I was born this way?

Não, eu não vou falar da Lady Gaga, nem adianta continuar a ler se vc quer saber dela. Vou falar de mim e de como eu me sinto.

Sendo bem direta: eu tenho fobia social. No início achei que era tímida, a vida inteira fui assim. Sempre gostei mais de ouvir e observar do que falar e achava normal. Algumas pessoas amam falar (minha mãe, por exemplo) e outras nem tanto. Até aí tudo bem, timidez é uma característica da pessoa, um pouquinho de timidez é bonitinho, charmoso, mas existe um limite muito tênue entre timidez e fobia social.
Aliás, nem sabia que existe fobia social, nem graus de timidez. Para mim as pessoas eram tímidas e ponto. As situações de timidez poderiam variar, mas para mim o grau era um só.
No primeiro período da faculdade descobri que existia uma doença chamada fobia social, achei interessante, me informei um pouco sobre a doença, li algumas coisas e pensei: “Ahh! Eu não sou assim, minha timidez não me impede de fazer nada.”
E era verdade. Eu tive uma vida normal, fiz várias atividades extra-classe: aulas de dança, teatro, modelo, música, idiomas, oratória. E minha timidez nunca me atrapalhou nelas. Me apresentava em desfiles, desfilava, dançava, sentia um frio na barriga, mas conseguia fazer tudo direitinho. Na escola/faculdade minhas notas eram excelentes, nunca tinha dúvidas nas aulas. Quando saía ficava com os garotos. Consegui um estágio num escritório de advocacia. Fiz entrevista pro estágio e me saí muito bem. Era elogiada no “trabalho”.
Mas eu sempre fui fechada e tímida. Puxar conversa com alguém? Nunca. Perguntar preço em loja? Nem pensar. Fazer um telefone? Jamais!! Não preciso mencionar as situações normais em que ficava mais vermelha que um pimentão ou que tremia mais que vara verde e isso é horrível.
Sem contar o desconforto em fazer atividades sociais. Ir a festas, churrascos, almoçar sozinha em restaurante, entre outras coisas me deixavam mal. Eu não me sentia bem fazer aquilo e me esforçava ao máximo para demonstrar que estava bem e isso leva a exaustão. Chegava em casa cansada e só de pensar em sair de novo me deixava desanimada, pois temia sentir as mesmas coisas de novo.
Com o passar do tempo percebi que esses detalhes me incomodavam (e muito). Como eu conseguiria trabalhar assim? Eu fiz direito e necessito da comunicação nessa área, como eu ia trabalhar se eu não gosto de me comunicar? Minha mãe me perguntava: “por que você não é como as outras garotas que saem por aí, andam na praia e conversam com todo mundo?”. A resposta é óbvia: eu não sou como as outras garotas!
Eu aprendi que eu era assim, era uma característica minha e eu não mudar. “I was born this way…”
Não me preocupava com minha peculiaridade até o Gustavo me fez ver que isso não era normal e me torrou a paciência até eu procurar ajuda. Primeiro ele achava que eu tinha depressão pq eu sou muito sozinha, aí eu googlei sobre a depressão. Não fazia muito meu tipo, eu sou feliz. Me sinto muito bem quando estou no meu cantinho, dentro de casa onde me sinto protegida e não preciso demonstrar à ninguém que estou bem. Não tenho pensamentos melancólicos nem nada disso. Então eu voltei a pesquisar sobre a fobia social. Depois de 5 anos, as informações sobre a doença cresceram. Li vários depoimentos de pessoas que se curaram, fiz testes e desconfiei que podia ter isso.
O segundo passo era procurar um médico. Mas você não acorda um dia e diz para sua mãe: “mãe, vou no psiquiatra, ok?!”
Não vejo nada demais em ir num psiquiatra, mas as pessoas ainda tem preconceito e eu não jogar tudo na minha mãe de uma vez. Ela ia falar que era besteira da minha cabeça. Eu tinha que preparar o terreno antes até ela ver que eu tinha que ir ao médico.
Enquanto isso o Gustavo continuava me forçando a ir no médico… ele foi chato, me fez chorar pq eu sabia que precisava de ajuda – mas não conseguia me mover para isso -, mas foi isso que me encorajou a sair dessa (thank you again).
O problema com as doenças mentais, em geral, é que os sintomas são complexos, não é como uma dor de barriga, que dói e você corre p/ médico e ele te receita um remédio exato para curar aquilo. Nas doenças psiquiatrícas você acha que pode resolver tudo sozinho, acha que está tudo bem, que é normal e quando as coisas estão bem ruims é que você percebe que precisa de ajuda. Com a maioria das pessoas é assim.
Então eu fui no médico, contei minha história toda, desde criança, conversamos bastante. Ele me disse que a timidez na verdade é um tipo de fobia social, a diferença está no grau da timidez. Me receitou 2 comprimidos para eu tomar à noite.
Comecei com os medicamentos e piorei. Os músculos do maxilar ficaram tensos e eu me sentia agitada. Ele me receitou um tranquilizante e eu passei a perder o sono à noite e ter sono durante o dia. Enfim, tudo se transformou num pandemonio. Ao final de 20 dias eu já estava com medo de sair de casa, das pessoas na rua, fiquei paranóica em relação à acidentes de trânsito, assaltos e essas coisas que podem acontecer a qualquer um que sai no portão de casa.
Voltei no médico, ele trocou todos os remédios, conversamos mais, me mostrou que eu não ia melhorar de uma hora para outra, que a mudança era lenta e progressiva e continuei o tratamento.
Nas minhas pesquisas descobri formas de ajudar a tratar como praticar atividades de relaxamento como yoga e pilates e atividades de convívio social como teatro.
Procurei uma escola de teatro o mais rápido possível e iniciei as aulas. Ainda não consegui começar a yoga/pilates, mas pretendo iniciar em breve.
Notei que comecei a melhorar com os novos medicamentos, me sinto mais segura. Consigo conversar com os vizinhos (o que eu não fazia antes), com os vendedores em lojas, chamo os garçons e faço meu pedido quando estou em restaurantes e pequenas coisas assim.
Meu médico me falou para traçar um plano de onde eu quero chegar e começar a reparar de onde eu estava e quando eu consegui evoluir. O importante é sempre olhar de onde eu saí, que aí eu posso reparar nas mudanças que tive. Eu sei que o caminho é longo, mas prefiro não olhar para frente. Falo para mim que em 2 anos me livro disso para ela ter noção de que vou ter que tomar os medicamentos por um bom tempo, mas não tenho a menor ideia de quando vou parar com eles e me sentir bem a continuar o processo sozinha.
Eu gosto que do meu médico porque ele sempre me encoraja a fazer atividades coletivas como o teatro, curso de idiomas… a escrever no diário para ver minha evolução e coisas assim.
O tratamento é bem simples, 3 comprimidos à noite e retorno no médico a cada 45/50 dias para ver a evolução.
Antigamente na psiquiatria não existia diferença entre a fobia social e o transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Hoje existe essa divisão, mas o tratamento é o praticamente o mesmo os medicamentos são os mesmos (antidepressivos, estabilizadores de humor e tranquilizantes). O exemplo do TOC é mais fácil de perceber como funciona a evolução: a pessoa com TOC que toma banho 20 vezes por dia, aos pouco vai diminuindo a quantidade de vezes que toma banho e quando se der conta, estará se banhando apenas duas vezes ao dia. Com a fobia social acontece o mesmo. A pessoa não percebe a mudança acontecendo, mas quando olhar para trás verá que mudou e que não sente mais o que sentia.
Parabéns a quem conseguiu ler até aqui! Não queria escrever sobre algo pessoal assim, mas agora me sinto segura em relação a isso e acho que pode ser bom para encorajar outras pessoas a seguirem o meu caminho. Nem sempre o que vc acha que é timidez pode ser. Tente dar uma olhada abertamente na outra possibilidade, as pessoas vão te dizer que é normal se sentir assim ou assado, mas siga seus instintos e veja onde o seu calo dói.

