Livro: Segredos e Mentiras

SEGREDOS_E_MENTIRASDiane Chamberlain
(5/5)
Editora Arqueiro
288 páginas
2014
Sinopse: Cara Anna, Já comecei esta carta várias vezes e aqui estou, começando-a novamente, sem fazer a mínima ideia de como lhe dizer. A carta não terminada é a única pista que Tara e Emy têm para entender o que levou sua amiga Noelle ao suicídio. As três eram inseparáveis desde a faculdade e tudo a respeito de Noelle – seu trabalho de parteira, a forma como se dedicava apaixonadamente a diversas causas sociais, seu amor pelos amigos e a família – se encaixava na descrição de uma mulher que amava a própria vida.
Só que havia muitas coisas que Tara e Emy desconheciam. Por exemplo, quem é Anna e por que Noelle nunca a mencionara.
Com a descoberta da carta e do terrível segredo que a motivou, as duas começam a desvendar a verdade sobre essa mulher forte, independente e gentil que entrou em suas vidas trazendo amor e compaixão, mas que também pode ser a responsável por muitas tristezas e ilusões.
Com delicadeza e equilíbrio, Diane Chamberlain constrói uma história sensível sobre amizade e relacionamentos e levanta a pergunta: até que ponto você seria capaz de perdoar alguém que ama?

Opinião: Pela sinopse já para ter uma noção de como o livro é complexo e repleto de mistérios a serem descobertos, mas eu não esperava uma reviravolta a cada capítulo, praticamente.
Claro que eu tinha boas expectativas em relação a ele, mas não imaginei que elas pudessem ser superadas.
Não é um livro de ação ou suspense, mas me deu vontade de devorar as páginas como se fosse. A história é muito envolvente e a autora consegue abordar assuntos pesados, como o suicídio, de forma bem tranquila.
O livro conta a história de Noelle, Emy e Tara, três amigas que se conheceram na faculdade e criaram um laço muito especial. Anos depois de formadas elas continuam amigas e uma participando da vida da outra.
Mas Emy e Tara começaram a desconfiar se sabiam realmente tudo a respeito de Noelle quando ela cometeu cometeu suicídio e deixou uma série de perguntas sem respostas.

No que nossas vidas haviam se transformado para que fosse necessário acrescentar ‘ninguém morreu’ às mensagens?
P. 78

Juntas Emy e Tara começam a ligar os pontos que faltavam para conhecer realmente Noelle e saber o que a levou a tomar essa decisão (de se matar), só que elas não esperam descobrir segredos de família e coisas jamais imaginadas.
A leitura começou um pouco devagar para mim, mas os últimos capítulos são bem intensos e emocionantes, repletos de reviravoltas. Quando eu achei que a história estava finalizando, tem um novo ponto de vira que muda completamente o rumo da trama.

– Às vezes as pessoas guardam as coisas para si. Até mesmo as pessoas mais próximas da gente. Nunca se consegue conhecê-las de verdade.
P. 23

Achei que uma ou outra pergunta não foram respondidas e encontrei algumas falhas no enredo, mas nada que prejudique a leitura ou deixe a história menos interessante. Na verdade, eu estava tão concentrada nos fatos que estavam ali presentes que só depois de terminar o livro e pensar a respeito que me dei conta que uma ou outra coisa não foram bem esclarecidas, mas nada que afete o entendimento no geral.

Às vezes é difícil expressar o amor que sentimos por alguém. A gente diz as palavras, mas não consegue expressar a profundidade. Não consegue abraçar forte o bastante. Eu queria ter essa chance com minha filha.
P. 238

Gostei da capa, achei fofinha e tem tudo a ver com a história. O miolo é simples, mas tanto a folha utilizada na impressão quanto à fonte ajudam bastante na leitura.

Continue Reading

BC: Coisas que eu não vivo sem

bc1
LIVROS
Gente, como tem gente que consegue viver sem livros? Minha estante é grande, está entulhada de livros e eu não consigo ficar sem comprar/ganhar livros.
Melhor que ter livros, só mesmo ler livros. Livro é tão bom que deveria ser um elogio.

ESTUDAR
Depois de quase morrer de tanto estudar na faculdade de Direito (principalmente no final estudando para o Formando Soluções e fazendo monografia), eu tirei um mês de “férias” e depois comecei curso de francês, cursinho para concurso e agora estou fazendo outra faculdade, já com planos de pós e novo curso de idiomas (italiano). Eu acho que eu não vivo sem isso. Só acho.

bc2
FRIO
Eu sei que nesse calor senegalês é quase impossível viver no frio, mas eu pelo menos tento. Fico sempre no ar-condicionado, embaixo de um ventilador ou perto de uma janela ventilada. Se não tem ar-condicionado, nem ventilador, nem vento, desce uma água gelada, por favor.

COMIDA
Eu penso em comida 24h por dia. Quando eu não estou comendo eu estou pensando em comer ou em fazer comida ou em alguma coisa relacionada à comida.
Não, eu não tenho problemas. rs

bc3
INTERNET
Não preciso comentar esse, ou preciso?! Deve até existir vida fora da internet, mas eu desconheço. Uso a internet para tudo e o Google é o grande ajudante na hora de procurar informações.

MÚSICA
Não dá para viver sem música, estou sempre com meu iPoly ou celular e o fone de ouvido para poder ouvir minhas músicas em todos os lugares. Música é o que me move. E ainda acho que a vida deveria vir com trilha sonora.

bc4
FILTRO SOLAR
Eu posso deixar de fazer um monte de coisas durante o dia, mas o ritual: acordar-lavar-o-rosto-passar-filtro-solar eu não deixo de fazer nunca!

