• 10 anos

    Ainda lembro exatamente do dia em que decidi criar o Polypop. Eu sempre tive blogs. Minha diversão da adolescência era criar layouts no Photoshop, montar no FrontPage e colocar um tema novo no ar a cada semana. Desde 2001 estou na blogsfera acompanhando o crescimento e mudanças.
    Ter domínio próprio antigamente era um luxo. Em 2004 ou 2005 eu comprei um domínio para um fã-clube da Hilary Duff (Duff-Stuff), que eu tinha e usava o blog em um espacinho ali como subdomínio. Mas não estava dando conta da faculdade e do fã-clube. Então meus dias de subdomínio estavam contados. Decidi comprar um domínio próprio com hospedagem própria para o meu blog. Inspirações de vários lados, muitas ideias na cabeça e comprei o polypop.net.
    Lembro claramente do dia: 12 de novembro de 2007, uma manhã ensolarada. A aula tinha acabado, eu estava na sala de informática da faculdade esperando o horário de ir para o estágio (meus últimos dias de estágio). Entrei no site do Prelude e contratei tudo o que precisava. À tarde passei no banco para pagar a fatura e de noite, quando cheguei em casa, tudo estava certinho, me esperando.
    Foi só o tempo de organizar o layout, as páginas e saber o que escrever (escrever o primeiro post é a pior coisa da vida!) e eu coloquei o blog no ar com o primeiro post em 17 de novembro de 2007.
    Esses últimos 10 anos foram de crescimento. Tanto meu quanto do blog. Comecei em uma época em que o importante era apenas se divertir e compartilhar suas experiências. Por mais que nesse tempo a blogosfera tenha mudado, eu tentei manter o meu ritmo. Fui me adaptando, mas acho que a essência (ser um blog pessoal) continuou.
    Já pensei em desistir, já quis recomeçar (com outro nome, outro domínio, outro conteúdo), mas no fim das contas acho que o que realmente importa é a vivência desses anos. Conheci pessoas, fiz amigos, cometi erros e aprendi pra caramba. E pelo saldo positivo continuamos por aqui pela próxima década.

    Tô sumida? Sim. Queria uma comemoração maior (grandiosa)? Também. Mas tô tentando colocar a vida offline nos eixos primeiro, então vamos comemorar o fato de ter post hoje e de ter leitores lindos visitando (e comentando!) o blog mesmo quando eu não posto (ou divulgo) com frequência.
    Parabéns para os 10 anos de blog, parabéns para mim, que continuo na vida de blogueira, parabéns para os leitores que passam por aqui, parabéns a todos os amigos e parceiros que passaram por aqui, parabéns a todos nós!

  • Editando fotos online no Fotor

    Apesar de ter alguns editores de fotos no computador eu estou me rendendo aos editores online. Acho mais simples, não preciso ficar mudando as medidas, só fazer upload das minhas imagens, modificar um pouco os layouts prontos e já tenho minha imagem. Em menos de 10 minutos edito as fotos e já estão prontas para colocar no post. Muito mais prático e fácisvggsdvsdJá passei por diversos editores e cada hora eu uso um novo e coloco ele nos meus favoritos. Agora estou usando o Fotor. Já falei dele em outros posts aqui do blog, mas como eles estão sempre em mudança acabo voltando e testando as novas ferramentas.

    O site está com novas ferramentas e as antigas foram aprimoradas. Novos efeitos foram incluídos na edição e novos modelos de design para edição, além de opções novas para colagem. Tudo feito para facilitar nossa vida na internet.

    Esse é o novo visual do site, muito mais moderno. Testei alguns recursos e é bem fácil de mexer. Além de ter um tutorial quando você vai utilizar pela primeira vez, as funções são bastante intuitivas. Se você já usa um editor online não terá problema algum em utilizar o Fotor.
    Utilizei alguns recursos de edição e coloquei efeitos e, depois, com o próprio Fotor, eu fiz uma colagem comparando as duas imagens.

    Foto que eu tirei no Convento da Penha.
    Antes: foto sem edição alguma. Depois: com alguns efeitos e um pouco de desfoque.

    Outro foto que eu tirei no Convento da Penha.
    Antes: foto sem edição. Depois: com um efeito que ficou parecendo uma pintura. Achei o efeito bem diferente e bonito e gostei bastante do resultado final.
    Além das novidades no site, o aplicativo também foi atualizado com os mesmos recursos e é possível fazer coisas incríveis. Muitas das funções são gratuitas e geniais! Vale a pena testar.
    Vocês já usaram o Fotor ou algum outro editor? O que acham?

