Filme: Em um bairro de Nova York

Em um bairro de Nova York (In the Heights)
2021
(4/5)

Antes de mais nada, me desculpem, mas eu só consigo chamar esse filme de In the Heights, que é o nome original em inglês e também o nome do musical que inspirou o filme. Já tinha ouvido falar do musical antes, mas só este ano tive conhecimento da história dele e me encantei. Por isso fiquei com receio de assistir ao filme e achar estranho.

Eu tenho medo de adaptações de peça da Broadway para o cinema, mas acredito que funcionou muito bem para Em um bairro de Nova York.

O filme conta a história de uma comunidade latina na periferia de Nova York e vemos alguns dias na vida dos moradores de Washington Heights. Os dias que antecedem e os dias do blackout.

A história é contada pelo protagonista Usnavi (Anthony Ramos), dono da mercearia local, mas todos os moradores tem seus momentos de destaque. Ao longo da trama, cada personagem apresenta seu sonho (sueñito).

Nina (Leslie Grace), a filha do dono da empresa de táxi, foi a primeira latina a sair da comunidade e ir para a universidade e agora está voltando para casa de férias e tem um recado difícil para dar ao pai e aos vizinhos.

Vanessa (Melissa Barrera) sonha em morar no centro e ser uma grande estilista.

Benny (Corey Hawkins) trabalha para o Sr. Rosario, pai de Nina e sonha em se casar com ela.

Sonny (Gregory Diaz IV) é um jovem estudante quer seus documentos para conseguir fazer faculdade.

O sonho de Usnavi é voltar para a República Dominicana e reabrir o bar de seu falecido pai.

Todas essas histórias se encontram na comunidade e ao redor da relação que criaram com a Abuela Claudia (Olga Merediz), uma das primeiras imigrantes do bairro.

Além dos sonhos, o filme também trata de forma leve de temas como a imigração, precariedade de condições de vida na periferia, processo de gentrificação e preconceito.

Mas com as músicas que grudam na cabeça e o cenário coloridíssimo deixam tudo bem tranquilo. Lin-Manuel Miranda nos leva para dentro do bairro e da vida dos personagens com as canções e ao final do musical também temos o sentimento de pertencimento.

Eu gostei, mas tem que levar em conta que é um musical (muita gente não gosta desse estilo de filme). E que é um filme baseado em uma peça da Broadway. Eu sempre acho que adaptações não são fiéis e uma coisa ou outra no original podem ser melhores. Alguns detalhes eu acho que funcionam na linguagem do teatro, mas quando eu vi como filme já comecei a questionar.

Também vi que nem todas as músicas da peça estão no longa.

E tem cena pós-crédito. Não deixem de assistir.

Onde ver? HBO Max.

Ficha Técnica

  • Roteiro: Quiara Alegria Hudes
  • Produção: Anthony Bregman, Lin-Manuel Miranda, Mara Jacobs, Scott Sanders
  • Duração: 142 minutos
  • Classificação: 12 anos
  • Gênero: Comédia, Drama, Musical
  • Elenco: Anthony Ramos, Corey Hawkins, Gregory Diaz IV, Leslie Grace, Melissa Barrera, Olga Merediz, Lin-Manuel Miranda
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Ordem Cronológica Marvel

Assim que eu postei a review de Viúva Negra eu percebi que eu assisti a todos os filmes da Marvel inúmeras vezes. Tanto na ordem de lançamento, quanto na ordem cronológica, mas não escrevi sobre todos aqui. Então vou resolver isso logo e escrever sobre todos.

Para tanto, terei que reassistir tudo novamente, mas dessa vez não farei sozinha. Criei um grupo para o blog no Telegram e toda semana vamos assistir a um filme e conversar sobre ele. Após a conversa, eu deixo meu post aqui para a eternidade.

A ordem cronológica dos filmes é:

Após os filmes entramos com as séries, mas em ordem em que foram lançadas mesmo.

Séries

  • WandaVision
  • Falcão e o Soldado Invernal
  • Loki
  • Gavião Arqueiro

Pretendo já começar a maratona esse mês. Quem estiver no grupo vai me ver reclamando em primeira mão quando eu tiver que assistir filme solo de um ou outro super herói porque acho chatíssimo, mas preciso preencher as lacunas e gastar quase 2h da minha semana com o sortudo (para não dizer outra coisa) que caiu no MCU por acaso.

