dizendo o que elas devem fazer. Poderia me alongar nos exemplos, mas acho que esses mostram bem o que eu quis dizer.
Daí surge Queen’s Blade. Talvez o anime que traga a maior carga de fanservice, o que mais sexualiza as suas personagens. Mas há um aspecto extremamente peculiar sobre ele. Sim, as personagens estão ali para servirem de desejo sexual aos seus espectadores. Mas qual a diferença deste para as outras obras do mesmo gênero? Em Queen’s Blade, as garotas lutam em um torneio para decidir qual será a nova Rainha. Mas o primeiro detalhe começa aí: não há um Rei, é a Rainha que governa Gainos, sozinha. Só mulheres participam do torneio e nenhuma delas está ali a mando de algum homem, cada uma tem suas próprias razões e vontades, e nenhuma tão esdrúxula quanto ficar forte para ser notada pelo homem mais popular. Sim, elas são extremamente sexualizadas, mas têm vontade própria, são fortes, têm o comando de suas vidas, não se escondem atrás de personagens masculinos, são heroínas, são vilãs, são determinadas. Isso é raríssimo de se ver em obras voltadas para o público masculino, e eu nunca vi nenhum fã da série reclamando desse aspecto das personagens. Não estou questionando a qualidade da obra, a primeira temporada é péssima e a história não vai a lugar algum, apesar de eu achar que ela evoluiu muito na segunda temporada e se tornou uma boa série (ainda não vi a terceira), só achei importante ressaltar esse ponto. É até estranho ver uma série que se foca em sexualizar tanto suas personagens possa até trazer uma carga boa e interessante de mulheres fortes. Ainda torço para que surja uma boa obra de ação com foco em personagens femininas, mas até lá, até que dá para ir me divertindo com Queen’s Blade.

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