Filme: Homem de Ferro 3

Homem de Ferro 3 (Iron Man 3)
(4/5)
2012

Desde o ataque dos chitauri a Nova York, Tony Stark (Robert Downey Jr.) vem lidando com dificuldades para dormir, além de terríveis ataques de ansiedade. Ele teme não conseguir proteger sua namorada Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) dos vários inimigos que passou a ter após se tornar o Homem de Ferro. Um deles, o Mandarim (Ben Kingsley), decide atacá-lo com força total, destruindo sua mansão e colocando a vida de Pepper em risco. Para enfrentá-lo Stark precisará ressurgir do fundo do mar, para onde foi levado junto com os destroços da mansão, e superar seu maior medo: o de fracassar.

Acho que o que eu gostei em Homem de Ferro 3 foi que eles buscaram uma história lá de 1999 e inseriram na narrativa atual. E tudo para quê? Isso mesmo, vender ingresso de cinema. Acredito que para o MCU em si, esse filme é o menos relevante, com exceção da cena pós-créditos com o Banner, o que acontece aqui, basicamente é relevante para a história do Tony e da Potts e só. Pode-se dizer que é o filme mais fraco da Marvel.

Gostei de ver o Tony Stark mais vulnerável e perdendo todo o superego dele. Porque o maior defeito dele é justamente esse superego inabalável e quando ele perde isso, ele fica mais humano e próximo da realidade.

Não sei se o vilão era óbvio demais, mesmo colocando toda aquela atmosfera mística em torno do Mandarim, ou se eu já assisti a este filme mais vezes do que o recomendado, mas chega um momento que eu acho até chato quando o Mandarim fake assume que é só um ator e o Tony descobre quem é o verdadeiro.

Eu gostei muito do relacionamento que o Tony criou com o garotinho, achei fofo. O menino é super esperto e os dois juntos rendeu ótimas cenas.

O filme tem mais cenas de comédia e perdeu um pouco do rock and roll e eu não sei se eu gostei disso. Homem de Ferro era o Vingador com as melhores músicas, a troca da trilha sonora me incomodou um pouco. Já a comédia eu achei que em alguns momentos foi legal, mas acho que ela tem mais lugar nos filmes do Thor.

Mesmo assim, isso tudo dá para relevar, o problema mesmo é o final. Algumas coisas ficaram tão confusas que eu precisei procurar na internet depois para ter certeza.

  1. Ele disse que iria curar a Potts e de fato faz isso. Mas como ele faz isso? Cadê o passo a passo? Como eu faço em casa com um tutorial de 2 minutos, uma garrafa pet, vinagre e bicarbonato?
  2. Por que só agora ele decide fazer a cirurgia se o tempo ela era viável?

Aí tem a cena pós-crédito e ele está contando tudo o que aconteceu no filme com o Banner e só? Mano, o que aconteceu aqui? Alguém me explica?

É divertido para ver os efeitos especiais, as armaduras, o Robert Downey Jr. e a Gwyneth Paltrow em cena, mas só. (Falando em Gwyneth Paltrow, achei incrível ela na última cena acertando com força e matando o cara sozinha. Isso aí, garota!)

Vamos recuperar o tempo de história perdido assistindo a Thor Mundo Sombrio e saber o que aconteceu com Loki depois que ele foi levado embora da Terra.

Ficha Técnica

  • Direção: Shane Black,
  • Roteiro: Shane Black, Don Heck, Drew Pearce, Jack Kirby, Larry Lieber, Stan Lee
  • Produção: Jon Favreau, Kevin Feige
  • Duração: 130 minutos
  • Classificação: 12 anos
  • Elenco: Robert Downey Jr., Don Cheadle, Ben Kingsley, Guy Pearce, Gwyneth Paltrow, Jon Favreau, James Badge Dale, Rebecca Hall, Stephanie Szostak, Mark Ruffalo
Continue Reading

Filme: Todos Estão Falando Sobre Jamie

Todos Estão Falando Sobre Jamie (Everybody’s Talking About Jamie)
(5/5)
2021

Disponível no Amazon Prime

Todos Estão Falando Sobre Jamie é uma adaptação do musical homônimo, que conta a história do adolescente britânico de 16 anos Jamie New. Ele se sente muito deslocado porque tem um sonho singular: ele deseja se tornar uma drag queen e fazer disso sua profissão. Jamie não sabe como será seu futuro, mas uma coisa é certa: ele será uma sensação! Incentivado por sua mãe e seus amigos maravilhosos, o jovem vai enfrentar inúmeros preconceitos, superar intimidações para finalmente sair das sombras e revelar ao mundo quem ele realmente é. O musical (e o filme) é baseado em uma história real.

Desde que eu descobri esse musical (quando eu fui pra Londres em 2019), que eu chamo ele de Jamie. Eu nem sabia do que se tratava, mas fiquei curiosa só de ver o cartaz. Por que estavam falando de Jamie? Mas eu só descobri o mundo de bootlegs (gravações ilegais de musicais e peças) recentemente e o tempo para assistir estava curto. Como eu sabia que o filme estava para sair, decidi esperar e foi uma decisão acertada.

Diferentemente de In The Heights, que eu sabia que era um musical da Broadway e eu ficava o tempo todo tentando imaginar como deveria ser as cenas no palco, com Jamie eu não fiz isso em nenhum momento. Obviamente que não dá para esquecer que se trata de um musical porque as músicas estão presentes o tempo todo, mas claramente houve uma mudança dos palcos pensando no audiovisual e funcionou muito bem.

É uma história linda e emocionante. Jamie é um adolescente gay de 16 anos que sofre bullying na escola por ser quem ele é. Mas isso não o diminuiu. Incentivado por sua mãe amorosa e seus amigos ele nutre seu sonho de ser drag queen.