  • Livro: Dois a Dois

    Nicholas Sparks
    (3/5)
    Editora Arqueiro
    2017
    512 páginas

    Russell Green é um publicitário bem sucedido, uma linda esposa e uma filha de 6 anos, mas as coisas começam a dar errado em sua vida.
    Em poucos meses ele perde o emprego e resolve abrir sua própria agência de publicidade, entretanto, ele não consegue clientes e a situação da família começa a ficar preocupante. Mesmo ele não falando nada para sua esposa, Vivian, ela sabe que as contas estão chegando e nenhum dinheiro está entrando em casa. Então, ela resolve voltar à trabalhar.
    Russell passa a ficar em casa cuidando da filha, London, enquanto Vivian trabalha. Essa nova situação familiar abala a confiança do casal e Russell sente-se perdido.
    Enquanto ele tenta de todo modo voltar ao mercado de trabalho, Vivian, consegue se estabelecer rapidamente no novo emprego e cada dia tem mais sucesso.

    Eis o que mais eu aprendi: idade não garante sabedoria, da mesma forma que não garante inteligência.
    P. 16

    Definitivamente, odeio Nicholas Sparks. Bati o martelo e desisti do autor. Sempre tive uma relação conturbada com ele, mas sinceramente, não dá mais para aguentar. Alguns livros dele são bons e eu gostei, mas fiquei com tanta raiva de Dois a dois que nunca mais quero chegar perto de algo escrito pelo autor.
    As obras do autor são bem previsíveis e mesmo quando ele muda a receita, todos os ingredientes que já conhecemos estão presentes.

    E é isso. Quando você começa a tentar entender o que deu errado ou, mais especificamente, onde você errou, é mais ou menos como descascar uma cebola. Há sempre outra camada, outro erro do passado ou uma lembrança dolorosa que surge e então conduz ainda mais para o passado, e ainda mais, em busca da verdade definitiva.
    P. 18

    Russell é o pior personagem que eu já conheci na vida. Pior que Bella de Crepúsculo e Anastacia de Cinquenta Tons de Cinza. Sério. Logo no início a mulher entra em trabalho de parto e o que ele faz? Vai tomar banho porque na maternidade irão tirar fotos e pessoas irão cumprimenta-lo.
    Prêmio egoísta do ano. Obviamente ninguém ligou para ele ou quis saber se ele estava de banho tomado e barba feita nas fotos. Que idiota pensaria nisso na hora que a filha dele estava para nascer? Russell!
    Depois ele praticamente larga o emprego para abrir o próprio negócio porque era o sonho da vida dele, mas em nenhum momento pensou que isso poderia prejudicar a família. Ele diz para a mulher que tudo vai continuar do mesmo jeito, não a coloca a par da situação econômica, mas acha ruim porque Vivian continua comprando. Que relacionamento péssimo é esse que ele não compartilha os problemas com a esposa?
    E o livro todo ficamos com raiva desse idiota que se acha no direito de reclamar da vida com os pais e a irmã. Temos os pais de Russell, que são aposentados, mas têm vida e compromissos, já que os filhos são adultos e saíram de casa e ele acha ruim porque a mãe dele não pode ficar com London por alguns momentos.
    Eles amam a neta, mas isso não significa que devem ficar de babá sempre que o filho precisar. Ele é o pai, que faça o seu papel direito. Consiga uma creche, uma babá, seja pai o suficiente para tomar essas decisões sem jogar tudo nas costas da mulher.

    – Porque terapia não tem a ver com mudar outra pessoa. Tem a ver com tentar mudar a si mesmo.
    P. 62

    Vivian é uma personagem sem sal. Como a narrativa é em primeira pessoa e contada por Russell, ela é totalmente blasé. Ela pareceu ser mais sem graça do que é exatamente pela forma como foi feita a narrativa.
    A única pessoa que presta na história é Marge, a irmã de Russ. Ela é incrível, dá bons conselhos, é pé no chão e tenta mostrar para o irmão os caminhos a serem seguidos.
    Para variar, a história não tem um final feliz. É Nicholas Sparks, sempre acontece uma tragédia. Só que eu estava tão indignada com a história que eu só disse “pronto, morreu!” sem demonstrar nenhuma emoção, sem me importar realmente.
    Só não joguei o livro na parede porque a edição foi bem feita, a editora tomou um cuidado especial. Gostei da capa, da formatação, da fonte utilizada e de todo o resto. Equipe gráfica fez um ótimo trabalho.

    Em outras palavras, a culpa nem sempre é inútil. Ela pode nos impedir de cometer o mesmo erro duas vezes.
    P. 164