E sim, vamos assistir Viúva-Negra mesmo com resenha aqui no blog. Yay!

Quem embarca comigo nessa? Separa a pipoca e o tempinho semanal para os maiores heróis do universo e vamos nessa. Se você não entende nada de filmes de ação e super heróis ou do Universo Marvel também não tem problema, o intuito é apenas se divertir e comentar o que gostou e o que não gostou (falar que acha o Thor gostoso é comentário de qualidade e extremamente válido, ok?).

As datas e horários de discussão dos filmes a gente conversa no grupo do Telegram. Já tenho os dias e horários em mente, mas vai depender também da agenda dos participantes e podemos alterar isso.

Só vem comigo e vamos nos divertir. Semana que vem já tem discussão de Capitão América: O Primeiro Vingador.

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Livro: Coroa da Meia-Noite

Coroa da Meia-Noite (Trono de Vidro 2)
(4/5)
Sarah J Maas
406 páginas
2014
Compre aqui


Coroa da Meia-Noite é o segundo livro da série Trono de Vidro. Após vencer a competição, Celaena Sardothien se torna a assassina real e se livra da escravidão das Minas de Sal de Endovier. Mas a melhor assassina de Adarlan não é tão leal assim à coroa, seu maior desejo na verdade é ser livre e fazer justiça.

Surge boatos de uma conspiração contra o rei e ele a manda eliminar os traidores. No entanto, Celaena começa a investigar quem faz parte dessa conspiração antes de matá-los e acaba descobrindo uma trama perigosa cheia de segredos e mistérios.

Enquanto tudo isso acontece, a relação entre ela e o capitão Westfall se intensifica ao mesmo passo que ela se afasta do príncipe Dorian, que também está imerso em seus próprios conflitos internos.

Celaena vê na princesa Nehemia uma amiga e conselheira, mas as duas acabam divergindo em algumas coisas e Celaena decide guardar segredo sobre diversos assuntos a fim de preservar a princesa.

Mas as ameaças se intensificam e o perigo está cada vez mais próximo.

Em um reino onde a magia foi banida há muito tempo coisas estranhas e mágicas podem acontecer e a resposta para tudo parece estar atrás da próxima porta.

Significa que ele tem pouco a perder e muito a ganhar. Isso torna as pessoas perigosas. Impiedosas. Ele o usará se puder.

O livro não me prendeu no início e tem algumas partes enroladas, mas já entendo que faz parte da narrativa da Sarah e nos momentos que fico com raiva porque tudo o que acontece no capítulo é Ligeirinha se enroscar nas cobertas de Celaena eu respiro fundo e penso “vai valer à pena“. E sempre vale.

Eu fiquei com ódio da Sarah ter matado um personagem neste livro. Porque tem umas pessoas que não fizeram nada de útil, atrasaram a vida da Celaena e continuaram vivas, mas a Sarah tinha que matar aquela pessoa, né?! Eu entendo pelo contexto e desenvolvimento, mas é injusto!

Pelo amor de Deus, mulher! Tinha gente pior para morrer! Tinha gente que não merecia se safar!! (se você leu o livro, comente com aviso de spoilers se sua indignação é a mesma que a minha).

Uma criança mimada era bem fácil de lidar, mas um líder mimado e cruel seria outra questão totalmente diferente.

E eu amei ver a construção do universo da Sarah, trazendo a magia aos poucos, mencionando os feéricos e jogando a bomba no final. Simplesmente fantástico ver como essas coisas foram construídas, principalmente quando a gente já leu as outras obras da autora e sabe aonde ela chegou e como ainda tem coisa para avançar no tema.

Wyrd governa e constitui a fundação deste mundo. Não apenas de Erilea, mas de toda vida. Há mundos que existem além de seus conhecimentos, mundos que jazem uns sobre os outros e não sabe. Neste momento, você poderia estar de pé no fundo do oceano de outra pessoa. Wyrd mantém esses reinos separados.

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