a aprendizTrudi Canavan
(5/5)
Editora Novo Conceito
2012
544 páginas

Sinopse: Sozinha entre todos os aprendizes do Clã dos Magos, somente Sonea vem de uma classe menos privilegiada. No entanto, ela ganhou aliados poderosos, como Lorde Dannyl, recentemente promovido a Embaixador. Ele terá, agora, de partir para a corte de Elyne, deixando Sonea à mercê dos boatos maliciosos e mentirosos que seus inimigos continuam espalhando… até o Lorde Supremo entrar em cena. Entretanto, o preço do apoio de Akkarin é alto porque, em troca, Sonea deve proteger seus mistérios mais sombrios. Enquanto isso, a ordem que Dannyl está obedecendo, de buscar fatos sobre a longa pesquisa abandonada de Akkarin sobre o conhecimento mágico antigo, o está levando a uma extraordinária jornada, chegando cada vez mais perto de um futuro surpreendente e perigoso.

Opinião: Confesso que assim que terminei de ler O Clã dos Magos não fiquei muito ansiosa para ler a continuação da trilogia, então fiquei adiando a leitura do segundo livro por um tempo. Só não me arrependi de não ter começado a ler antes porque assim pude ter em mãos o terceiro – e último – livro, O Lorde Supremo e assim não ficar ansiosa para saber o que acontece em seguida com Sonea.

– Hoje cada um de vocês dá o primeiro paso para se tornar um mago do Clã de Kyralia – ele começou, a voz severa. – Como aprendizes, vocês terão de obedecer às regras da Universidade. Pelos Tratados que unem as Terras Aliadas, essas regras serão sancionadas por todos os governantes, e se espera que todos os magos as façam cumprir. Mesmo que vocês não se formem, ainda estarão subordinados a elas.
P. 21

A história começa basicamente com o início das aulas. Sonea está ansiosa e insegura para começar a ter aulas propriamente ditas, isso porque ela veio das favelas e não sabe a reação dos alunos com relação a isso. Apesar de Rothen a encorajar bastante, Sonea não se sente tão motivada assim.
Conforme vamos conhecendo os alunos é notável a exclusão que eles fazem de Sonea e logo ela passa a ser vítima de todo tipo de bullying.

Atrás de Sonea, alguém conteve uma risada. Ela virou a cabeça. Pelo canto de olho, viu Kano passar algo para Vallon e seu estômago se contorceu. Sem que Lorde Elben visse, sua caligrafia estava divertindo a sala toda.
P. 80

Sonea sofre ataques dos outros alunos, principalmente de Regin, durante toda a história e, apesar de seus esforços para evitar conflitos e fugir dos outros aprendizes, tudo é em vão.

Ele tinha mostrado a todo mundo do que Sonea era capaz. Lorlen suspeitou que Rothen também fora surpreendido por quão forte ela provara ser.
P. 243

Só que o que Regin e o resto do Clã não esperava era que Sonea é uma aprendiz muito forte. Tão forte que chega a ter mais força que alguns de seus mestres. A surpresa apesar de boa não alivia em nada as ações dos outros alunos e ela continua sendo alvo dos constantes ataques.
Paralelamente à vida na Universidade, temos a narração da viagem de Dannyl por terras distantes para investigar o passado do Lorde Supremo e seu possível envolvimento com magia negra.

– Curando, talvez. O que faria sentido, já que, há mil anos, a Cura seria algo muito raro. Foi apenas mediante cooperaçãoo e experimentação que o Clã conseguiu desenvolver a habilidade… e ela ainda é a disciplina mais difícil de ser aprendida.
P. 342

As aventuras de Dannyl com Tayend, um estudioso, são uma parte bem divertida da história e em alguns momentos eu ficava mais ansiosa pela saga deles do que pela de Sonea.

O que era natural e certo? Quem realmente sabia? O mundo nunca fora algo tão simples a ponto de uma única pessoa saber todas as respostas. Ele tinha lutado contra isso por muito tempo. Como seria parar de lutar? Aceitar o que ele era.
P. 472

Há várias reviravoltas durante a história e a narrativa tem um ritmo muito bom. De longe, bem melhor que O Clã dos Magos. Se O Lorde Supremo continuar desse jeito, A Trilogia do Mago Negro tem tudo para se tornar uma de minhas favoritas.