Livro: Um ano inesquecível

Ronald Anthony
(5/5)
Editora Novo Conceito
2012
303 páginas

Sinopse: Você acredita que o amor pode durar para sempre? Jesse Sienna não. O casamento de seus próprios pais era respeitável mas sem paixão; e sua própria história romântica indica que o amor queima ardentemente antes de desaparecer por completo. Então, quando seu pai, Mickey, muda-se para sua casa e parece não compreender o relacionamento superficial de Jesse com sua atual namorada, mas Jesse não lhe dá atenção.
É apenas um exemplo do quão diferente eles são e fica mais evidente que ele e seu pai nunca terão uma ligação mais profunda.
Mas a verdade é que Mickey Sienna conhece mais sobre amor do que a maioria das pessoas conseguem aprender na vida toda.
Há mais de cinquenta anos, ele encontrou o amor mais verdadeiro que a vida pode oferecer. Ele sabe das infinitas recompensas de investir seu coração e sua alma em alguém… E conhece o prejuízo devastador de deixar esse alguém perfeito escapar.
Quando Mickey percebe que Jesse não está dando valor a uma mulher extraordinária, decide que é hora de contar a história que nunca contou para nenhum de seus filhos a Jesse. Durante os meses seguintes, Mickey mostra seus momentos mais particulares e felizes para seu filho… e muda a percepção de Jesse em relação ao amor e as possibilidades de um relacionamento duradouro para sempre.

Opinião: Assim que li a sinopse desse livro sabia que ele seria um desses livros fofos e gostosos de se ler.
A história começa contando todas as dificuldades que Mickey Sienna enfrenta após ficar viúvo e morando sozinho em New Jersey. Após um pequeno incidente que quase acabou com a destruição da casa em que morava e da própria vida os filhos de Mickey decidem que ele não pode mais morar sozinho e querem colocá-lo em um asilo.
O irmão mais novo, Jesse, é o único contra tal decisão e, por fim, acaba convencendo a todos de que o melhor a ser feito é que o pai vá morar com ele.
Quando Jesse nasceu o pai já tinha 50 anos e por causa da diferença de idade, nunca teve um relacionamento muito próximo com o pai e, por isso, acreditava que fazendo o pai morar com ele essa história poderia ser revertida.
O início do relacionamento dos dois é bem complicado, o pai idoso, cheio de manias e totalmente relutante em experimentar coisas novas e o filho jovem (32 anos) que adora comidas diferentes.
O que muda o relacionamento dos dois é a presença de Marina, namorada de Jesse. Jesse e Marina já sofreram por amor e quando se conheceram decidiram dar um passo de cada vez no relacionamento, sem planejar ou pensar muito no futuro. Esse relacionamento “moderno” não era o que Mickey queria para o casal, então começou a contar a Jesse a história de seu primeiro amor: Gina.
O livro é narrado em primeira e terceira pessoa, mas não é nem um pouco confuso. Mesmo quando a história é alternada entre presente e passado, a transição de linguagem e de tempo é feita de forma tão clara e tranquila que é como se estivéssemos assistindo a um filme ao ler os trechos.
Aliás, gostei muito da narrativa do Ronald, é simples, clara e coesa, o que deixa a história ainda mais bonita.
Eu achei bem clichê a história narrada pelo Mickey e assim que ele começou a narrar eu já sabia o final e quais eram as intenções, mas obviamente, Jesse só descobre isso nas últimas páginas do livro.
Fiquei bastante emocionada com o final. Apesar do final feliz, fiquei realmente triste por tudo aquilo ter acontecido. Não sei se existe a expressão, mas quando terminei de ler, fiquei de luto literário.
A capa é bonita, apesar de não ser espetacular e retrata bem a história. A diagramação e o miolo são bem bonitos, mesmo sendo simplórios. Achei que tudo harmoniou bem.
Encontrei um ou outro erro (digitação, talvez), mas nada muito grave que pudesse atrapalhar a leitura.

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Livro: Cuco

Julia Crouch
(4/5)
Editora Novo Conceito
2012
464 páginas
Sinopse: Polly é a mais antiga amiga de Rose. Então quando ela liga para dar a notícia que seu marido morreu, Rose não pensa duas vezes ao convidá-la para ficar em sua casa. Ela faria qualquer coisa pela amiga; sempre foi assim. Polly sempre foi singular — uma das qualidades que Rose mais admirava nela — e desde o momento em que ela e seus dois filhos chegaram na porta de Rose, fica óbvio que ela não é uma típica viúva. Mas quanto mais Polly fica na casa, mais Rose pensa o quanto a conhece. Ela não consegue parar de pensar, também, se sua presença tem algo a ver com o fato de Rose estar perdendo o controle de sua família e sua casa. Enquanto o mundo de Rose é meticulosamente destruído, uma coisa fica clara: tirar Polly da casa está cada vez mais difícil.

