PAPERBOYPete Dexter
(3/5)
Editora Novo Conceito
2013
333 páginas

Sinopse: Hillary Van Wetter foi preso pelo homicídio de um xerife sem escrúpulos e está, agora, aguardando no corredor da morte. Enquanto espera pela sentença final, Van Wetter recebe cartas da atraente Charlotte Bless, que está determinada a libertá-lo para que eles possam se casar. Bless tentará provar a inocência de Wetter conquistando o apoio de dois repórteres investigativos de um jornal de Miami: o ambicioso Yardley Acheman e o ingênuo e obsessivo Ward James.
As provas contra Wetter são inconsistentes e os escritores estão confiantes de que, se conseguirem expor Wetter como vítima de uma justiça caipira e racista, sua história será aclamada no mundo jornalístico. No entanto, histórias mal contadas e fatos falsificados levarão Jack James, o irmão mais novo de Ward, a fazer uma investigação por conta própria. Uma investigação que dará conta de um mundo que se sustenta sobre mentiras e segredos torpes.
Best-seller do The New York Times, Paperboy é um romance gótico sobre a vida aparentemente sossegada das cidades do interior. Um thriller tenso até a última linha, que fala de corrupção e violência, mas que, ao mesmo tempo, promove uma lição de ética.

Opinião: Quando eu li a sinopse desse livro eu pensei que eu iria me amarrar na história e que provavelmente ele entraria na lista dos melhores livros do ano, mas passou longe da empolgação inicial.
O livro não possui capítulos. Exatamente, você lê um livro de 333 páginas sem nenhum capítulos. Isso me deu uma agonia muito grande no início porque parecia que eu não terminaria nunca a leitura (alô, quem tem TOC com capítulos?). Claro que há divisões na história, mas são quadradinhos no meio da página para indicar que um trecho terminava. Odiei isso com todas as minhas forças.
Mas vamos à história…
Bem, ela tem todos os ingredientes para render um ótimo cheio de emoção e fatos interessantes, mas acabou se tornando um amontoado de palavras colocadas de forma monótona.
Sofri muito para ler as 100 primeiras páginas (e eu gosto de ler ao menos metade do livro para ter certeza de que vale ou não a pena continuar) e só fui até o fim da história porque sou guerreira.
Não consegui me envolver com a história ou gostar do livro, por mais que a história se desenvolvesse. Faltaram elementos que dessem mais ação e emoção na trama e isso me desanimou bastante.
Não tem nada de thriller gótico ou cheio de tensão. É um livro tedioso e sem sal.
A história é narrada em primeira pessoa e é contada por Jack James e mostra a história de Charlotte, uma mulher psicótica, que procura dois jornalistas (Ward James, irmão de Jack e Yardley Acheman) dispostos a investigar para que encontrem o álibi perfeito para livrar seu noivo, Hillary, da pena de morte por ter matado o xerife Thurmond Call. O detalhe é que Charlotte não conhece pessoalmente o homem. Ela viu uma foto dele no jornal e começou a se corresponder com ele, mas o pior é que Hillary não foi o primeiro assassino com quem ela trocava cartas.

Charlotte Bless viu Hillary Van Wtter pela primeira vez em uma fotografia publicada na primeira página de uma edição do New Orleans Time-Pucayune, publicada quatro dias antes, que fora deixada sobre uma das mesas no refeitório da empresa onde ela trabalhava.
[…]
Naquela noite, ela escreveu a primeira carta para Hillary Van Wetter, cinco páginas em tom delicado, contando exatamente como havia encontrado sua foto, sobre seu cargo na agência do correio e a comida sobre a mesa que ninguém limpava, e seu “dilema” em meio à bagunça deixada pelos outros, confusa ao perceber como um homem sério e bem barbeado como Hillary Van Wetter havia se envolvido em uma situação como aquela.
[…]
Embora não fosse o primeiro assassino com quem ela se correppondia, era o primeiro que tinha usado uma faca.
P. 51-52

Não consegui entender qual era a da família Van Wetter (e do próprio Hillary), o modo de vida deles, o comportamento e tudo mais eram confusos demais para mim. Parecia que Ward e Yardley conversavam com doidos quando estavam falando com alguém daquela família. Ninguém estava disposto a ajudar Hillary a sair da prisão, nem mesmo o próprio Hillary.

– Hillary disse que estava com o tio na noite em que Thurmond Call foi morto – disse meu irmão.
O velho pensou naquilo, mas não respondeu. Quando eu olhei para o sorvete de novo, a mulher subitamente se virou na minha direção, com um olhar furioso, como se houvesse acabado de perceber que eu poderia receber o pote antes dela.
– Vão deixar aquele rapaz atrás das grades – disse o velho.
– Eles vão prendê-lo a uma cadeira e eletrocutá-lo – disse o meu irmão.
O velho fez que sim com a cabeça.
P. 129

Também não conseguia entender a fascinação da Charlotte por assassinos. Que tipo de mulher é aquela?!
Foi loucura demais para minha cabeça!
Depois que me habituei à todo caos da leitura consegui fluir mais e terminar de ler o livro, mas demorei muito para engatar um ritmo.
Acredito que seja um livro difícil de agradar a todos os leitores, mas ele inspirou um filme, então não pode ser tão ruim assim, não é mesmo?
Ainda quero assistir ao filme, pois traz Nicole Kidman no elenco e quem sabe eu não goste mais da história interpretada do que contada no livro?!