A decisão de ir montado para a festa de formatura acontece no aniversário de 16 anos dele, quando ele é presenteado por um maravilhoso par de sapatos de salto. Então ele toma a decisão de ir de fazer seu debut na festa de formatura, então ele sai para procurar um vestido para combinar com o sapato e entra em uma loja de uma diva drag que o incentiva a performar antes da festa, para ele ir treinando.

Ele faz seu show de estreia e vira assunto na escola.

Para encarar a vida real, ele precisa tirar forças de todas as lições que aprendeu no palco.

O musical não tem nenhuma música mais cativante ou chiclete, mas são todas maravilhosas e a mensagem que passa é linda.

Eu me apaixonei totalmente pela melhor amiga dele (Pritti) e pela mãe (a música He’s my boy é perfeita demais).

Quem assistiu à peça e ao filme disse que teve algumas mudanças e que o filme ficou melhor. Acho que vale à pena conferir.

Ficha Técnica

  • Direção: Jonathan Butterell
  • Roteiro: Dan Gillespie Sells, Tom MacRae
  • Produção: Arnon Milchan, Mark Herbert, Peter Carlton
  • Duração: 115 minutos
  • Gênero: Drama, Musical
  • Elenco: Max Harwood, Lauren Patel, John McCrea, Richard E. Grant, Noah Leggott, Charlotte Salt, Sarah Lancashire, Ralph Ineson, Samuel Bottomley, Shobna Gulati
Continue Reading

Filme: Os Vingadores

Os Vingadores (The Avengers)
(5/5)
2012

Loki (Tom Hiddleston) está de volta à Terra. Desta vez, enviado pelos chitauri, uma raça alienígena que pretende dominar os humanos. Com a promessa de que será o soberano do planeta, Loki rouba o Tesseract dentro de instalações da S.H.I.E.L.D. e, com isso, adquire mais poderes. Loki os usa para controlar o dr. Erik Selvig (Stellan Skarsgard) e Clint Barton/Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), que passam a trabalhar para ele. No intuito de contê-los, Nick Fury (Samuel L. Jackson) convoca um grupo de pessoas com grandes habilidades, mas que jamais haviam trabalhado juntas: Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Bruce Banner/Hulk (Mark Ruffalo) e Natasha Romanoff/Viúva Negra (Scarlett Johansson). Só que, apesar do grande perigo que a Terra corre, não é tão simples assim conter o ego e os interesses de cada um deles para que possam agir em grupo.

Depois dos filmes solos, com no máximo a participação de um no filme do outro, finalmente, temos Os Vingadores unidos e só por este motivo eu dou a nota máxima para o filme. Mas toda enrolação que temos em alguns filmes solo culminam para isso.

É bem interesse ver o mundo em colapso e ainda assim, os maiores super-heróis da Terra brigando entre si por uma questão de ego. E quando se juntam, o Capitão que eu achava chatíssimo lá no primeiro filme, fica ainda mais chato e o Homem de Ferro com o ego maior do mundo, fica ainda mais centrado. Aí em Guerra Civil você escolhe um lado e não pode ser nem ser julgada por isso.

Loki continua sendo o melhor vilão e com as melhores tiradas. As cenas cômicas estão na dose certa, bem balanceadas com toda a ação que o filme pede e toda a complexidade necessária para explicar a junção dos heróis.

Amo tanto o Mark Ruffalo como Hulk que eu até finjo que ele sempre esteve no papel. Ele é apenas perfeito. E tudo no Hulk melhorou desde o filme solo. Os efeitos da transformação ficaram ótimos e menos bizarros.

Antes de eu conhecer a história toda, ou seja, na época em que Os Vingadores foi lançado, eu até shippava a Natasha com o Barton (sim, foi um choque quando eu descobri que ele tinha uma família). Mas esses dias eu vi uma “arte” por aí das pessoas que shippam a Natasha com o Banner e basicamente, a princesa Fiona (de Shrek) é “filha” deles na teoria: verde e ruiva. Agora eu não consigo mais ver o Hulk e a Viúva Negra juntos sem lembrar da Fiona e ter vontade de rir.

De nada por ter estragado essa imagem para vocês também.

Mas continuando a falar sobre Os Vingadores, eu só achei estranha a fala do Fury sobre a iniciativa ter surgido quando Thor veio do espaço e trouxe os inimigos junto. Porque: 1. Ele já estava pensando em recrutar o Tony Stark antes do Thor chegar (na verdade, as coisas estavam acontecendo simultaneamente) e 2. Ele sabia que a Terra era vulnerável quando conheceu a Carol lá nos anos 90.

Isso corrobora o fato de que Fury é um mentiroso e que fala qualquer baboseira para conseguir o que quer (ou também um pequeno furo no roteiro já que Capitã Marvel é só de 2019).

Fiquei triste pela morte do Coulson, eu gostava dele, mas até mesmo a cena da morte dele foi ótima.

Agora mais trocentos filmes solo antes de todo mundo reunido de novo. Odin, dei-me paciência! Amém.

Entrem no Telegram para a gente conversar mais e assistir juntos aos filmes.

Ficha Técnica

  • Direção: Joss Whedon
  • Roteiro: Joss Whedon, Zak Penn
  • Produção: Jon Favreau, Kevin Feige
  • Duração: 142 minutos
  • Classificação: 12 anos
  • Elenco: Tom Hiddleston, Stellan Skarsgard, Chris Hemsworth, Jeremy Renner, Samuel L. Jackson, Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Clark Gregg, Gwyneth Paltrow
Continue Reading