Filme: Mary Shelley

(5/5)
Mary Shelley
Elenco: Elle Fanning, Douglas Booth, Bel Powley, Maisie Williams, Joanne Froggatt, Stephen Dillane, Tom Sturridge, Ben Hardy, Hugh O’Conor, Jack Hickey, Ciara Charteris, Donna Marie Sludds, Michael Cloke
Distribuição Netflix
2017

O filme Mary Shelley é inspirado na vida de
Mary Wollstonecraft Godwin, mais conhecida como Mary Shelley e seu conturbado relacionamento com Percy Shelley.

Mary é uma moça extremamente criativa e que adora escrever histórias de terror e contar para os irmãos. Aos 16 anos ela conhece o jovem e sedutor escritor Percy Shelley e se apaixona por ele e sua visão de mundo.

Percy, além de casado, possui um comportamento fora dos padrões exigidos pela época e Mary foi proibida de se envolver com ele, mas ela desobedece ao pai e foge com Percy, levando junto sua irmã, Clara.

Mary e Percy Shelley

O relacionamento dos dois era intenso como o fogo, mas aos poucos ela começa a conhecer o lado desajustado e irresponsável de Shelley e passa a questionar se fugir com ele foi a melhor decisão.

Elle Fanning consegue sua delicadeza transmitir todas as nuances da Mary Shelley, uma mulher que é forte e doce ao mesmo tempo. O filme mostra com maestria as angustias femininas.

As falas são poéticas e sutilmente mostra como o machismo estava presente na sociedade.

Mary e Percy Shelley

Mary Shelley mostra como os tormentos da autora criaram o livro Frankenstein.

É incrível ver como Mary tentou publicar o livro por conta própria, mas apesar da grandiosidade de sua obra ninguém queria publicar porque foi escrito por uma mulher.

Na primeira edição Frankenstein foi publicado como sendo escrito por Percy Shelley e apenas na segunda edição é que a obra foi devidamente creditada a Mary.

É um filme belíssimo, que está disponível na Netflix. E eu já recomendei pra todo mundo desde quando assisti. Se você gosta de literatura ou de história este filme é imperdível.

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Série: Stranger Things

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(4/5)
Em julho a internet foi abaixo por causa da série Stranger Things que estreou na Netflix. Todo mundo ovacionou, fez maratona, quis adotar as crianças e ouviu a trilha sonora até cair o ouvido de tanto ouvir música dos anos 80. A série fez tanto sucesso que até a Xuxa ajudou a procurar o Will!
Stranger Things é uma série de suspense e ficção científica que se passa em 1983. Nela, um garoto (Will) desaparece misteriosamente na cidade de Hwakins, em Indiana e todos saem em sua procura.
Nesta busca, seus amigos encontram Eleven, uma menina com poderes telecinéticos. E descobrem que existe um Mundo Invertido.
Vou confessar que eu não caí de amores pela série. No início eu achei bem decepcionante, mas continuei assistindo porque é impossível não assistir, pelo menos para descobrir porquê as pessoas gostaram tanto. No final cheguei à conclusão de que é uma série boa, mas não é essa Coca-Cola toda não.
A história em si não é tão interessante, mas quem viveu nos anos 80/90 vai encontrar tantos elementos da época que é impossível não ficar com uma sensação gostosa de nostalgia.
A trilha sonora é perfeita e tem muitas referências a Steve Spielberg (E.T.), John Carpenter, Stephen King e outros.
Fiz uma agradável viagem ao passado e agora quero saber o que vem mais por aí. Poxa, Netflix, libera logo umas 50 temporadas de vez!

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Série: Jessica Jones

Jessica Jones é a nova série da Marvel criada por Melissa Rosenberg para a Netflix, a série é baseada na personagem de mesmo nome da Marvel Comics. Ela é a segunda de quatro séries sobre super-heróis que futuramente irão se unir em uma equipe.
Jessica teve um fim trágico na carreira de super-heroína, então decide abrir sua própria agência de detetives e tenta reconstruir sua vida como detetive particular em Nova York usando suas habilidades especiais.
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A atriz Krysten Ritter estrela o papel principal. David Tennant, Mike Colter, Rachael Taylor, Carrie-Anne Moss, Eka Darville, Erin Moriarty, e Wil Traval também fazem parte do elenco.
Todos os episódios da primeira temporada estão disponíveis na Netflix e uma segunda temporada foi renovada, mas ainda sem previsão de estreia.

Eu só digo o que eu quero
Eu só digo o que eu quero

Passei o carnaval vidrada na frente da TV fazendo maratona de Jessica Jones. Me apaixonei pela heroína politicamente incorreta que vive amedrontada pelo vilão principal, Kilgrave.
À primeira vista Jessica parece um personagem fraco, que tem medo de enfrentar Kilgrave, mas ao longo da série ela vai evoluindo e aprendendo a conviver com este sentimento.
Ela falha, chora, foge, se esconde, bebe (muito), fala palavrão o tempo todo e tem desejos sexuais. Nada do que esperamos de um super-herói normal, por isso ela é tão especial. Este toque humano que ela tem nos aproxima dela e traz empatia com o personagem.
Algo que eu nunca digo. Como, "Eu te amo"
Algo que eu nunca digo. Como, “Eu te amo”.

Kilgrave é um vilão desprezível. Vi algumas pessoas comentando que queriam ele e a Jessica ficassem juntos, mas essa ideia é completamente fora de cogitação. Kilgrave usa o poder da mente para conseguir o que deseja. Ele controla a mente das pessoas e elas agem contra a própria vontade. Ele é a personificação do relacionamento abusivo. O personagem é tão asqueroso que a cada episódio eu o odiava mais e mais. Totalmente fora de cogitação alguém imaginar ele em um relacionamento com qualquer pessoa.
Série completamente viciante, dessas de pegar a pipoca e passar o dia todo assistindo sem pausa.

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