Monthly Archives:April 2017

  • Livro: O sol também é uma estrela

    Nicola Yoon
    (5/5)
    Editora Arqueiro
    2017
    288 páginas

    O sol também é uma estrela narra a história de Natasha e Daniel.
    Natasha é uma garota pés no chão que acredita em fatos e na ciência. Ela é a personificação da razão.
    Daqui a 12 horas ela e a família serão deportados para a Jamaica. Desde os 8 anos de idade ela mora nos Estados Unidos, não se lembra do país natal e não quer deixar o país onde cresceu.
    Ela faz sua última tentativa junto à imigração para continuar no país e enquanto anda pelas movimentadas ruas de Nova York conhece Daniel, um garoto descente de coreanos que mexe com ela.
    Daniel é um bom filho e um bom aluno. Ele tem um irmão mais velho, que frequenta a melhor universidade dos Estados Unidos, de acordo com seus pais, Harvard. Ele vai para a segunda melhor universidade: Yale. Seus pais querem que ele seja médico. Daniel nunca se perguntou o que realmente quis, apenas viveu seguindo as instruções dos pais, mas ele sempre foi um sonhador e um poeta. Ele acredita em destino, ele tem fé, ele é a emoção em pessoa.
    Daniel e Natasha se encontram nas ruas de Nova York, ela está indo a uma entrevista com um advogado que pode tentar resolver o problema dela com a imigração. Ele está indo para a entrevista da universidade. Quando a vê, Daniel esquece de todos os acontecimentos ao seu redor e só ela importa. Ele se apaixona à primeira vista e tenta fazê-la ver os sentimentos também.
    Como Natasha é bem cética, Daniel usa um artigo do New York Times para provar que é possível fazer duas pessoas se apaixonarem respondendo a 32 perguntas íntimas e ficarem se olhando nos olhos por 4 minutos.
    Ao mesmo tempo em que Natasha corre contra o tempo para impedir sua saída dos EUA e Daniel tenta reagendar sua entrevista da universidade, eles tentam provar a teoria do artigo.
    Daniel é romântico e fofo e tenta persuadir Natasha de que está apaixonado por ela e que ela também está apaixonada por ele. Enquanto ela continua negando o sentimento.

    Ninguém quer acreditar que a vida é aleatória. Meu pai diz que não sabe de onde vem meu ceticismo; mas não sou cética. Sou realista. É melhor ver a vida como ela é, não como a gente quer que seja. As coisas não acontecem por algum motivo. Simplesmente acontecem.
    P. 34

    Há muito tempo não lia um livro tão gostoso assim. A primeira vez que li a sinopse e vi a capa não me interessei tanto assim, principalmente porque não conhecia a autora, mas resolvi tentar a sorte e solicitei o livro para resenha.
    Fiquei muito feliz com o kit fofo que recebi: livro, buttom, almofada e cartela de tatuagens.
    Comecei a ler despretensiosamente e me apaixonei logo nos primeiros parágrafos.

    – Não acredito no amor.
    – O amor não é uma religião. Ele existe, quer você acredite nele ou não.
    P. 68

    Me identifiquei muito com a Natasha. Chega um momento da vida em que é melhor encarar os fatos e não encher o coração de esperanças. Expectativas são frustradas todo dia, melhor ficar com a realidade. Mas assim como ela, eu não matei a esperança por completo. Em algum lugar lá dentro do peito existe aquele sentimento de “e se tiver chances de dar certo?”.
    Conforme Natasha e Daniel vão passando as horas juntos e se conhecem eles vão mudando o modo de pensar. Ela deixa de ser totalmente a razão e ele totalmente emoção, como é o esperado que aconteça.
    Na vida é preciso um equilíbrio entre razão e emoção e o encontro dos dois mostra isso.