Opinião: Confesso que esse foi um dos lançamentos da Novo Conceito que menos me motivou a iniciar a ler, a história não tinha me cativado inicialmente e fui adiando. Mas eu resolvi ler um livro mais grosso esses dias e peguei justamente Cuco.
Me surpreendi com a escrita da Julia Crouch. Cuco é um desses livros que você começa a ler e não consegue parar!
Li metade do livro no engarrafamento que peguei sexta-feira passada e a outra metade eu devorei após o almoço de sábado.
Polly é amiga de infância de Rose e elas passaram muitas coisas juntas. Dividiram um apartamento juntas e compartilharam inúmeras coisas, inclusive namorados. Polly já foi uma cantora famosa, mas teve problemas com drogas, entrou em decadência, se casou com um artista e mudou-se para Grécia, onde teve dois filhos.
Quando fica viúva resolve voltar para o Reino Unido com as crianças e procura Rose.
Rose é uma dona de casa exemplar e uma mãe perfeita. Assim que recebe o telefonema de Polly prepara a edícula (como se fosse uma casa de caseiro, dentro da propriedade dela e do marido) para receber a amiga, apesar da discórdia do marido.
O enredo da história em si não é muito original, fiquei a todo momento lembrando do filme A mão que balança o berço, mas mesmo assim fiquei presa à ela. Pela sinopse é meio óbvio que Polly vai querer se passar por Rose e roubar sua família, mas como isso acontece que nos faz querer devorar o livro.
Achei os personagens meio vazios. No início achava que Rose fosse mais esperta, por saber cuidar tão bem das crianças e conhecer as necessidades delas antes de tudo, mas então ela se mostra uma verdadeira idiota e faz uma série de besteiras que não são coerentes com a personalidade original
Polly, apesar de parecer ser uma adolescente rebelde, se mostra uma verdadeira manipuladora. Mas até agora ainda não consegui entender algumas coisas, do tipo: como uma mulher dessas consegue seduzir os homens? E também, da forma como ela se comportava, será que era tudo fingimento? Como ela passou de vítima a vilã?
Achei que alguns pontos não ficaram bem esclarecidos. Claro que dá para ter um entendimento geral da história sem essas explicações, mas ao terminar de ler eu fiquei com esses e alguns outros questionamentos.
Mas no geral, eu gostei muito do livro. Fiquei imaginando um filme de suspense baseado nele. Imagina que legal uma Polly protagonista má?! Todos os ingredientes para o filme estão presentes, incluindo o clima úmido e frio do Reino Unido para dar um ar mais misterioso às cenas.

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Livro: O ladrão de almas

Alma Katsu
(4/5)
Editora Novo Conceito
2012
432 páginas

Sinopse: No turno da noite em um hospital em Maine, Dr. Luke Findley espera ter outra noite tranquila com lesões causadas pelo frio extremo e ocasionais brigas domésticas. Mas no momento em que Lanore McIlvrae — Lanny — entra no pronto-socorro, ela muda a vida dele para sempre. Uma mulher com passado e segredos misteriosos, Lanny não é como outras pessoas que Luke já conheceu. Ele é, inexplicavelmente, atraído por ela… mesmo ela sendo suspeita de assassinato. E conforme ela conta sua história, uma história de amor e uma traição consumada que ultrapassa tempo e mortalidade, Luke se vê totalmente seduzido. Seu relatório apaixonado começa na virada do século XIX na mesma cidadezinha de St. Andrew, Maine, quando ainda era um templo Puritano. Consumida, quando criança, pelo amor que sentia pelo filho do fundador da cidade, Jonathan, Lanny qualquer coisa para ficar com ele para sempre. Mas o preço que ela paga é alto — um laço imortal que a prende a um terrível destino por toda a eternidade. E agora, dois séculos depois, a chave para sua cura e salvação a depende totalmente de seu passado. De um lado um romance histórico, de outro uma história sobrenatural, The Taker é uma história inesquecível sobre o poder do amor incondicional não apenas para elevá-lo e sustentá-lo, mas também para cegar e destruir — e como cada um de nós é responsável por encontrar o próprio caminho para a redenção.

Opinião: Que livro intenso! Tive que ler bem devagar para não ser sufocada pela história e ter tempo de absorver tudo.
Achei a narrativa um pouco confusa, pois ela é escrita em primeira e terceira pessoa e vai e volta no tempo.
A história começa nos dias atuais, quando Lanore (Lanny) é encontrada cheia de sangue na cidade de St. Andrew e confessa ter matado Jonathan. Então ela convence o médico que a atendeu para que a ajude a fugir. Achei a forma como ela o convenceu meio superficial. Ela disse meia dúzia de palavras e Luke acreditou.
Na verdade o livro começa do fim, pois a morte do Jonathan é o clímax da história. Mas para chegar até lá a narrativa volta no tempo até o século XIX, quando Lanny e Jonathan viveram seu romance de adolescente. E fica assim, intercalando entre os dias atuais e aquela época.
Se não bastasse isso, quando Adair entra na história somos levados ainda antes no tempo, para o ano de 1349.
A história é tão confusa quanto parece, mas conforme vamos avançando na leitura tudo passa a fazer mais sentido, principalmente depois que Lanny se torna imortal.

– Você compreende agora? – ele perguntou. – Você não é mais a mesma mortal; está acima da vida e da morte. Não pode morrer. – Ele ofereceu o narguilé para mim e o puxou de volta quando eu não aceitei – Não importa de que forma tentem matá-la; nem flecha nem rifle, nem faca ou veneno, nem fogo ou água, nem terra, nem doença, nem fome.

Apesar de não ser explícito, achei as narrativas de sexo bem intensa. Talvez por causa dos atos nada convencionais ou por causa do contexto. Nada muito censurável, mas os mais puritanos podem achar ultrajante.
A melhor parte é a reviravolta nos capítulos finais com a descoberta de Lanny sobre a identidade de Adair. Depois disso a história volta para o início, contando a morte de Jonathan e tem o final muito clichê para dar continuação à trama.
Gostei bastante do livro, gosto de ambientações no século XIX e fico imaginando as pessoas e as roupas, não é excepcional, mas é intenso e promete boas horas de diversão.

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