Continue Reading

The Vampire Diaries

A série teve estréia no dia 10 de setembro de 2009 nos Estados Unidos, e é baseada nos livros de L. J. Smith está fazendo sucesso. Aqui no Brasil, é a Warner Channel (canal pago) que faz a transmissão aos fãs brasileiros. O canal aberto SBT tem prometido a exibição da série desde o segundo trimestre de 2010.

Sobre a série:

Sinopse do episódio piloto: quatro meses após o trágico acidente de carro que matou seus pais, Elena Gilbert, que tem 17 anos, e seu irmão, Jeremy, que tem 15 anos, ainda estão aprendendo a lidar com o luto e tocar suas vidas adiante.
Elena sempre foi a “garota perfeita”: popular, bonita, e cheia de amigos. Mas agora ela precisa aprender a esconder sua tristeza do mundo. Quando o novo ano escolar começa, Elena e suas colegas ficam fascinadas por um misterioso e charmoso novo colega, Stefan Salvatore.
Stefan e Elena imediatamente se aproximam, sem que a garota saiba que Stefan é um vampiro com centenas de anos de idade, lutando por uma vida pacífica entre os humanos, enquanto seu irmão, Damon, é a personificação da violência e brutalidade dos vampiros.
Agora esses dois irmãos vampiros – um bom, um mau – estão em guerra pela alma de Elena e pelas almas de seus amigos, família, e todos os habitantes da pequena cidade de Mystical Falls.