HIDRATANTE
Eu sou alérgica e viver sem hidratante é pedir para eu ter alergias (pele não hidratada é mais propensa a alergias), então junto com o filtro solar é o que eu mais uso no dia a dia.

bc5
TV PAGA (SKY)
Com a programação porcaria da TV aberta ou eu tenho TV Paga ou eu não tenho TV em casa porque né?! Eu não assisto TV com muita frequência, mas gosto de qualidade na hora que tenho um tempinho.

BLOG
Tenho blog desde 2001 e não sei ficar sem, por mais que eu não tenha tanto tempo para me dedicar a ele, eu gosto de ter um espaço para postar minhas ideias.

Continue Reading

Livro: Quando eu era Joe

QUANDO_EU_ERA_JKeren David
(5/5)
Editora Novo Conceito
318 páginas
2014

Sinopse: Imagine o que é perder, em uma única noite, sua casa, seus amigos, Como é possível viver mentindo sobre todas as coisas? Sua escola e até mesmo o seu nome. Aos 14 anos, Ty presencia um crime bárbaro num parque de Londres. A partir desse momento, tudo muda para ele: a polícia o inclui no programa de proteção à testemunha, e Ty é obrigado a assumir uma vida diferente, em outra cidade. O menino ingênuo, tímido, que costumava ser a sombra do amigo Arron, matricula-se na nova escola como Joe… E Joe não poderia ser mais diferente de Ty: faz sucesso com as meninas, torna-se um corredor famoso… Joe é tão popular que acaba incomodando os encrenqueiros da escola. Ser Joe é bem melhor do que ser Ty. Mas, logo agora, quando ele finalmente parece ter se encaixado no mundo, os atentados e ameaças de morte contra sua família o obrigam a viver no anonimato, em fuga constante e sob a pressão de prestar depoimentos sobre uma noite que ele gostaria de esquecer. Um livro – de tirar o fôlego! – sobre coragem e sobre o peso das consequências do que fazemos.

Opinião: Sabe aquele livro que você não dá muita bola, mas que quando começa a ler não consegue mais largar? Aconteceu isso comigo quando comecei a ler Quando eu era Joe.
A narrativa é em primeira pessoa e a história flui em um ritmo muito bom. Eu não li a sinopse antes de iniciar a leitura (tinha lido antes, mas não lembrava), então fui me surpreendendo a cada parágrafo.
O livro conta a história de Tyler, um garoto de 14 anos que presenciou um assassinato em um parque de Londres e agora está no programa de proteção à testemunha e por isso precisa mudar de cidade e trocar de identidade juntamente com sua mãe, Nicki.

É isso, nossa casa nova. Uma casa segura. Mas será que algum dia ficaremos seguros outra vez?
P. 24

Doug e Maureen são dois policiais encarregados de protegê-los e eu gostei bastante deles. Senti uma enorme empatia por Maureen e teve momentos que eu quis entrar no livro e abraça-la.
Tyler se muda com sua mãe, escoltados pela polícia, para uma pequena cidade e começa a frequentar a escola local. Eles agora se chamam Joe e Michelle.
Ty/Joe precisa pintar os cabelos de negro e passa a usar lentes de contato castanhas para esconder seus olhos esverdeados. A polícia diz que ele deve se manter despercebido, mas Joe consegue se enturmar rapidamente e passa a viver a vida que todo garoto gostaria.

– Joe, você precisa entender que tomou a escola de assalto. A maioria das meninas do oitavo ano, e do sétimo ano e do nono também, está louca por você. Você é o assunto da cidade.
P. 53

Joe é popular com as garotas, se dá muito bem no atletismo (e vence algumas competições!), tem amigos e é invejado pelos garotos do time de futebol.
Apesar de não procurar, Joe se mete em confusões e isso pode colocar em risco não apenas sua identidade secreta, como também a vida de seus amigos, em especial Claire, uma menina tímida de sua sala, que por coincidência é irmã de sua treinadora Ellie.

De noite, na cama, não consigo dormir. Sinto calor e frio e vontade de vomitar. Fico ouvindo as palavras de Bettany na cabeça. É tudo minha culpa, posso ver isso agora. Eu não fiz nada na época porque Arron não ia ser mais meu amigo. Mas agora perdi meu amigo para sempre e tem uma morte na minha consciência.
P. 95

Mas o problema maior não é o presente, a vida de Joe, mas sim o passado e coisas que Tyler não contou à polícia.
Eu li o livro em uma tarde apenas. Tudo bem que ele não é muito grosso (apenas 318 páginas), mas para um livro que eu não esperava nada achei bastante.
A história é envolvente e a cada capítulo vamos querendo cada vez mais conhecer a história de Tyler/Joe e entender o que aconteceu para tudo chegar onde está.
Apesar da temática ser violência urbana, o livro conta a vida de um adolescente e todas as descobertas da época, então não possui uma linguagem muito elaborada e o clima é bem jovem e despojado.

Mas o que eu mais temo é aquilo em que estou me transformando por dentro.
P. 150

Quanto ao design, apenas a capa é mais interessante. A foto do garoto de casaco não me chamou muito a atenção, mas observando melhor dá para notar umas manchas vermelhas, com detalhe brilhoso para parecer sangue. Gostei muito da capa, tem tudo a ver com a história e nos faz entrar completamente na história.
A diagramação interna é bem simples e eu achei que combinou bem com o livro. A fonte é de um tamanho bom para ler e o único detalhe interno fica por conta da fonte utilizada no título dos capítulos, que lembra um rabiscado.

Não sei se minha vida, acordado ou dormindo, algum dia voltará ao normal.
P. 201

O livro é o primeiro de uma série e eu não preciso dizer que estou bastante ansiosa para ler a continuação e saber o que acontecerá com Tyler.

Continue Reading