    Segundo os cientistas, existem três estágios no amor: desejo, atração e ligação. E, por acaso, cada estágio é orquestrado por substâncias químicas – neurotransmissores – no cérebro.
    P. 87

    O livro é narrado em primeira pessoa e os capítulos são alternados entre Natasha e Daniel e também entre os personagens que aparecem ao longo da história. Então sabemos o que se passa na mente de cada um quando cada evento acontece.
    Aos poucos vamos nos apaixonando pela história e pelos personagens e não é possível largar o livro. Uma história emocionante e surpreendente.

    Algumas pessoas existem na nossa vida para fazer com que ela seja melhor. Algumas existem para deixa-la pior.
    P.207

    Como disse, o livro é dividido em capítulos de cada personagem. A maioria dos capítulos é bem curtinha. Alguns poucos possuem mais de 2 páginas. Então é aquela coisa: “o capítulo é curtinho, vou ler só mais esse.” e quando foi ver já tinha terminado.
    Além disso é uma leitura bem fluida.
    Estou apaixonada por ele e vou falar para todo mundo que passar na minha frente: LEIA!

  • Livro: A promessa

    Harlan Coben
    (4/5)
    Editora Arqueiro
    2017
    352 páginas

    A promessa é o oitavo livro da série Myron Bolitar. Tudo começa quando Myron decide fazer uma boa ação. Duas adolescentes estão no porão de sua casa trocando confidências e falam sobre entrar em um carro com motorista bêbado. Myron então fez com que elas prometessem que se um dia estivessem em alguma encrenca, e não quisessem recorrer aos pais, era para ligar para ele. A qualquer hora, em qualquer situação. Ele disse que as ajudaria sem questionar o problema.
    Alguns dias depois, seu telefone toca de madrugada e é uma das meninas, Aimee Biel. A garota estava abalada e nervosa e pediu que Myron a deixasse em uma rua deserta, suposto endereço de uma amiga. Myron faz o que prometeu. Deixa a menina no que deveria ser a casa da amiga e vai embora.
    No dia seguinte a menina não volta para a casa e Myron foi a última pessoa que a viu antes do desaparecimento. Ele se torna o principal suspeito no desaparecimento.

    Havia outros fatores, claro. Dizem que os atores sobem ao palco para preencher um vazio que só o aplauso pode preencher. Mesmo se for verdade, isso os torna um pouco mais ansiosos para agradar. Enquanto os atletas estão acostumados às pessoas realizando seus desejos e passam a acreditar que isso é seu direito, os atores vêm de uma posição de insegurança.
    P. 81

    Mas a polícia não está muito interessada no caso, pois Aimee acabou de completar 18 anos e tudo indica que não houve crime, a jovem simplesmente fugiu de casa.
    Nem Myron, nem os pais da menina acham que ela fugiu por isso Myron começa a investigar o desaparecimento dela e acaba se envolvendo em uma trama de mistérios e segredos envolvendo outra adolescente que fugiu e o pai furioso dela.

    […]Myron tinha aprendido algumas verdades básicas que poderiam ser resumidas assim: só porque você não fez nada errado não significa que não esteja encrencado. É melhor jogar sabendo disso.
    P. 101

    Os livros do Harlan são os livros de romance policial que eu mais gosto, mas confesso que fiquei agarrada pra caramba em A promessa. Demorei para me envolver na história e pegar o ritmo na leitura. Não sei se era a história ou meu clima que não estava para romances policiais… Mas depois que engrenei (já na metade do livro) foi bem rápido para terminar.
    Gosto das histórias do Myron porque não contam apenas a trama principal, mas a vida pessoal dele e fala um pouco dos outros personagens que estão envolvidos em sua vida, como Win, Big Cindy e Esperanza.
    São livros independentes e podem ser entendidos neles mesmo, mas cada um conta um pouco melhor a história de Myron e de seus companheiros.

    – Acho que você provoca a destruição, Myron. Aonde quer que você vá, as pessoas se machucam. Acho que é por isso que você nunca se casou.
    P. 127

    Tem uma reviravolta no final que é interessante para finalizar a história, mas nada de tirar o fôlego. É um livro bom para quem gosta do Harlan Coben e das histórias com o Myron Bolitar, mas não indico para quem nunca leu nada do autor começar por ele. Há livros muito melhores.