Elenco e direção:
Diretor: Marcos Siega.
Roteiro: Julie Plec e Kevin Williamson.
Elenco: Nina Dobrev (Elena Gilbert/Katherine)
Paul Wesley (Stefan Salvatore)
Ian Somerhalder (Damon Salvatore)
Steven R. McQueen (Jeremy Gilbert)
Sara Canning (Jenna Sommers)
Katerina Graham (Bonnie Bennett)
Candice Accola (Caroline Forbes)
Zach Roerig (Matt Donovan)
Michael Trevino (Tyler Lockwood)
Kayla Ewell (Vicki Donovan)
Chris William Martin (Zach Salvatore)
Benjamin Ayres (Mr. Tanner)
Chris J. Johnson (Logan Fell)
Marguerite MacIntyre (Sheriff Forbes)
Jasmine Guy (Sheila, avó de Bonnie)
Rob Pralgo (Charles Lockwood)
Susan Walters (Sra. Lockwood)
Matt Davis (Alaric Saltzman)

Crédito: Diários do Vampiro

Opinião


(3/5)
Depois de ler o primeiro livro eu quis saber mais sobre a série, afinal de contas já vi vários comentários positivos e pessoas viciadas em TVD.
Corri para baixar a primeira temporada completa, afinal de contas, se é para ver, que seja a série completa, ou pelo menos uma temporada.
Assisti ao primeiro episódio e não consegui ter uma noção muito eficaz da série, então decidi assistir a mais um episódio para então dar um parecer melhor.
Em primeiro lugar, a série não tem nada a ver com o livro. É bem diferente, com personagens diferentes e várias coisas que não lembram em nada o livro.
Só li um livro e assisti a dois episódios da série, mas posso dar um parecer bastante sensato.
Achei o livro bem melhor que a série, talvez por ter lido antes de assistir. Na verdade, não achei a série grandes coisas. Me decepcionei um pouco com a série, pensava que fosse melhor devido aos comentários. Sei lá, esperava mais ação, cenas mais fortes, mas é meio paradinha, algumas partes são bem boring, posso dizer que é boazinha. Mas nada excepcional.
Não gostei da mudança no visual e na vida da Elena e de como é o relacionamento de Stefan e Damon desde o início da série, achei estranho demais. Melhor dizendo, achei estranho o relacionamento de todos os personagens, achei que fico meio forçado e sem explicação. Eu achei isso melhor trabalhado no livro.
Como rolou essa atração e aproximação súbida entre Elena e Stefan?
Qual o problema do Matt com a Elena?
Não gostei disso. Achei que ficou meio perdido. Mas como eu disse, deve ser pq eu li o livro primeiro.
O ponto positivo é ter vampiros maus, que mal conseguem controlar seus instintos. Eu gosto disso. Vampiros “vegetarianos” são sem noção demais para mim.
A série é razoável, o Stefan e o Damon são lindos *-* e acho que por eles vale a pena assistir à série.
Damon todo bad guy é sexy, mas como prefiro os mocinhos, ficaria fácil com o Stefan.
Talvez continue assistindo, mas não foi algo que me conquistou e me fez viciar.
Prefiro o livro e quero ler a coleção inteira, mas a série ainda não estou certa se continuo assistindo ou não, vou assistir a mais alguns episódios e vê se consigo gostar mesmo, caso contrário abandono pra lá.

Continue Reading

Diários do Vampiro – O despertar

L. J. Smit
(4/5)
Sinopse: O triângulo amoroso mais assombroso de todos. Dois irmãos vampiros, um bom e outro maligno, estão apaixonados pela mesma humana. Stefan conhece Elena e se apaixona por ela instantaneamente, mas jura nunca se aproximar dela por causa de seu segredo sombrio. No entanto, Elena jura conquistar Stefan – ou morrer.
“O Despertar” é o primeiro livro da série, originalmente publicado em 1991. Chegou ao Brasil pela Editora Galera Record em 28 de agosto de 2009.
Best seller da série Diários do Vampiro, chegou a ficar mais de 15 semanas na lista de mais vendidos do New York Times.
Opinião: Que livro bom! Sempre quis ler por causa do modismo que envolve a série, mas ninguém tinha pra me emprestar e os livros custavam caro, aí consegui uma promoção no Submarino e trouxe os 4 volumes pra casa por um preço bem amigável.
Tudo bem que fala do romance de um vampiro que se passa por adolescente e evita beber sangue humano com uma adolescente humana e essa baboseira toda que já estamos acostumados a ver por aí, mas a narrativa é muito boa!
A Elena não é uma protagonista bobinha e indefesa, pelo contrário, é forte, determinada, sedutora e valente. Ela é meio inocente em relação à Stefan, mas acho que qualquer menina seria, por não saber o segredo dele.
Eu gosto de vampiros de verdade que são maus, bebem sangue humano e não têm piedade de ninguém, mas Diários do Vampiro conseguiu superar o preconceito que Crepúsculo me fez ter por esses romances entre aberrações e humanos.
E o final é bom também, dá vontade de ler correndo o próximo volume p/ saber o que vai acontecer depois *_*
É, o problema é entre a Stephanie Meyer e eu, não com esses tipos de romances.
Se vc é do tipo que odiou Crepúsculo com todas suas forças, como eu, dê uma chance à Diários do Vampiro, é bom, muito bom, eu garanto.

Continue Reading